Prometi a mim próprio largar a produção musical para todo o sempre, uma decisão que à altura era irrevogável… mas que foi decidida antes do “caso Portas” que tudo mudou. A música é um bicho que, depois de entranhado, é difícil de combater. Cria saudade, necessidade e muita fome. Obriga a quem a tenta renegar, passar por grandes períodos de concentração ímpar, muito parecido com o tratamento de uma qualquer ressaca.
Estive sempre cercado por sintetizadores, emuladores, samplers, mesas de mistura e demais material, e foi a custo – mas com a certeza absoluta – que vendi tudo o que tinha. O último instrumento a sair foi o meu terceiro baixo…
Porém, de vez em quando peco e folheio as revistas da especialidade. É como ter deixado de fumar e agarrar-me a um charuto, pensando que não é isso que me vai fazer voltar ao vício (noção totalmente errada). E dou por mim a namorar os Nano Korgs, pequenos aparelhos, muito em conta, que possibilitam, ligados simplesmente a um portátil ou tablet, fazer música. Sim, por cerca de 100€ (os três da segunda e actual geração) podemos ter uma ferramenta que serve o básico.
Mas uma coisa é namorar, outra é ficar novamente “agarrado”. E estou a passar por essa fase ao descobrir a nova e terceira geração dos Korg NanoSeries, agora denominados nanoKey Studio e nanoKontrol Studio.
Trabalham já a bateria e por wireless, desde que o nosso PC, Mac ou iPad esteja equipado com Bluetooth 4.0. Se não for essa a realidade, um cabo USB trata do assunto.
O nanoKey Studio tem 25 teclas sensitivas, iluminadas e com função Scale Guide, ou seja, a recomendação da melhor nota que deverá ser usada na melodia que fazemos. Da nota para o acorde é um pulinho, com a Chord Scale. Tudo é feito para o “músico de fim de semana”, mas não são features obrigatórias. Ainda temos oito pads sensíveis ao toque que possibilitam a gravação de batidas ou acordes e um touchpad tipo KAOSS.
O nanoKontrol Studio é já uma Mixer com oito canais com faders, botões físicos de controle e Jog Wheel.
Qualquer um deles é acompanhado por software de edição e plugins para o Garage Band e Logic Pro X no caso da Mixer. São bem mais caros que as anteriores gerações, fala-se em 150€ cada, mas é daqueles preços que nem se discutem. Estarão à venda a partir de Abril.
Será que é desta que me volto a perder? Serei também eu um irrevogável moderno?









