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««« Going Underground »»» Com a Kaspersky em Londres Parte 2

João Gata por João Gata
Julho 25, 2014
««« Going Underground »»»             Com a Kaspersky em Londres Parte 2
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Going 2

Para ler a Parte 1 clicar aqui ou na imagem abaixo

Kasp A

Estas últimas semanas têm sido pródigas em notícias alarmantes, desde a redefinição da regulação da internet nos Estados Unidos (ler mais abaixo) à descoberta de um novo Edward Snowden que já deixou escapar uma das mais terríficas probabilidades que afecta directamente milhares de internautas mais cuidadosos: o TOR, outrora e ainda hoje, um motor de busca que garante alguma privacidade, é uma auto-estrada de informação secreta para os bancos de dados das agências de vigilância. Pelo que se diz, basta abrir este browser para um alarme soar numa determinada dependência da NSA (National Security Agency) e, desde aí, o nosso IP, ou seja, a morada digital, é automaticamente gravada e seguida. Será que sim?

O Going Underground levado a cabo pela Kaspersky contou com a esperada (e muito aplaudida) presença de Runa Sandvik, a prestigiada advogada deste cada vez mais conhecido Projecto Tor. Runa é uma reconhecida activista com forte presença (e opinião) em diversos meios, como a Forbes, a Freedom of the Press Foundation e ainda pelo seu papel no projecto TrueCrypt Audit. Super defensora da liberdade de expressão, aconselha o mundo à utilização do TOR (Onion) para tentar manter o anonimato, nem que seja ao pesquisar dados sobre um filme que se quer ir ver ao cinema.Runa-Sandvik

O mote da sua actuação foi “Privacy is dead, long live privacy” baseada no caso Snowden, nos ficheiros da NSA e nas provas de que os utilizadores britânicos do Facebook e Google foram espiados pelo GCHQ.

Mas com estas mais recentes notícias sobre o TOR, em que ficamos? Até “cá em casa” se tem discutido cada vez mais esta problemática, com um maior conhecimento sobre as agora famosas “Darknet” e “Deep Web”. Quanto a nós, quando se começa a falar muito de determinado assunto, e este é um deles, é porque passou a ser “old news” e, como tal, aberto ao domínio de um público muito vasto que irá, com certeza, deixar muitas portas abertas. Os responsáveis pelo TOR devem ter antecipado esta situação há muitos anos e, com toda a certeza, mantêm-se activos num outro projecto paralelo, nada popular e quase secreto. Como chegar lá é a minha nova questão.

O que sabemos pela rede de comunicação germânica ADR/NDR é que a NSA, que tenta quebrar a criptografia do sistema ao longo dos últimos anos, tomou agora outra medida: a de registar qualquer IP de qualquer internauta que por lá passe, nem que seja, como é o meu caso, para tentar entender como funciona e o que se pode fazer por lá sem os filtros cada vez mais rigorosos do Google. A agência norte-americana até vai mais longe e também colocou “escutas” em todos os fóruns ou espaços de discussão conhecidos e utilizados por estes “novos terroristas ou ciber-criminosos”. Sim, é dessa forma que a agência designa todo e qualquer utilizador com conhecimentos um pouco mais avançados e que utilize meios que não os massificados.

Sean Costigan tomou o lugar de Runa para nos falar das potencialidades e perigos de um novo mundo, a Internet das Coisas (internet of things – IoT), que se prepara para modificar ou complementar a nossa ainda jovem aventura digital.

O que vai mudar na nossa vida quando as coisas comunicarem com coisas em rede própria, quando objectos se ligarem a objectos sem a nossa supervisão, quando, ao fim e ao cabo, as máquinas forem auto-suficientes?

iot paradigma

A Internet das coisas conectará uma rede de equipamentos desde os mais comuns como os smartphones e computadores, aos transportes, assistência e cuidados médicos à distância, vigilância, cidades inteligentes (que englobam, naturalmente, os seus prédios, circulação, tráfego, comércio e indústria) e toda a logística. Toda esta transformação, que já vivemos, vai implicar uma melhoria nos processos de grande escala, como a monitorização de colheitas 24/7, monitorização climatérica, redução do consumo energético, melhoria das cadeias de fornecimento e estudo e acompanhamento das populações, seja através da protecção civil, como da antecipação de viroses, por exemplo. Estes processos têm um objectivo último: a protecção das fronteiras e a melhoria generalizada da auto-protecção e sistemas de defesa.

Soa a preparação para uma guerra, não é?

