Quem me acompanha sabe bem dos meus recentes problemas com taxistas no aeroporto da Portela (e só lá). Naturalmente que este tipo de comportamento, saloio, mal-educado, ilegal, é nefasto para a classe profissional e para a imagem de Lisboa, já desgastada por tantos outros atropelos. Mas como certos sindicatos (antral) continuam a não querer entender que o mundo mudou para todos e que continuam a recusar qualquer tipo de ameaça ao monopólio, é certo e sabido que os consumidores / clientes / utilizadores tenderão a escolher o transporte que mais lhes agradar.
Dizem parte dos meus amigos, e alguns são jornalistas, que estão contra a Uber porque não paga impostos, porque escraviza quem trabalha e demais “ilegalidades”. A importância destas discussões encerra sempre alguma violência futebolística, ou seja, todos contra todos e a defender a sua dama.
Por mim falo, quanto mais problemas conhecer ao tentar tomar um táxi nas partidas da Portela (nas chegadas já desisti há muito), pois o edil camarário teima em esquecer 80% da cidade de Lisboa que deveria ser bafejada pela fortuna (leia-se linhas e estações de Metro), mais divulgarei e defenderei a concorrência. Principalmente quando é melhor. Francamente melhor.
Daí que esta notícia tenha mais importância do que se pensa:
A Uber juntou-se à Associação Salvador num esforço de sensibilização para os riscos da condução sob o efeito de álcool, em particular junto da população mais vulnerável – os jovens.
“Escolha a porta certa” foi o mote desta campanha lançada no passado fim-de-semana em Lisboa e Porto em quiosques equipados com alcoolímetros digitais, integrados nas zonas onde existe maior movimento e concentração de bares e discotecas. Todos aqueles que apresentaram uma taxa de álcool no sangue acima de 0.2g/l, e que poderiam representar um perigo para si próprias e para outros automobilistas caso fossem conduzir, receberam uma viagem gratuita com a Uber para casa.
Isto é campanha, isto é marketing, isto é a concorrência do Séc. XXI.
E Antral, convém perceber que, tal como em todas as restantes indústrias e serviços, o mundo mudou e quem não se adaptar depressa será esquecido.





