Quem diria há uma simples década atrás que a Apple veria o seu futuro dependente, numa escala e importância crescente, ao desenfreado consumo chinês, outrora um bastião anti-capitalista?
A política da marca norte-americana só tem um rumo: expansão! Mas como consegui-la num momento de crise profunda nas economias que sempre foram as suas clientes? Apontando para outros mercados, até há pouco tempo impenetráveis.
Das 25 novas lojas com abertura planeada para os próximos dois anos, este fim de semana viu nascer a nova loja em Hangzhou, mesmo a tempo do ano novo chinês que se comemora daqui a menos de um mês (19 Fev).
Tim Cook está contente, mas deveria? Afinal, este acontecimento foi conseguido com recurso a algumas cedências pela Apple, a mais “interessante” sendo a abertura de parte do código de programação aos “oficiais” chineses. Outro problema que tem de ser ultrapassado, são os contantes atrasos devido a, enfim, problemas com os reguladores, alguma tensão no acordo com a China Mobile e o crescimento fulgurante de marcas locais como a Xiaomi.
O quadro anexo demonstra o crescimento do consumo chinês e o abrandamento dos mercados tradicionais. A quebra de vendas do iPad não é estranha a este facto e o mercado dos topos de gama está saturado, abrindo espaço para o crescimento da entrada de gama, principalmente em países que despontam economicamente.
A ver vamos o que trará à Apple esta política virada a este.