 

Dados e mais dados

Sabemos que a transferência de dados aumenta de minuto a minuto. Imaginem a dimensão da base de dados de todo o sector empresarial, o fluxo de informação, o up e download de imagens, textos, gráficos, vídeo e ficheiros de áudio de todas as pessoas que estão, neste preciso momento, a fazer o mesmo que você: a ler um texto de um blogue, por exemplo. Ou um vídeo no Youtube. Talvez a ouvir música por streaming.

Sabiam que 90% de todos os actuais dados foram criados apenas nos últimos dois anos? Sim, leram bem, dois anos. Que googlamos diariamente 3,5 biliões de temas? Que o CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear) processa 2 terabytes de data por segundo? Ou que a NSA tem planos para guardar (e ir buscar, atenção) 1 yottabyte de informação, ou seja, 1 trilião de terabytes?

 

data science

Logicamente que, com cada vez mais equipamentos interligados, estes números vão ter mais e mais incrementos. Então qual será o crescimento da difusão da IoT?

Os equipamentos que podem comunicar entre si aumentaram 300% nos últimos cinco anos. Estão estimadas entre 50 biliões a 1 trilião de coisas ligadas entre si em todo o tipo de indústrias. E a mais importante (ou assustadora): até 2020, 40% de todos os dados serão gerados por máquinas. Não por pessoas a introduzir dados nas máquinas, mas sim pelas próprias máquinas.

O impacto económico é extraordinário: só em serviços públicos (englobando o sistema de saúde e infraestruturas básicas) adiantam-se valores entre os 2.7 a 6.2 triliões de dólares… anuais.

Então o que poderemos, se alguma coisa correr mal, esperar? A Kaspersky adianta um conjunto de riscos associados à IoT:

Equipamentos podem ser hackeados, como os nossos smartphones

  • Aumento de espionagem e aumento do risco de ataques contra infraestruturas e serviços básicos
  • Leis não existentes ou inadequadas para combater este novo crime
  • Proliferação de protocolos, escalas, usabilidade e patching
  • Mega concentração de sistemas e bancos de dados são alvos apetecíveis o que desenvolverá um novo género de crime

Sean CostiganE consequências? Desde a falta de privacidade à perda de controlo, tudo pode acontecer num piscar de olhos. Sabemos que a segurança máxima é algo impossível. Até nas cadeias mais protegidas do mundo, há fugas que acontecem e um mundo de sub-informação que as forças policiais não controlam. Se pensarmos que os nossos smartphones podem ser infectados num segundo que, tal como num dominó, vão infectar os que lhe estão próximos, desde a TV da sala ao computador pessoal, e mesmo assim quase ninguém usa um anti-virus ou medidas de protecção eficazes, imaginem o que poderá acontecer numa fábrica de componentes electrónicos para um automóvel, por exemplo, que serão infectados com um vírus que “acordará” a meio de uma viagem com o intuito de provocar um acidente.

Somos muito irresponsáveis em casa, mas somos os mesmos que trabalham na indústria, no governo, nos meios que decidem. Ora se não protegemos um simples smartphone, o nosso próprio meio de comunicação, iremos ter cuidado com o computador com que trabalhamos?

Sean Costigan terminou a sua palestra com um quadro que não nos pode deixar indiferentes:

A Internet das Coisas pode transformar-se na Internet de Tudo ou na Internet das Coisas Avariadas. E esta pode ser a tecnologia mais destrutiva de sempre.

 

Mas e se a Internet passar a ser cobrada como os pacotes actuais de televisão?

Há uns meses, escrevi um post sobre uma nuvem, desta vez negra e carregada de chuva ácida, que paira sobre a Internet tal a conhecemos e que pode (vai) criar uma clivagem social entre utilizadores. Passo a replicar mas com, infelizmente, a nova realidade:

Os operadores norte-americanos exigem uma internet a duas velocidades. Quer mais velocidade que o vizinho? Pague por isso! Quer mais largura de banda para a comunicação da sua empresa? Pague por isso! Grosso modo, quem quer ser (ou precisa) mais rápido que o vizinho, terá de pagar muito bem por isso.

