O Google Pixel 8 é um smartphone compacto, poderoso, traz a inteligência artificial (IA e Machine Learning) para o nosso bolso, tem um ecrã brilhante, tira fotografias espantosas que podem ser alteradas como por magia e apresenta um design único com cores (e capas) muito joviais e apelativas.

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Análise ao smartphone do futuro que se apresenta hoje: o Google Pixel 8

A Google conseguiu, para já, uma enorme vitória com o lançamento do Pixel 8 e 8 Pro, para além do Pixel Watch 2 e auriculares Buds Pro: está em todo o lado, todos os media, com fotografias, análises, comparativos e tudo o que tem direito. Se esta é a situação normal aquando um lançamento internacional, tudo se altera quando a marca aposta finalmente no mercado português. Custou mas foi.

Há duas perguntas que se impõem: será que os Pixel 8 / 8 Pro têm argumentos para cair no goto lusitano? E será que vão conseguir vendas expressivas neste mesmo mercado? Saberemos daqui a uns meses. Para já, há muito trabalho por desenvolver e o convite aos media para usarem durante um período de tempo estes equipamentos faz parte dessa estratégia.

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Google Pixel 8: a escolha racional

Não é muito difícil reparar nas diferenças entre as duas propostas, a começar pelo que é visível: o Pixel 8 é um smartphone compacto enquanto a versão Pro é um mastodonte. E esta diferença faz mais sentido do que se pensa, pois o Pixel 8, de uma assentada, aponta aos consumidores que querem ter um “powerhouse” na mão mas que caiba no bolso, metendo por isso mesmo em sentido propostas como os Asus Zenfone 9/10, iPhone 15, Galaxy S23 e (infelizmente não disponível em Portugal) Sony Xperia V mkIV que oferecem exactamente este tipo de vantagens e diferenças para a globalidade das propostas.

Há cerca de meio ano comprei um Pixel 7a para tomar o lugar de um estafado Galaxy S21Ultra. Preferi um equipamento tecnicamente menos fogoso mas que fosse compacto e a um preço minimamente aceitável. Não há muitos, pelo que sabemos, e a escolha também teve a ver com a curiosidade sobre os já famosos Pixel que tanta tinta fizeram e fazem correr.

Mal sabia eu que, passado pouco tempo, a Google tinha como missão lançar em Portugal esse mesmo Pixel 7a ao lado das versões 8, o que veio dar razão a uma das coisas que escrevi quando publiquei a análise e que podem ler aqui: uma das características dos Pixel é estarmos sempre a aprender mais qualquer coisa sobre eles ao longo do tempo.

Estes dois parágrafos servem-me o fito da explicação para este sub-título, onde afirmo que o Google Pixel 8 é uma escolha racional. E há várias razões para isso: o tamanho compacto, o ecrã 6,2” OLED Actua display que é extremamente brilhante e actualiza a 120Hz, a bateria de 4,575 mAh que aguenta um dia de trabalho e pode ser carregada com e sem cabo, uma construção superlativa com design muito diferenciador, oferta de um bom conjunto de câmaras que são mais que suficientes para 95% dos utilizadores e, acima de tudo, um novo SoC Tensor G3 mais rápido e poderoso que faz aquecer menos o corpo do smartphone, ao mesmo tempo que ajuda às funções de inteligência artificial (IA) que catapultam o Pixel 8 para um outro patamar tecnológico.

E, acreditem, a Google mostrou o caminho que todos os fabricantes irão seguir!

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Muito confortável na mão (e no bolso)

Um dos aspectos que mais saliento é o tamanho compacto e o peso: de cantos arredondados, as medidas são 150,5 x 70,8 x 8,9 mm (ALP) o que aliadas ao peso-pluma de 187 g, boa bateria, excelente ecrã (Full HD+ 1080 x 2400 pp) e som stereo, faz com que seja, a meu ver, quase perfeito. Sim, quase perfeito! Falta-lhe uma entrada mini-jack (3,5mm) para poder almejar sê-lo, e neste aspecto, perde para os Asus e Sony acima mencionados.

Continuo a defender os compactos topos de gama desde o meu saudoso Xperia X10 Mini Pro, pois cabem no bolso e são realmente utilizáveis com uma mão sem provocar distensões musculares. Acreditem ou não, mas a utilização paralela do 8 Pro fez renascer o calo no dedo mindinho provocado pelo apoio da base do Galaxy S21 Ultra.

A Google aponta o facto dos novos Pixel 8 serem IP68, mas onde esta versão normal perde para o irmão maior é na RAM (8 GB contra 12 GB) e na velocidade de carregamento (28 W vs 30 W). Contudo, permite carregamento por indução o que é uma ENORME vantagem e já explico porquê quando falar da bateria.

