João Rodrigues, Country Manager da Schneider Electric em Portugal falou da transformação do Turismo, renovação urbana e sector industrial
Pra cada caso, uma solução
João Rodrigues, Country Manager da Schneider Electric em Portugal, estava manifestamente satisfeito pelo resultado da Innovation Summit, tanto pela comitiva de portugueses – contaram-se 300 representantes de empresas nacionais – como pelo interesse manifestado pelos jornalistas que a empresa convidou para os dois dias do evento.
Esta foi uma operação logística que levou 3500 profissionais a Barcelona para saber das novidades em todas as áreas onde a empresa actua.
“O feedback é muito positivo e vamos aguardar pelo desenvolvimento de todos os contactos que trazíamos e de todos os outros que foram feitos ao longo dos dois dias.”
A empresa cresceu 5,4% em termos globais, número que se irá manter até ao final do ano, e Portugal alinha pelo mercado europeu que já está consolidado e que não tem uma margem de crescimento tão elevado mas que a empresa considera bastante bom.
“O mercado português é favorável. Nos últimos anos Portugal está na moda, não só pelo turismo, mas também pelo lado da inovação, um novo normal que muito nos orgulha”, reforça João Rodrigues.
O grande desafio lançado aos parceiros é tirar o máximo partido da transição energética com o digital no centro, e com a revolução industrial que está em curso, aproveitar ao máximo esta nova realidade com dois principais pilares para gerar melhor negócio para todos.

Turismo, a renovação urbana e o sector industrial têm um factor comum: o digital.
Novas soluções para velhos problemas, análise e processamento de dados, para gerar conhecimento. Se no ano passado a empresa se focou no IOT, este ano os olhares estão apontados para a identificação clara do foco da sustentabilidade que, para a Schneider Electric, não é um cliché nem de moda nem de marketing. É o caminho lógico.
“Tento ser um optimista à procura de soluções, criar valor e tentar fazer melhor. Portugal é um país de pequena dimensão mas, ao contrário do que se pensa, dá-nos agilidade e importância.” João Rodrigues continua “O nosso potencial é enorme e temos características inatas que nos ajudam a ser mais rápidos na adopção de novos produtos mas, e sublinho, temos um longo caminho a percorrer, principalmente no sector público que é muito avançado nuns sectores, mas atrasado noutros tantos.”
João Rodrigues também aponta para a necessária humildade do sector privado, porque também está em constante mutação e crescimento, e o que é facilmente adotável para uns sectores, demora mais tempo para outros.
“Neste mundo tão inconstante é preciso não perder o barco. A Schneider tem vários projectos de grande sucesso e implementação porque Portugal é também um país piloto, por exemplo, na migração do domínio na web”.
Portugal é um dos dois países do mundo a comercializar, e no caso nacional a entregar à EDP, a nova geração de telecomandos e a empresa vai reforçar a comunicação da solução de gestão de energia em data centers na IP Telecom para majorar todo o investimento e sucesso conseguidos.

A sustentabilidade é uma das grandes apostas da empresa
O compromisso traçado de ser uma empresa verde em 2030 foi antecipado em cinco anos e isto aplica-se nas fábricas, centros logísticos e escritórios. É um claro exemplo de inovação no tema da sustentabilidade.
No que respeita aos Data Centers (fiz uma visita à fábrica de Barcelona), a Schneider estava, acima de tudo, certa no seu entendimento de mercado há meia década e à aposta em micro data centers que hoje estão “na moda”.
A marca quer evitar congestionamento no armazenamento de Data em Cloud e acredita que ter suporte físico adequado às necessidades e dimensão do negócio é uma mais valia, maior se reforçada com soluções híbridas.

Onde está o futuro para a Schneider?
E se em Portugal a Google está a apostar fortemente na cloud, com custos muito baixos, como se “luta” contra isto?
João Rodrigues responde que “não luta contra tendências. A Google e a Amazon não são nossos concorrentes. Serão parceiros comerciais e têm, naturalmente, as suas fórmulas. O futuro está na necessidade do cliente e é ele que entende qual a melhor solução para o seu negócio.”
“Neste mundo tecnológico evolutivo”, – continuou – “o que hoje é a realidade amanhã é outra. E o mundo, assim como as tecnologias, vai continuar a mudar. As decisões têm de ser tomadas com a consciência do que existe hoje mas, acima de tudo, colocando as necessidades dos clientes ao centro”.

Para a Schneider, o negócio faz-se com a evolução conjunta do cliente
Há um claro ADN de parcerias e os 300 clientes que estiveram presentes estão nessa cadeia com novos negócios que respeitam as definições das áreas de trabalho e de coisas fundamentais, e estruturais, que são as pessoas.
E no centro de tudo, se as pessoas tiverem a formação adequada, o crescimento é real.
“As redes vão ter de evoluir e vão estar no centro de toda a transformação. E a Schneider está no centro dessa decisão. A transição está em curso e temos capacidade de fazer a aprendizagem. Gerir as redes e dotá-las de inteligência é o processo natural para nos prepararmos para as mudanças que o amanhã trará”. – concluiu João Rodrigues.




