Investigadores da Kaspersky Lab descobriram uma sofisticada campanha de ciberespionagem, de nome ZooPark, que, durante vários anos, atacou dispositivos Android de utilizadores do Médio Oriente
Comunicado de imprensa:
Recentemente, investigadores da Kaspersky Lab receberam o que aparentava ser uma amostra de um malware desconhecido para Android.
À primeira vista, o malware não parecia perigoso, mas apenas uma ferramenta simples e directa de ciber-espionagem.
Os investigadores decidiram investigar mais a fundo e depressa descobriram uma versão mais recente e sofisticada da mesma ameaça, a que chamaram ZooPark.
- Investigadores da Kaspersky Lab descobriram uma sofisticada campanha de ciberespionagem, de nome ZooPark, que, durante vários anos, atacou dispositivos Android de utilizadores do Médio Oriente
- Recorrendo a websites legítimos como fonte de infecção, a campanha aparenta ser uma operação governamental direccionada a organizações políticas, activistas e outras instituições da região
Algumas das aplicações maliciosas do ZooPark estão a ser distribuídas a partir de websites políticos e de notícias, populares em localizações específicas do Médio Oriente.
Aparentam ser aplicações legítimas, com nomes de entidades reconhecidas e relevantes nos países alvo, como “TelegramGroups” ou “Alnaharegypt news”, entre outros.
Após a infecção, o malware permite aos hackers extrair:
- Contactos
- Informações da conta
- Registo de chamadas e gravações áudio das mesmas
- Imagens armazenadas nos cartões de memória dos dispositivos
- Localização através do GPS
- Mensagens de texto
- Detalhes das aplicações instaladas e dados de pesquisa
- Keylogs e dados de clipboard
- Etc.
Além de possibilitar funcionalidades de backdoor como:
- Envio silencioso de mensagens de texto
- Realização de chamadas
- Execução de comandos shell
Uma função maliciosa adicional destina-se a aplicações de mensagens instantâneas, como o Telegram, WhatsApp IMO ou o motor de busca Chrome, entre outras aplicações.
Esta funcionalidade permite ao malware atacar as bases de dados internas das aplicações, o que significa que, no caso do Chrome, as credenciais e os dados de autentificação de outros sites nele armazenados poderão ser comprometidos em resultado do ataque.
A investigação sugere que os hackers estão focados em utilizadores do Egipto, Jordânia, Marrocos, Líbano e Irão.
Tendo em conta os temas utilizados para atrair as suas vítimas e as levarem a instalar o malware, os membros da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados estão entre os possíveis alvos do malware ZooPark.






