
As viroses andam aí, umas nefastas e globais, como o actual surto de Ébola, outras sociais, disseminadas pelas redes à velocidade da luz.
Num mundo que parece ter esquecido que sobreviveu (mal) a duas guerras mundiais no século passado, assistimos incrédulos ao despontar de focos de loucura generalizada, ódio extremo, fundamentilismos e extremismos um pouco por todo o lado. Milhões de desalojados e refugiados engrossam a lista de vítimas de ódios terceiros, de demência com protagonistas encapuzados ou escondidos sob qualquer manto escuro. Temos de parar e ajudar! E cada qual pensa numa solução.
Num repente, somos invadidos pela nova moda dos desafios que, dizem, pretendem ajudar quem mais sofre. Sabemos que não é bem assim, pois até lá, ajudam mesmo é quem se auto-promove ao abrigo da angariação de dinheiro, víveres ou medicamentos para ajudar outrem, mas com alguma sorte, a coisa até pode dar certo e a ajuda chegar ao destino.
Depois do #IceBucketChallenge, chega com força a #WakeUpCall incitada pela activista Jemima Khan, também embaixadora da Unicef, e que usou a sua anterior relação com o actor Hugh Grant (famoso pelo “filme” Divine Brown) para iniciar este novo #desafio (parece que agora temos de escrever tudo com o prefixo cardinal) que se pretende um sucesso rápido e à escala global.
O nosso amigo Hugh surge muito envelhecido e ao telefone. Parece que necessita de muita maquilhagem para chegar a ser o Grant que todos conhecemos. Mas trata-se de “humor britânico”, visto que ele sabe que, transformado num velhote a telefonar aos amigos pedindo um donativo de 5£ esterlinas, vai captar mais atenções que uma foto dele todo desgrunhado, o que já vimos em Quatro casamentos e um funeral.
Estas doações, já replicadas por Naomi Campbell, Nicky Hilton, Emma Miller e todas as restantes que surgem ao acordar com o cabelo alisado e bem tratado, vão concerteza surtir algum bom efeito e ajudar parte das 6,5 milhões de crianças refugiadas da Síria.
#ForçaNisso!














