Se o Twitter tentou a sobrevivência com o serviço de live streaming Periscope, muito utilizado por jornalistas, temia a resposta que a equipa de Mark Zuckerberg andava a preparar (sem grande segredo) e que foi agora apresentada ao mundo: o Facebook Live é uma rede dentro da própria rede, um convite a que todos tenham o seu próprio canal de televisão, em que podem emitir o que estão a viver no momento, seja uma festa com amigos, um concerto, um pensamento ou, para repórteres em movimento (talvez quem mais sumo vai conseguir extrair da nova plataforma) possam fazer um trabalho ainda mais directo e pessoal.
O que vai mudar?
Já todos estamos preparados e habituados a conviver com as mudanças no Facebook, desde as anunciadas às que “atacam” de surpresa. A aba/separador Live irá surgir brevemente nos Android e iOS (ficará mais uma vez de fora para Windows mobile?) e mostrará quem está, nesse preciso momento, a debitar informação ao vivo. O esquema é tradicional: primeiro vamos ligar os amigos, conhecidos e familiares, mas não tarda estamos a tagar vedetas, canais, grupos, marcas e tudo e tudo e tudo.
Por exemplo, tenho seguido o feed live streaming do Ricky Gervais porque foi um dos que teve acesso à tecnologia um pouco antes dos mortais, o que não deixa de ser engraçado quando ele foi dos mais renitentes a entrar nesta e noutras redes. Mas de parvo o Ricky nada tem.
Vantagens?
O Live possibilita comentários e interacção em directo o que pode dar um novo mundo ao mundo social. Mas também vai oferecer uma suite de ferramentas como filtros criativos, função desenho, doodles, enfim, a personalização de um canal “a sério”.
A função facebook.com/livemap leva o conceito ao extremo: está sozinho, triste, sem nada para fazer? Então carregue aí, veja a lista de quem está a “bombar” e escolha um stream para conviver. Imagino a potencialidade deste esquema para a oferta de produtos e… alguns serviços.




