Em vésperas da comercialização da GX8, há que olhar a Lumix GX7 como uma perfeita candidata para as nossas necessidades fotográficas. A gama GX tem dado bons resultados comerciais à Panasonic e há muitas razões para tal sucesso.
Trata-se de uma mirrorless de sistema micro 4/3 com objectivas intermutáveis, mas de dimensões muito compactas e peso simpático. O corpo, muito bem construído em magnésio e com um conseguido design retro, conta também com um utilíssimo visor electrónico, facto que a eleva a desejável (pelo menos para mim e para quem fotografa Lisboa no pico da sua luz diurna). Este visor está integrado no próprio corpo da máquina, e depois de puxado, é rebatível até 90 graus. A marca pensou realmente nestes pormenores que fazem a diferença, principalmente porque também se apoia num belo ecrã táctil com 3” e 1040K de resolução. Este ecrã é também rebatível para cima e para baixo, para facilitar a visualização de ângulos em picado ou contra picado.
O sensor de 16MP Live MOS é reforçado pelo novo processador Venus Engine. De salientar a enorme rapidez com “culpas” de um excelente, aliás, notável sistema de auto-focagem por contraste. É neste campo que as mirrorless têm um dos seus grandes trunfos e que as clássicas DSLR não conseguem acompanhar. Para os apreciadores da utilização manual, saliento as diversas modalidades deste sistema, divididas em AF para ambientes de pouca luminosidade, AF Pin-Point e AF de disparo único.
Quanto a luminosidade, o que dizer de um ISO com valores até 25600? Mas não há milagres e o grão é crescente a partir de valores já bem altos, o que não impede, pelo contrário, resultados fantásticos em situações de pouca luz.
Esta é capaz de ser a última GX que ainda não grava a 4K, a grande aposta da marca nipónica, mas o resultado da gravação vídeo é de nível superior e, durante ainda mais uns anos, mais que suficiente para as brincadeiras, ensaios ou reportagens vídeo que queiramos fazer.
Com estabilizador digital de imagem integrado no corpo da câmara e gravação de vídeo Full HD 1920 x 1080, podemos filmar em alta definição a 50p (Hz) ou 24p para um aspecto mais “cinematográfico”, com um bit rate de um máximo de 28 Mbps ou o modo P/A/SM, que oferece um resultado de grande expressividade e uma qualidade excelente. O fabuloso sistema de AF é totalmente “trabalhável” em vídeo, com claras vantagens quando se utiliza o Tracking AF. A captação áudio é, como normalmente, em estéreo. A GX7 tem saída AVCHD progressiva ou MP4.
Os menus são de muito fácil assimilação e com legendas limpas e directas, o que nos ajuda bastante para programar os inúmeros passos ou programas. Também é por aqui que acedemos aos 22 filtros criativos e alguns deles são francamente engraçados para utilizar e úteis na sua medida. Destaco ainda outras características “criativas” que nos podem ser de grande valia para algumas necessidades: animação em Stop Motion, Retoque Selectivo, Time Lapse e Panorâmicas criativas merecem a nossa atenção e experimentação.
A Panasonic Lumix GX7 enfrenta adversários de peso, quase com o mesmo form factor e de brands muito fortes, como a Sony, Olympus e Fuji. Mas a verdade é que a GX7 tem um comportamento a todos os níveis notável e pode ser a escolha certa para o fotógrafo que tem mais conhecimentos que os amadores e que queira tirar partido da velocidade de operação para fotografar motivos que exigem mais rapidez de foco, por exemplo. Para mim, os pontos chave são o ecrã táctil e o visor electrónico, para além das capacidades manuais em vídeo e da focagem ultra rápida.
Aconselho vivamente, principalmente agora que a GX8 está a chegar, o que significa que podemos encontrar uma GX7 por um valor mais simpático.
A GX7 está equipada com Wi-Fi e NFC.
DMC-GX7KEC-S com lente 14-42mm – é 999,00€
DMC-GX7CEC-S com lente 20mm – é 1099,00€