O design com cantos arredondados ajuda muito ao conforto de utilização e as três cores disponíveis de raiz (mais as opções das capas) tornam este Pixel 8 adequado a qualquer gosto ou tipo de utilizador. O vidro traseiro é brilhante ao contrário do fosco da versão Pro, o que quanto a mim é uma pena. Mas, se formos justos, poucos irão utilizar este smartphone sem uma capa de protecção, portanto, não há qualquer problema se escorregar ou necessitar de limpeza contínua e frenética.

A única protuberância é a linha horizontal que alberga as câmaras e o flash, uma distinta linguagem Pixel que surgiu no 7/7Pro/7a, e que até ajuda a elevar um pouco o corpo e o ecrã aquando numa mesa. A grande vantagem deste design é o telefone não bambolear por um dos cantos ter o conjunto óptico, algo que sempre me irritou.

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O ecrã Actua Display é uma melhoria considerável face à versão anterior, sendo muito brilhante e bastante luminoso, mesmo sob luz do sol, algo em que o 7a é sofrível para não dizer medíocre. O Pixel 8 fica a par do muito bom Samsung Galaxy S23 que é um portento de um smartphone em muitos aspectos.

Termino esta secção a apontar a grande vantagem da bateria poder ser carregada por indução. Felizmente, a minha experiência com o Pixel 7a demonstrou-me que o software da Google é eficaz, pois a bateria que não aguentava um dia de utilização nos primeiros dias, passou a fazê-lo a partir da primeira semana e já se aguentava bem mais mesmo com uma utilização radical.

Mas atentem: em vez de conectar directamente o cabo USB-C para recarregar, uso um carregador sem fios e a primeira mensagem que surge no ecrã, depois de aprender os nossos mais normais hábitos (a que horas nos deitamos e levantamos, por exemplo), é a velocidade de carregamento escolhida pelo software do Pixel para ficar completo exactamente no minuto em que toca o despertador. Este sistema garante mais vitalidade e muito mais tempo útil à própria bateria, o que é um ponto muito positivo e a ter em conta quando estamos a escolher um novo smartphone.

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Android 14

Fresquinho a sair da caixa (dos Pixel 8 e logo em seguida para a gama 7), o novo SO Android 14 traz melhorias gerais, algumas novidades e uma personalização que parece ilimitada.

Com animações ultra suaves, customização por cores, até imagens de fundo geradas por IA, tudo parece um mundo novo. Existem tantos pormenores que merecem um artigo à parte, mas vou mencionar alguns aspectos que acho divertidos e/ou úteis.

Por exemplo, as várias formas de destravamento têm diferenças quase imperceptíveis mas que conferem alguma dinâmica: se acordarmos por sensor ID, por registo facial ou por pin, o ecrã acorda a partir desse local (base, topo ou direita, respectivamente). Os efeitos de abertura ou deslocamento de ecrã são mais, como explicar… orgânicos. A vibração háptica é estrondosa nos novos Pixel 8 e tudo é mais real, se me faço entender, o que melhora em muito a nossa actividade em jogos, por exemplo.

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As famosas câmaras Pixel

Não há volta a dar, o conjunto de câmaras são o grande argumento de venda – e curiosidade – dos smartphones Pixel. Nesta nova versão, foram finalmente melhoradas, tanto a nível de hardware quanto software, com novidades dignas de registo.

Em termos de hardware, destaque para a nova câmara principal de 50MP que oferece um melhor processamento de imagem para garantir imagens mais nítidas e com texturas e cores mais definidas e reais. Ao lado, está a Ultrawide de 12MP com maior profundidade de campo em relação ao Pixel 7 e, muita atenção, um “truque” fantástico na forma do modo Macro Close-Up por via desta mesma Ultrawide. Parece magia? Não, é software e IA.

Por falar em software, é preciso destacar a câmara frontal com os seus 10.5MP que parecem parcos mas, graças também ao software, garante uma maior segurança que permite fazer pagamentos online ou aceder às contas bancárias. Esta é uma das grandes melhorias neste sensor que, apenas com o orifício da câmara e não toda uma ilha rectangular como alguns modelos de outras marcas, consegue ultrapassar os limites a que a segurança obriga. É interessante mas, como sempre, um pouco arriscado, embora pelos muitos testes que vi com caras recortadas em cartão com altíssima resolução não conseguiram enganar o processo. Qualquer dia, quando tiver oportunidade, faço também um destes testes.

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O software que acompanha todo o processo fotográfico e fílmico é directo, simples de compreender e manejar, mesmo que tenhamos mais opções que na maioria, como o “deslocamento de acção”, perfeito para fotografar pessoas, carros ou animais em movimento, “exposição prolongadaout of the box mas com um sub-menu com mais definições, temporizador, Macrofoto e formato de imagem.

