As metrópoles estão cada vez maiores, mais saturadas, caóticas e, logicamente, poluídas. As mega-cidades são muito diferentes entre si, seja devido à topologia, proximidade de mar ou serra, localização acima ou abaixo da linha do Equador, e tenho experiências bem diferentes de Londres a São Paulo (cidade hiper poluída onde perdi quase inteiramente o olfacto). Recentemente, ficámos chocados com recentes imagens de Paris, onde um denso fog amarelado tomou conta da outrora cidade que, para alguns, foi luz. Mas como medir de forma mais exacta toda esta nova realidade?
Não bastam sensores colocados aqui e ali, que demonstram que a baixa lisboeta ficou ainda pior após algumas políticas camarárias ou que os cruzeiros que varrem a capital portuguesa poluem consideravelmente mais que todos os automóveis juntos. É necessário outro tipo de estudo e a resposta pode estar nos pombos, esses seres considerados “ratos voadores”.
Em Londres, os Plume Labs têm vindo a usar pombos para mapear a poluição do ar, através desta nova experiência. Coloca-se, às costas do pombo, uma pequena mochila com sensores para medir níveis de ozono, componentes voláteis e dióxido de nitrogénio (se percebi bem). São largados 10 pombos por dia em áreas específicas da grande cidade de Londres e é assim que a empresa vai colectando dados. A Qualidade do Ar está dividida por Fresca, Moderada, Alta, Muito Alta e Extrema. Só quando está Fresca é que podemos gozar o piquenique ou a esplanada sem preocupação.




