
Zuchongzhi 3.0 VS Majorana 1: quem vencerá a revolução quântica?
Zuchongzhi 3.0 VS Majorana 1: a corrida tecnológica entre os Estados Unidos e a China atinge um novo patamar com avanços na computação quântica. A Microsoft revelou recentemente o Majorana 1, a primeira unidade de processamento quântico baseada numa arquitectura topológica.
Segundo Satya Nadella, CEO da Microsoft, trata-se de uma revolução comparável à invenção do transistor. Esta tecnologia promete resolver problemas que actualmente demorariam décadas em apenas alguns anos.
A Resposta Chinesa: Zuchongzhi 3.0
Não tardou para que a China respondesse. Uma equipa de físicos chineses apresentou o Zuchongzhi 3.0, um processador quântico experimental que, segundo os seus criadores, é um milhão de milhões de vezes mais rápido do que os super computadores mais poderosos da actualidade.
Com 105 qubits e um novo design de circuitos, este chip estabelece um novo recorde no domínio da computação quântica. Os resultados publicados na Physical Review Letters indicam que, se um super-computador convencional tentasse reproduzir os cálculos realizados pelo Zuchongzhi 3.0, demoraria aproximadamente 5,9 mil milhões de anos.
A Guerra Tecnológica pela Supremacia Quântica
A rivalidade nesta área remonta a 2019, quando a Google surpreendeu o mundo com o seu processador quântico Sycamore, que realizou em 200 segundos um cálculo que levaria 10 mil anos num super-computador clássico. Um ano depois, a China apresentou Jiuzhang, um sistema baseado em fotões que trouxe um novo paradigma para a computação quântica.
Em 2021, a China reforçou a sua posição com o Zuchongzhi 2.1, um chip de 66 qubits, tornando-se a primeira nação a atingir a vantagem quântica em duas plataformas distintas: fotões e circuitos supracondutores.

As Implicações da Computação Quântica
O avanço da computação quântica tem profundas implicações para várias indústrias, desde a descoberta de novos fármacos até à inteligência artificial. Uma das maiores preocupações é a segurança cibernética. Os sistemas quânticos podem comprometer os actuais protocolos de encriptação, o que está a levar os governos e empresas a investirem em soluções de segurança quântica.
A China, por exemplo, avançou significativamente nesta área com o lançamento do satélite quântico Micius em 2016. Este permitiu a primeira transmissão encriptada inviolável por meio da intricação quântica, demonstrando o potencial da tecnologia para proteger comunicações sensíveis.
O Futuro: Correção de Erros e Computação em Larga Escala
Apesar dos avanços, a computação quântica ainda enfrenta desafios, como a correcção automática de erros. Os cientistas chineses estão a trabalhar na melhoria do código de superfície, um método que permite corrigir erros nos qubits.
Actualmente, os sistemas exigem 7 qubits para corrigir um erro, mas o objectivo é aumentar essa distância para 9 ou 11, tornando os processadores quânticos mais eficientes e próximos da aplicação comercial.
Com o Zuchongzhi 3.0, a China fortalece a sua posição nesta revolução tecnológica. Resta saber como os Estados Unidos e outros países responderão a esta nova era da computação.