Os restantes modos retrato/foto/visão nocturna e Panorama compõem o ramalhete principal, mas temos depois todo um mundo como a gravação de áudio on/off no Modo Panorama, o que acho que é uma estreia, estabilização vídeo, Zoom com áudio, Caras Conhecidas, etc.

De forma automática, surge no menu opções a “visão nocturna” sempre que o objecto esteja mal iluminado, para além do Brilho, Sombra e Equilíbrio dos brancos.
Na verdade, em qualquer dos Modos podemos clicar em Mais Definições para surgirem opções diferenciadas e de acordo com o modo escolhido.

Para citar mais um exemplo e não vos cansar muito, no Modo Visão Nocturna e carregando em Mais Definições, encontramos o AstroFoto manual ou automático. Sim, toda a aplicação é muito completa e nem estamos ao nível do Pixel 8 Pro que tem mais uns pozinhos.

No que respeita ao Vídeo, temos os modos Efeito esbatido cinemático, que cria uma profundidade de campo “mais artificial” para puxar o elemento principal. O curioso é que, automaticamente, o Pixel 8 passa a gravar a 24 fps para conseguir excelentes resultados.

Para momentos mais bucólicos, como filmar uma cascata, podemos optar pelo Modo Efeito Cinema com estabilização do deslocamento do objecto filmado, para conseguir imagens de grande dramatismo.

Temos o Menu secundário onde podemos optar por activar o Flash, mudar a resolução (1080 ou 4K a 24/30 e 60 fps, HDR 10 bits (só em 1080 a 24/30 fps), três níveis de estabilização de imagem, o Macrofoco com dois níveis, melhoria do som captado e mais uma página que nos leva a outras definições, como o Google Lens, focagem por caras conhecidas, etc. Como vêm, todo um mundo para apreender e que nos dá garantias de muita qualidade.

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E, finalmente, as brincadeiras de que todo o mundo fala

Há qualquer coisa de mágico quando somos servidos pela Inteligência Artificial para alterar drasticamente a fotografia que tirámos.

A funcionalidade Melhor Take faz isso mesmo, ou seja, em vez de ficarmos agarrados ao fotograma que pensámos guardar, o algoritmo que equipa este Pixel 8 agarra nesse conjunto de imagens que depois mistura os melhores “pedaços” para criar o melhor resultado possível. Se funciona? Sim.

O processo mais visto, por quem anda a experimentar os Pixel 8, é alterar a cara das pessoas que foram fotografadas e escolher a melhor de cada um. Se é engraçado? Claro. Mas levanta algumas questões éticas, pois é pura manipulação. Nunca mais ninguém vai aparecer de olhos fechados ou a tocar no nariz.

Depois fala-se muito, e com razão, sobre o Editor Mágico que, tal como a Google diz, é ainda uma experiência de edição experimental que usa IA generativa.

PS: logicamente que os resultados dependem da luz. Escolhi este tema com sombra e pouco iluminado para ver até que ponto o Editor consegue fazer a sua magia.

E o que é que todo este jargão quer mesmo dizer em termos práticos? Pois que podemos editar como se fossemos um barra em Photoshop, qualquer fotografia que tirámos. Os exemplos mais cativantes são apagar coisas ou pessoas com a Borracha Mágica que não é novidade, pois está presente na gama Pixel anterior, mas esta nova geração IA vai permitir deslocarmos pessoas ou objectos de um sítio para outro, alterando por completo o enquadramento dessa foto que tirámos. Este reposicionar de elementos também permitirá redimensioná-los, ou seja, poderemos aumentar ou diminuir o tamanho dos objectos o que será, a todos os níveis, espectacular.

Mas não ficamos por aqui: através da IA, também poderemos alterar os fundos e as tonalidades da fotografia, usando predefinições. Em suma, tudo ou quase tudo é editável apenas com toques que qualquer pessoa pode facilmente aprender a fazer. 

Se isto levanta questões? Na minha opinião, sim. Facilita sobremaneira a alteração da “verdade” e pode levar a grandes abusos e falsidades. Tudo depende, logicamente, do bom senso, mas enquanto pensamos nisso, em não ultrapassar barreiras importantes e brincarmos apenas com a ilusão, alguém poderá agarrar nesta facilidade para cometer um crime.

Mas tudo isto ainda está no início, o que é entusiasmante e perturbador ao mesmo tempo. Sabemos que todos estes processos são feitos na Cloud da Google, não no próprio Pixel 8, o que ainda provoca alguns tropeções e erros. Mas, lá está, ainda é só o princípio desta aventura com machine learning.

