Imaginem colocar um penso que não só nos protege das infecções, como envia todos os dados sobre a ferida a cada minuto que passa
Quantos zeros tem um bilião? A resposta não é nada fácil. Ora vejamos: na Europa, o mais provável é que um bilião seja um milhão de milhões, 1 000 000 000 000 (doze zeros), o que para um norte-americano é equivalente a um trilião. Mas dentro dos Estados Unidos são “apenas” nove os zeros, o que para os europeu traduz-se por um milhar de milhões.
Bom, agora imaginem esta enorme quantia investida numa nova tecnologia que usa velocidades 5G em tempo real para monitorizar o estado de saúde de um doente a cada segundo e sobre tudo o que lhe está a acontecer com o tratamento escolhido, desde a medicação e a hora a que a toma, até aos resultados passo por passo. Só o conceito é extraordinário… mas a boa notícia é que esta tecnologia já existe.
Os autores laboram na Swansea University’s Institute of Life Science numa área totalmente viciada nestas questões da inovação digital.
Mas porquê é que pensaram nisto: simplesmente porque sabemos que todos nós reagimos de forma diferente aos mesmos fármacos e tratamentos e cada um tem um metabolismo e anti corpos que não respondem da mesma forma quanto a pessoa ao lado. Portanto, monitorizando cada minúscula mudança, dá acesso a um streaming de dados em tempo real que vai ajudar os médicos a perceber como tratar o doente de forma mais rápida e incisiva.
Os primeiros testes estão programados para os próximos 12 meses através de um penso (sim, um penso) que está cheio de nano-sensores que servem para fazer este minuncioso trabalho.
Se o já apelidado smart bandage (penso inteligente) conseguir bons resultados, podemos estar perante uma enorme mudança no campo da medicina, pois os médicos terão mais tempo para serem Dr. Houses enquanto o trabalho de monitorização, 24/7, é feito automaticamente por estes possíveis e novos enfermeiros.






