
A Check Point propõe uma revolução digital no Dia Mundial das Palavras-Passe 2025 num mundo onde até as passwords mais fortes podem ser quebradas em minutos por IA. Então qual é a solução? A Check Point defende que o futuro é Passkey, biometria e autenticação inteligente.
Palavras-Passe são vulneráveis
Todos os anos, na primeira quinta-feira de maio, especialistas em cibersegurança recordam-nos da importância de criar boas palavras-passe. Mas em 2025, esse conselho pode já não servir. A Check Point Software Technologies aproveita o Dia Mundial da Palavra-Passe para lançar um alerta claro: está na hora de superar este método tradicional de autenticação — porque ele próprio é a vulnerabilidade.
Segundo o relatório de 2024 da Verizon, 81% dos ciberataques ainda envolvem palavras-passe fracas, reutilizadas ou roubadas. Numa era em que hackers com IA, GPUs de última geração e ferramentas como o EvilProxy conseguem quebrar credenciais em segundos ou contornar tokens MFA, o conceito de segurança baseada numa combinação de letras e números tornou-se… uma ilusão.
E nem é preciso procurar muito para encontrar o problema: “123456” continua entre as palavras-passe mais usadas globalmente, enquanto 65% dos utilizadores reutilizam as mesmas em múltiplas plataformas. O resultado? Um ecossistema negro onde milhares de milhões de credenciais circulam por fóruns e redes como Telegram, por valores irrisórios. E sim, os alvos vão muito além das redes sociais — incluem contas bancárias, carteiras cripto, redes VPN e até sistemas governamentais.
O futuro são as Passkeys
A Check Point vai mais longe: já não basta reforçar passwords com mais maiúsculas e símbolos — é preciso abandoná-las. A autenticação sem palavra-passe é uma realidade tecnológica e uma urgência prática. A Google, a Microsoft ou a Shopify já oferecem Passkeys — chaves criptográficas associadas ao teu dispositivo ou biometria. Em países como Singapura ou Índia, a identidade digital baseada em reconhecimento facial ou QR codes já substitui login e password. E até 2025, 60% das empresas deverão seguir este caminho.
Então, o que impede a mudança? Um misto de hábito, resistência cultural e falsa sensação de segurança. Mas a realidade é crua: mesmo os sistemas com 2FA já são vulneráveis a deepfakes, malware ou engenharia social treinada com IA. Manter passwords num mundo dominado por inteligência artificial é o equivalente a trancar a porta… e deixar a janela aberta.
A Check Point sugere quatro passos imediatos para organizações e empresas portuguesas: testar autenticação sem password, apostar em Passkeys e biometria, reforçar práticas de gestão de acessos privilegiados e, sobretudo, treinar equipas para deixarem de confiar em palavras-passe. Não basta mudar a chave — é preciso mudar a fechadura.
Como explica Rui Duro, Country Manager da Check Point em Portugal: “A dependência de palavras-passe é hoje uma vulnerabilidade estrutural. Temos as soluções, falta apenas a coragem coletiva para dar o salto e proteger a identidade digital das pessoas e das empresas.”
No Dia Mundial da Palavra-Passe, talvez o maior gesto de segurança digital seja mesmo… deixá-las cair.