Mas retomando:

De repente, surge a Borracha mágica de áudio. Ora bem, para mim, que gosto e trabalho som, esta função é um sonho tornado realidade. Posso, com toques de dedo, eliminar ruídos de fundo, barulho, música, carros a passar, para dar mais foco à voz de quem fala. É espectacular, garanto, e por si só toda uma razão (profissional) para se comprar um Pixel 8.

PS: o teste acima está feito e demonstra o poder desta extraordinária ferramenta que abre muitas potencialidades qualitativas e de edição. Estou estupefacto, confesso, e mais triste fico por este Pixel 8 não ter uma entrada 3,5 mm para microfone externo.

Mais interesses:

Existem aqui e ali pormenores que fazem de um Pixel ser um Pixel. Pequenas nuances, algumas muito úteis, outras mais práticas, que nos fazem ter uma ligação mais profunda com este objecto a que chamamos smartphone. Por exemplo, e de forma subtil, sermos avisados do próximo evento com a informação no lock screen. No domingo, pensava que a corrida de F1 ia ser à meia noite e, 10 minutos antes das 20h, recebo esse aviso para daí a pouco me sentar defronte ao TV.

O assistente Google tem melhor voz, mais controle, melhor reconhecimento do que dizemos e do que conversamos com alguém para tradução simultânea e imediata.

As animações 3D no ecrã secundário são um must já desde o Pixel 7, mas agora podemos pedir um fundo original e completamente subjectivo de acordo com as nossas preferências. E a IA fá-lo através de dezenas de parâmetros que por toques podemos escolher de uma nuvem cheia de imagens. É tão personalizável que causa uma certa (e boa) impressão.

Podemos ainda escolher os atalhos que queremos no lock screen! Maravilhoso! E, por exemplo, para citar o meu set, tenho três linhas de informação por baixo do relógio: data, tempo e agenda. E basta tocar numa das linhas para ir directo ao aplicativo. Adoro!

Também podemos escolher a aplicação quando tocamos duas vezes na traseira do Pixel, como tocar duas vezes no botão on/off para ligar a câmara.

E que tal ter uma VPN gratuita no nosso smartphone? Com o Google One, temos. Assim como melhor qualidade nas chamadas (clear calling) com “tabs” temporais quando gravamos áudio (para futura edição).

O som é estéreo, com duas colunas razoáveis, a bateria vai melhorando ao longo do tempo de utilização, mas não faz milagres. Um utilizador “normal” pode contar com um dia de sumo, mas quando se está a fazer testes e se puxa por ele, é difícil chegar ao fim de um dia com percentagem digna de realce. No entanto, o Pixel 8 vai aprendendo e informando quanto tempo é suposto termos se continuarmos o tipo de utilização, e tudo isso é louvável.

O facto de podermos contar com algum grau de segurança extra devido ao chip Titan M2 é fenomenal, principalmente para quem, como eu, paga contas através do telefone, mas o novo SoC Tensor G3 por vezes tem alguma dificuldade em lidar com todos estes processos que requerem muito poder funcional. Talvez por ter “só” 8GB de RAM? Será que é também por isto que aquece um bocadinho quando abusamos dos minutos de jogo?

Quero terminar não acabando, ou seja, a Google fez promessas para daqui a um par de meses, com novas funcionalidades e melhorias gerais. Portanto, este é um smartphone que vai ser melhorado ao longo do tempo o que, se tivermos em conta os SETE ANOS de suporte de software, o que inclui actualizações do sistema operativo, actualizações de segurança e lançamento regular de mais e mais funções, é garante para estarmos sempre a ter boas notícias.

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Concluindo

O Google Pixel 8 é um portento tecnológico e é o primeiro smartphone que coloca no bolso coisas tão importantes quanto a Inteligência Artificial e o Machine Learning.

Não é um terminal isento de defeitos, mas com tudo o que oferece de novo e diferente, é, neste momento, um dos principais candidatos a smartphone do ano na gama média-alta. O preço é realmente complicado de aceitar devido aos impostos tão portugueses, mas olhando para os sete anos de actualizações, não é o fim do mundo, principalmente pela campanha de lançamento que oferece uns extraordinários auriculares Buds Pro que também vão ter direito a análise aqui no vosso Xá das 5.

Por último, reforço os aspectos que mais me agradam, e que me levariam a comprar sem hesitações: o facto de ser compacto, estar à frente do tempo e ter quase tudo o que quero num smartphone!

Preço

O Google Pixel 8 começa a partir de 829€ (versão 8/128)

Na compra estão incluídos 6 meses do plano de 2TB do Google One Premium e do Fitbit Premium bem como 3 meses do Youtube Premium.

selo Xá das 5

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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