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Ensaio Audioquest DragonFly Black, um DAC de trazer no bolso

João Gata por João Gata
Agosto 30, 2016
Ensaio Audioquest DragonFly Black, um DAC de trazer no bolso
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Gosto muito de música e já fui um “doente” pelas coisas boas do mundo audiófilo – gastei bom dinheiro em elementos, cabos, móveis, colunas – mas fui fazendo diversos downsizings que as novas salas obrigavam. Não faz sentido ter um par de colunas de 250W quando a sala tem 38m2, certo? Há que saber adequar os equipamentos às condições e, hoje em dia, com a aposta de algumas marcas em soluções de áudio Hi-Res, micro componentes de grande qualidade e até de colunas pequenas que são verdadeiras gigantes de som, garantem um bom leque de opções.

Contudo e cada vez mais, os utilizadores usam o computador pessoal ou o smartphone como hub multimédia que, salvo raras excepções, estão muito mal equipados no que respeita a placas de som. Ligar o Laptop a um par de colunas pode ser uma verdadeira aventura, pois não existem muitos modelos pré-amplificados a preço gentil e as opções “informáticas”, mais uma vez salvo raríssimas excepções, não garantem bons resultados.

Daí a aposta em auscultadores cada vez mais caros, mas quando a fonte é má, os milagres não acontecem. Existem soluções, como é lógico, por mais algum dinheiro e resta saber quanto podemos ou estamos dispostos a gastar num elemento que vai ajudar, e muito, a transformar para melhor o som do nosso equipamento. Esta pen USB da Audioquest é já a segunda vida da famosa libelinha DAC.

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A libelinha sonora

Esta pen não é, fisicamente, muito diferente de tantas que existem por aí, mas basta agarrar na DragonFly para perceber que o peso é bem maior. Então, do que se trata? Vamos a um pouco de história? A DragonFly original definiu o mercado para os micro-DAC (o que é um DAC?) mas a ligação por USB destinava-se apenas a computadores. Faltava a ligação desejada por muitos consumidores compatível com smartphones e tablets Android ou iOS o que veio a acontecer com as novas versões Black e Red.

Esta geração de DACs com pré-amplificador e amplificador de auscultadores incorpora um chip ESS Sabre DAC de 32 bits melhorado e usam um filtro “minimum-phase” para conseguir mais detalhe e um som mais autêntico. Existem diferenças entre o Black e o Red: o DragonFly Black utiliza o mesmo amplificador de auscultadores com controlo de volume analógico que encontramos no DragonFly v.1.2, enquanto o modelo Red inclui o mais recente amplificador de auscultadores ESS com controlo digital de volume. O DragonFly Black tem uma saída de 1,2 volts – suficiente para alimentar todos os circuitos pré-amplificados e um grande leque de auscultadores, enquanto o DragonFly Red oferece um nível de saída de 2,1 volts, para uma compatibilidade com um maior número de modelos, incluindo os de baixa eficiência.

Técnica tratada, passemos à utilização. É necessário um cabo adaptador para usar o DragonFly Black com um equipamento Android (que permita a reprodução áudio através da ligação USB) e outro, claro está, para Apple. Os da marca são bons e caros mas podemos encontrar soluções bem baratas de marcas conhecidas pela qualidade dos acessórios.

Mal o liguei ao PC, aconteceu a instalação automática e a cor de fundo da libelinha mudou de vermelho para branco. Este festival colorido não se fica por aqui, pois a cor muda consoante a qualidade e tamanho do ficheiro: verde para 44.1kHz, azul trata os 48kHz, âmbar para 88.2kHz e magenta para 96kHz, o limite máximo que o Black permite.

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E o som?

Possuo uns auscultadores de boa qualidade, não sendo topo de gama, que estão preparados para Hi-Res Audio. São o meu par principal tanto para ouvir música através do PC quanto para ouvi-la através do Walkman Sony NWZ-A15 (ler ensaio) e que já faz uma enorme diferença.

Comecei pela reprodução dos ficheiros MP3 com 192 kbps (o mínimo de qualidade que considero tolerante) e deu-se um pequeno milagre! A explosão sonora aconteceu, sem qualquer distorção, aumentando o nível de todas as frequências, encorpando os sons mais graves incluindo aquele “punch” quase orgânico de um bombo seco e muito bem captado. Fiquei admiradíssimo, confesso. Passei imediatamente para ficheiros com 320 kbps e a diferença acentuou-se para melhor: há realmente mais espaço entre as dinâmicas, um melhor tratamento, quase filtrado, inclusive das tacituras que as vozes mais quentes e encorpadas oferecem. Existe uma riqueza de pormenor fantástica e tudo soa definido, transparente, com um apontamento especial a temas mais harmoniosos e preenchidos.

Se será melhor para música erudita ou rock mais batido? Muito sinceramente, acho que dá para tudo. Mas cuidado com os ouvidos! O volume dispara e, para terem uma noção, a altura no PC está geralmente pelos 70% e com a utilização do DragonFly Black andava pelos 30% para conseguir o mesmo “alheamento do mundo”. É obra! Fiquei absolutamente rendido a esta milagrosa pen.

Para quem já está rendido aos novos serviços de distribuição de conteúdos, como o Spotify, este DragonFly poderá ser o novo melhor amigo. Mas é perfeito para todos os tipos de formatos, desde ficheiros digitais a físicos. Vem ainda com uma capinha em pele preta para o resguardar de toques e sujidades, o que também é um convite ao seu transporte.

Temos à diposição um software gratuito (Windows ou OS X) que actualiza o software dos DragonFly.
PVP: 99€

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Tags: AudioQuestAudioquest dragonfly blackAudioquest dragonfly black ensaioAudioquest dragonfly black reviewAudioquest dragonfly black testeDragonFlyDragonFly BlackSony NWZ-A15
João Gata

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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