Em parceria com a Coral Spawning International (CSI) e a Nature Seychelles, a Canon está a ajudar a desenvolver o primeiro laboratório de reprodução assistida de corais no Oceano Índico Ocidental, uma iniciativa que pretende aumentar a resistência dos recifes face às alterações climáticas e a outras ameaças ambientais.
Nem todas as histórias sobre tecnologia envolvem inteligência artificial, smartphones ou computadores mais rápidos. Algumas acontecem debaixo de água, longe dos holofotes, e podem ter um impacto muito mais profundo no futuro do planeta. É precisamente aqui que entra a tecnologia de imagem da Canon, que está a desempenhar um papel fundamental num dos mais ambiciosos projectos de conservação marinha da actualidade.
Porque estão os recifes de coral em perigo?

Os recifes de coral são frequentemente descritos como as florestas tropicais dos oceanos. Apesar de ocuparem uma área relativamente reduzida do fundo marinho, sustentam cerca de 25% de toda a biodiversidade marinha conhecida.
Além de servirem de habitat a milhares de espécies, ajudam a proteger zonas costeiras contra tempestades, sustentam actividades económicas ligadas à pesca e ao turismo e são uma importante fonte de recursos biológicos utilizados pela ciência e pela medicina.
Infelizmente, o aumento da temperatura dos oceanos, a poluição, a acidificação das águas e algumas práticas de pesca destrutivas têm acelerado o desaparecimento destes ecossistemas a uma velocidade preocupante.
A ciência procura criar corais mais resistentes

Ao contrário das técnicas tradicionais de restauração, que recorrem sobretudo à clonagem de fragmentos de coral existentes, a CSI aposta numa abordagem mais sofisticada: a reprodução sexual controlada.
Para isso, desenvolveu um sistema capaz de reproduzir em laboratório as condições naturais do oceano. Através de tanques tecnologicamente avançados, com controlo da qualidade da água, filtragem especializada e iluminação que replica os ciclos naturais do mar, os cientistas conseguem prever e induzir os eventos de desova dos corais.
O objectivo é aumentar a diversidade genética dos novos corais, criando populações mais robustas e capazes de resistir ao branqueamento provocado pelo aquecimento das águas.
É uma abordagem que procura fazer aquilo que a própria natureza sempre fez: favorecer a diversidade para aumentar as hipóteses de sobrevivência.
A tecnologia de imagem Canon como ferramenta científica

Para acompanhar este processo, a observação visual é absolutamente essencial. Muitas das alterações biológicas que determinam o sucesso da reprodução dos corais acontecem a escalas microscópicas e são invisíveis a olho nu.
É aqui que a Canon entra em cena.
A empresa está a fornecer equipamento fotográfico e de vídeo avançado que permite aos investigadores documentar todas as fases do processo, desde o desenvolvimento dos óvulos até ao crescimento dos novos corais.
As imagens captadas não servem apenas para registo. Funcionam como uma verdadeira ferramenta científica, permitindo analisar comportamentos, identificar padrões reprodutivos e optimizar as condições de desenvolvimento dos organismos.
Ao mesmo tempo, estas imagens ajudam a divulgar o projecto junto do público, transformando processos científicos complexos em histórias visuais mais acessíveis.
Canon EOS R5 Mark II e EOS R6 Mark II no centro da investigação

Entre os equipamentos utilizados encontram-se as câmaras Canon EOS R5 Mark II e Canon EOS R6 Mark II, acompanhadas por algumas das objectivas mais avançadas da marca, incluindo a RF 100 mm F/2.8L Macro IS USM, a RF 15-35 mm F/2.8L IS USM e a especializada MP-E 65 mm F/2.8 1-5x Macro.
Esta combinação permite captar imagens em ambientes muito distintos, desde tanques de reprodução com pouca luz até observações microscópicas de embriões.
A elevada resolução, a ampla gama dinâmica e a fiabilidade dos equipamentos são particularmente importantes para garantir dados científicos consistentes ao longo do tempo.
Outro elemento importante é o software Canon EOS Utility, que permite controlar remotamente as câmaras instaladas em microscópios. Isto reduz vibrações, aumenta a precisão e torna os resultados mais consistentes, algo essencial quando se trabalha com organismos tão delicados.
Um laboratório pioneiro nas Seychelles

Toda esta tecnologia está actualmente a ser utilizada na instalação Assisted Recovery of Corals (ARC), desenvolvida pela Nature Seychelles com o apoio da CSI e da Canon.
O projecto já está a produzir resultados encorajadores. Desde Novembro, foram gerados mais de 800 mil embriões de coral e cerca de 65 mil conseguiram fixar-se e iniciar o seu desenvolvimento.
Mais importante ainda, está a ser criado um banco genético de espécies mais resistentes, capaz de apoiar futuros esforços de recuperação dos recifes.
Os investigadores acreditam que este trabalho poderá ajudar a transformar a forma como a conservação marinha é realizada nas próximas décadas.
Quando a tecnologia serve algo maior
Muitas vezes associamos as câmaras a fotografia de viagem, desporto ou criação de conteúdos para redes sociais. Este projecto recorda-nos que a tecnologia de imagem pode ter um papel muito mais abrangente.
Ao permitir observar fenómenos invisíveis, compreender processos biológicos complexos e criar conhecimento científico, a fotografia transforma-se numa ferramenta de conservação ambiental.
E talvez seja precisamente este o aspecto mais interessante desta iniciativa: mostrar que a inovação tecnológica não serve apenas para criar produtos mais avançados, mas também para ajudar a preservar alguns dos ecossistemas mais importantes do planeta.
Imagem do pressKit recebido na redacção Xádas5:






