O Apps for Good Portugal acaba de abrir inscrições para a 12.ª edição, reforçando a missão que o tornou numa das iniciativas educativas mais consistentes do país: pôr alunos, futuros professores e docentes a usar tecnologia para resolver problemas reais da comunidade.
Organizado pelo CDI Portugal, o programa continua a crescer em escala, impacto e maturidade – sempre alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e com a ideia de que a tecnologia só faz sentido quando melhora a vida das pessoas.
A edição de 2024 não deixa dúvidas sobre a força do projecto: 158 escolas, 3.207 alunos e 337 professores participaram, com adesão massiva no currículo e uma taxa de repetição que mostra continuidade em vez de entusiasmo passageiro.
O programa está aberto a:
- Escolas do 5.º ao 12.º ano
- Cursos profissionais
- Formação de adultos
- UpComing Educators (jovens universitários candidatos a professores)
- Professores de qualquer área disciplinar
As escolas podem inscrever-se gratuitamente em: https://cdi.org.pt/apps-for-good
Uma metodologia em cinco passos – da ideia ao protótipo funcional
O Apps for Good distingue-se por algo simples, mas raro no ensino: uma metodologia clara e accionável, que leva equipas do “problema identificado” ao “protótipo com impacto”.
As escolas inscrevem-se e os professores recebem formação creditada, acesso a uma plataforma com cursos e recursos prontos a aplicar, e uma estrutura que facilita a integração no calendário letivo.
Os alunos trabalham em equipa e percorrem cinco etapas essenciais:
- Escolha de um tema ligado aos ODS (educação, saúde, clima, igualdade, cidades sustentáveis).
- Definição de um problema concreto, com pesquisa e contacto com utilizadores reais.
- Desenho da solução e concepção do protótipo da aplicação.
- Validação contínua com utilizadores e Experts voluntários.
- Preparação para a apresentação nos Encontros Regionais e no Evento Final.
É um processo de projecto real, não um exercício académico. E isso faz toda a diferença.

Inteligência Artificial como foco transversal na edição 2025
Nesta 12.ª edição, o Apps for Good introduz um novo pilar que faz todo o sentido em 2025: a IA como ferramenta de cidadania e resolução de problemas.
O programa irá disponibilizar:
- Conteúdos dedicados à IA generativa e aprendizagem automática
- Desafios temáticos específicos
- Mentoria especializada
- Orientação sobre ética, segurança, privacidade e transparência
A abordagem é pragmática: a IA não surge como fetiche tecnológico, mas como instrumento para analisar dados, acelerar protótipos e reforçar o pensamento crítico. Uma forma sensata de preparar alunos para um futuro onde saber usar tecnologia será tão importante como saber questioná-la.
Resultados que mostram escala, impacto e continuidade
Os números de 2024 evidenciam a maturidade do programa:
- 158 escolas, das quais 79% integraram o AFG no currículo
- 69% regressaram após participações anteriores
- 3.207 alunos envolvidos
- 337 professores, com 53% repetentes
- 65% do ensino regular, 31% profissional, 4% formação de adultos
- Forte trabalho com alunos com necessidades educativas especiais
É um caso raro em programas educativos: expansão com qualidade, não apenas em volume.
Competências digitais, pensamento crítico e cidadania ativa
O Apps for Good entrega às escolas uma estrutura que reduz a burocracia e aumenta a eficácia: formação, recursos, mentoria e um formato que encaixa no quotidiano letivo.
Para os alunos, traduz-se em competências que o sistema educativo tantas vezes promete mas raramente concretiza:
- Pensamento crítico
- Resolução de problemas reais
- Trabalho em equipa
- Competências digitais profundas
- Comunicação
- Cidadania ativa
- Experiência concreta de desenvolvimento de produto – do problema social ao pitch
Como resume Matilde Buisel, gestora do programa em Portugal:
“A escola é um terreno fértil. Com o Apps for Good estamos a plantar sementes que podem transformar-se em percursos profissionais, projetos de vida ou até inovações que amanhã estaremos a utilizar.”






