Tem cão, gato, piriquito, peixinho dourado, tartaruga ou réptil lá em casa e que estime muito? Se já os conhece bem, sabe que a interacção humana com estes animais (irracionais, vá lá) pode ser complicada, e vai de um diálogo constante e por vezes perceptível (cães, gatos, micos, etc) até à frieza cruel da total incapacidade de interligação (serpentes, iguanas, peixinhos, etc).
Pois bem, e que tal se alguém estivesse a desenvolver um equipamento para tornar possível uma enorme cavaqueira entre o dono e o seu animal?
Acontece que o protótipo para cães já está em marcha e denomina-se No More Woof . Pediu 10 mil dólares no IndieGogo e já vai em 15 mil ainda com dois meses para terminar o prazo.
Trata-se de um equipamento que é um electroencefalograma (EEG) portátil e que se coloca na cabeça dos canídeos para lhes medir a actividade cerebral e assim poder traduzir estados mentais e, por conseguinte, ser apto a interpretá-los.
Se já existiram tentativas (vide a Emotiv e a Muse ), o que é certo é que foi no filme da Pixar, o sucesso ‘UP!’ que esta ideia se tornou mais conhecida.
Pelo que parece, a malta da Nordic Society for Invention and Discovery já anda em testes há bastante tempo e têm resultados preliminares. “Estou cansado”, “Estou excitado” e “Estou curioso” são as, enfim, “palavras” mais recorrentes da bicharada.
Será que estão no caminho certo? E, mais importante, será que queremos MESMO saber o que o nosso cão quer de nós ou pensa sobre nós?
Fica a questão.







