A greve dos argumentistas de Hollywood vai completar 100 dias na quarta-feira, dia 9 de Agosto. São 100 dias de greve em Hollywood marcadas por negociações com mais recuos que avanços. Muito mais…
100 dias de greve em Hollywood
A greve começou no passado dia 2 de Maio, depois das negociações entre o Writers Guild of America (WGA) e os grandes estúdios chegarem a um impasse sobre compensação, equipa mínima de argumentistas e pagamentos residuais na era do streaming, entre muitos outros problemas.
Quem protesta também quer regular o uso da inteligência artificial, pois teme-se que possa substituir a contribuição criativa de quem escreve argumentos. Enquanto isso, os executivos da indústria do entretenimento lutam para recuperar de uma televisão em declínio, uma bilhética que ainda não regressou aos níveis pré-COVID, já para não mencionar criar lucro com as plataformas de streaming que estão a tentar ter lucro.

E os actores também de juntaram
Por seu turno, os actores representados pelo Screen Actors Guild (SAG) entraram em greve no dia 14 de julho também por causa dos salários e da problemática da inteligência artificial, encerrando a produção de programas de televisão e filmes o que está a ter um enorme impacto no mundo do entretenimento.
É a primeira vez que os dois sindicatos entram em greve desde 1960. Na semana passada teve lugar uma reunião para discutir a retomada das negociações entre o WGA e a Alliance of Motion Picture and Television Producers (AMPTP), o grupo que representa os grandes estúdios nas negociações, mas o efeito foi apenas a remarcação de mais uma reunião sem data marcada.

As greves anteriores
A primeira greve, em 1960, girou em torno dos argumentistas e actores que exigiram pagamentos residuais para exibir filmes antigos na televisão. Duas décadas depois, os escritores saíram do trabalho em 1985 para exigir uma parte da receita do crescente mercado de homevídeo.
A greve de 100 dias em 2007-08 focou, em parte, a extensão das protecções do sindicato para “novos media”, incluindo filmes e downloads de TV, bem como conteúdo distribuído por meio de serviços de internet com suporte de anúncios.
Desta vez, uma questão central é o pagamento residual para serviços de streaming, embora as demandas por restrições à tecnologia AI emergente também tenham ganho importância.
A Reuters informou que a Disney criou uma task force para estudar inteligência artificial e como ela pode ser aplicada em todo o conglomerado de entretenimento, sinalizando a sua importância.






