Direitos de autor, proibição, alternativas, legalidades, abusos, opções, a maior parte das conversas de quem usa e abusa da internet desenrolam-se à volta da ordem judicial que exige aos operadores portugueses (e alguns internacionais) que “fechem a porta”, ou melhor dizendo, “barrem o caminho” ao famoso portal de troca de ficheiros P2P The Pirate Bay, recentemente atingido no seu coração e que o obrigou a estar offline durante muitos dias.
O que dizer em relação a esta problemática? Discordo da opção, como discordo da nova taxa sobre equipamentos de “gravem” dados e que, diz quem a promoveu, promete que os autores recebam algum dinheiro referente aos direitos que, entretanto, deixaram de ganhar devido à pirataria.
Ora eu também sou autor, tenho publicados discos e um livro e sei, de antemão, que nunca irei receber qualquer percentagem deste novo imposto disfarçado de taxa. Interpretem como quiserem.
Por outro lado, quero guardar e oferecer os meus conteúdos a todas as pessoas que se interessem e a melhor forma de fazê-lo, gratuita para mim, é usar sites de torrents como o The Pirate Bay ou outros como o Dropbox, para citar um exemplo. A recente impossibilidade de fazer esta simples operação afecta-me enquanto utilizador de uma internet que já foi livre.
Sabemos que há interesses por trás deste tipo de soluções, que em nada alteram a realidade. Aliás, a maior parte dos “profissionais do download” nem sequer utilizam o the Pirate Bay, portanto, é apenas uma opção inútil. Mais uma.
Rafael Almeida escreveu no seu blogue um artigo muito completo sobre esta problemática, aponta uma solução própria que designou Ahoy e foca pontos com que concordo.
Podem lê-lo no endereço oficial.