Esta nova realidade levanta um problema bicudo, pois até agora, a grande vantagem da internet era exactamente a sua neutralidade (net neutrality). Este conceito, apoiado por Obama e prometido às Googles e Apples deste mundo, está agora em risco devido à proposta da Verizon que pressionou ferozmente a FCC (comissão federal de comunicações) para alterar essa regulação, o que acabou por acontecer recentemente. Cai por terra toda a ideia base da própria internet, que se pretende livre e igual para todos (mesmo que a paguemos aos operadores). Podem ler aqui o documento divulgado na passada semana pelo Pew Research Internet Project. Será esta uma falsa questão, pois ao fim e ao cabo, e em Portugal por exemplo, sempre pagámos por mais velocidade e mais tráfego? O que pode acontecer é que os preços aumentem tão drasticamente que, numa sociedade cada vez mais conectada e rápida, possam colocar em risco a saúde das próprias PMEs e Start Ups. E ao existir um preço diferente para diversos tipos de download, os próprios conteúdos sofrerão com isso, logo agora numa altura em que o futuro da televisão começa a utilizar a própria internet para se reinventar, através de streaming, ligação à net e a conteúdos exclusivos, etc.
A Verizon sabia que o tribunal supremo iria decidir judicialmente a seu favor, pois a operadora “é livre de criar as suas próprias regras de acesso e serviços”. Mas estão a ser fortemente atacados pelos defensores dos direitos, garantias e liberdades do consumidor. E como fica Obama no meio desta situação, visto que é um defensor da anterior regulação?
Felizmente, a velha Europa caminha no sentido inverso, querendo reafirmar o seu potencial e dinamismo, ao mesmo tempo que prepara todo um pacote de serviços inovadores como, para citar um exemplo, a telemedicina. O Brasil, curiosamente, assinou na passada semana esta agora famosa “neutralidade”, colocando-se do lado europeu.
O grande perigo norte-americano, para além da provável asfixia às empresas mais pequenas por não conseguirem pagar as taxas elevadíssimas que se adivinham, é o desaparecimento do eco-sistema vigente que consolidou dezenas de Start Ups que são agora líderes em vários sectores.
Esta guerra contra a neutralidade dura há mais de uma década, reforçada recentemente pelo acordo firmado entre os gigantes COMCAST e Netflix. A FCC poderá apontar esta nova realidade televisiva – o visionamento de episódios ou filmes em tempo real – como uma razão válida para permitir a nova realidade a duas velocidades, ou seja, uma espécie de autoestrada bem paga por quem nela viaja, ao lado de uma estrada nacional vagarosa e cheia de obstáculos.
Estamos a presenciar o fim de uma “utopia” para, mais uma vez, a vermos transformada num imenso monopólio. Por um lado o proteccionismo imperialista reforçará o papel decisivo das mega empresas norte-americanas. Por outro, e pelo que tenho apontado, a nossa liberdade (leia-se privacidade) é atacada por todos os meios que conhecemos e todos os outros que lemos como ficção científica.

Esta nova situação não coloca em cheque toda a apresentação e futurologia anunciados por Sean Costigan? Com um estrangulamento da velocidade, o nosso acesso individual sofrerá consequências imediatas. Mas as corporações continuarão a ter dinheiro para pagar os serviços. Portanto, e se relermos, Sean demonstra em números um aumento de escala com valores surreais mas não diz por quem será atingido.blackphone

Mas se ainda formos mais acima do texto e atentarmos ao que Runa aponta, toda uma nova indústria de serviços de espionagem e vigilância estão, ou já montados, ou em vias de. Então, este anunciado yottabyte de dados que a NSA quer poder guardar e aceder, não será propriamente o tráfego de mensagens e emails inocentes, ou a transferência em streaming no novo episódio do “House of Cards”, mas sim todos os nossos passos, conversas, hábitos e dados dos amigos e familiares que ficam bem guardados num arquivo à prova de hackers.

feature-rightO que vale é que podemos sempre contar com a extraordinária capacidade de reorganização e, neste caso, guerrilha digital, de um grupo cada vez mais numeroso de pessoas que está a antever o futuro dos próximos 10 anos e a trabalhar afincadamente para não serem apanhados na (e em) rede. E temos de apoiar equipamentos diferentes como smartphones que prometem ser invioláveis (como o Blackphone que já se encontra à venda em terras do Tio Sam) até moda e cortes de cabelo que podem impedir a temida “detecção de rostos” (todo um próximo artigo) e que podem espreitar aqui, estamos a assistir a uma real mudança de paradigma. E, metam na cabeça, vamos vivê-la mais depressa do que pensamos.

Dois ou três conselhos, se me permitem:

Vejam ou revejam o filme que nos demonstra para que serve a detecção facial e o armazenamento de todos os nossos dados: “Minority Report / Relatório Minoritário”

Vejam ou revejam THX:1138

Comprem uma versão de bolso de “1984” assinado por Orwell ou de “A Ilha” , o último assinado pelo génio Huxley (também existe em versão cinematográfica)

 

 

 

Tags: Cyber Self DefenceGoing UndergroundKaspersky
João Gata

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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