O Asus ROG Phone 5 é o sucessor óbvio de uma linha que já tem tradição no mercado gamer. É um portento para os olhos e duplamente para o bolso, pois é bem pesadote e também nos faz abrir os cordões à bolsa. Será que vale a pena para ter nas mãos o poder de uma mini consola?

Estou a falar de um smartphone sem compromissos que tem especificações topo de gama, características que não são comuns aos demais topo de gama, e tudo isto bem embrulhado num design que apela aos jogadores.

Com o ROG Phone 5, o Asus conseguiu fazer tudo isto, e um pouco mais.

Asus Rog Phone 5, a análise Xá das 5

Asus Rog Phone 5, desenho e visualização

‘Refinado’ é a palavra mais adequada ao design e aparência do smartphone de jogo ROG Phone 5. Como tem sido o caso desde o primeiro modelo ROG, a Asus tem vindo a ajustar o visual regularmente em todas as novas versões mantendo o power e sex appeal do ROG original.

Está mais polido, melhor construído, com bordas mais curvos mas cujo destaque vai para o painel traseiro onde se destaca a secção das câmaras e todo um desenho característico para além do logotipo ROG que se acende em vermelho vivo quando se liga o telefone. É bem catita e dá muito nas vistas, tal como os gamers gostam.

Mesmo apresentando um design que pode até apelas para utilizadores mais convencionais, se o compararmos ao ROG 3, bem mais radical, tem alguns toques especiais aqui e ali, como no botão on/off e na entrada para o cartão.

Asus Rog Phone 5, a análise Xá das 5
Led pode mudar de cor

O meu mundo por um LED

Realmente diferente, e ostensivo, é o conjunto de LEDs AnimeMatrix na traseira. É ainda possível alterar as cores LED e os padrões de animação do logotipo, que é o factor cool, mesmo muito cool, e até a animação e as cores podem ser sincronizadas com o restante equipamento ROG que temos na secretária.

Menos cool é o peso: são 239 gramas que temos de transportar no bolso. E para jogar muito tempo sem descanso, mesmo que o ROG 5 seja muito equilibrado, torna-se pesado e incomodativo. Por outro lado, uma pausa faz bem aos olhos, certo?

Características de topo

O ecrã de 6,7″ é um AMOLED da Samsung de resolução QHD+ mas com um toque ROG: taxa de actualização de 144hz. O que os jogadores podem gostar mais aqui é a taxa de resposta de 1ms e a taxa de amostragem por toque de 300Hz. Wow, não é?

Mas há mais: temos uma ficha 3,5 mm para auscultadores (YEAH), uma porta USB-C na parte inferior e outra USB-C na lateral, juntamente com um conector próprio para acessórios.

Contudo, no caso de querermos alterar a temperatura da cor ou o nível de saturação do ecrã, há sempre a opção Asus Splendid em Definições para alterar o tom ou optar por predefinições como Natural, Cinematic, Standard ou Custom. Também pode mudar de Auto para 144Hz, 120Hz e 60Hz de taxa de actualização. E para finalizar, que tal suporte HDR+?

Asus Rog Phone 5, a análise Xá das 5

Desempenho impressionante

Com um processador Qualcomm Snapdragon 888 de 5nm, este ROG 5 é brutal em qualquer situação e no melhor sentido. Tem 12 GB de RAM, sim, uma dúzia, e por conseguinte, é rapidíssimo em todos os processos, proporciona grande prazer de utilização mesmo para utilizadores como eu que não são gamers mas gostam do Real racing 3, por exemplo.

A qualidade de vídeo é quase perfeita para ver vídeo, mesmo que eu seja um confesso inimigo deste tipo de acção em ecrãs tão pequenos.

O processador trabalha em conjunto com o GPU Adreno 660 que foi capaz de renderizar gráficos na maioria dos títulos que joguei, até os mais visuais como Sky ou Monument, ou qualquer coisa com carros que é mesmo do que gosto.

A RAM LPDDR5 e USF 3.1 não são alheias a toda esta rapidez.

E aquece ou não?

A Asus desenvolveu um impressionante sistema de refrigeração que não tem paralelo nos smartphones actuais, pelo menos nos que me passaram pela mão. A marca equipou-o com mais componentes de aquecimento no centro do corpo, o que até ajuda ao equilíbrio quando o seguramos na horizontal. Existe ainda uma câmara de vapor com folhas de grafite para manter a temperatura sob controlo.

Podemos também mudar o modo através da aplicação Armoury Crate, agora melhorada com mais modos e personalizações e algo que é o software mais centrado no jogador encontrado num aparelho de telefone. É possível personalizar o toque, a visualização e o desempenho de cada jogo.

É ainda possível ajustar o mapeamento de teclas e triggers aéreos (mais próximos das bordas neste ROG 5), e escolher diferentes modos de consola para alterar o manuseamento geral dos jogos, áudio, rede e desempenho em geral. É também o centro de onde se pode personalizar cores e animações para o ecrã secundário na parte de trás e o logótipo ROG.

E, de repente, uma explosão de som!

Confesso que não estava à espera da qualidade de som neste ROG 5. Aliás, não estava à espera que nenhum smartphone conseguisse alcançar este volume sonoro com tanta qualidade e, pasme-se, graves!

Os altifalantes estéreo colocados frontalmente dão um boost tremendo para ver youtubes ou tiktoks ou (lá está) séries das vossas operadoras preferidas.

Mas é com auscultadores que todo um novo mundo nos é oferecido (como em tempos a LG também o fez) com suporte DAC e amplificador de auscultadores de classe G ESS Sabre.

E para quem gosta mesmo de sentir o jogo, o Game Genie vem como um add-on sobre o Armoury Crate, oferecendo algumas características extra enquanto se joga reforçadas pelo Haptic Audio que a Asus define como um “feedback táctil imersivo de 2 zonas personalizável” para qualquer jogo. Isto gera basicamente vibrações com base nos sinais de áudio que capta da área designada.

Relembrando 2018, a análise ao Zenfone 6

Bateria

O ROG Phone 5 tem uma bateria MMT de 6.000mAh, que é dividida em duas (3.000mAh cada) no interior. É uma solução eficaz pois evita parte do sobreaquecimento e apresenta uma capacidade digna de registo, o que é muit importante para quem joga todo o dia. Ou quase, pois também não há milagres, certo?

Câmaras

Na verdade, e para ser franco, esperava menos deste set de câmaras principais, muito devido aos resultados que a Asus está a apresentar nos seus Asus ZenPhone 8 Flip ou até mesmo nesse adorável “mini” que é o Zenphone 8 e que podem ler a análise aqui e porque, afinal, estamos a tratar um smartphone dedicado a outros interesses. Mas, felizmente, a Asus também não se poupou neste campo.

A câmara principal tem os 64 MP com abertura f/1.8 e PDAF do já “tradicional” sensor Sony IMX686 com resultados interessantes durante o dia e até muito conseguidas em modo Nocturno, o que chega e sobra para as reais necessidades de um utilizador médio.

A câmara traseira secundária de 13 MP ultrawide tem abertura f/2.4, mas um campo de visão com 125 graus que faz um bom trabalho ao conseguir eliminar parte da distorção que normalmente acontece nesta abertura. A terceira objectiva possibilita tirar umas Macros mas com resultados pouco eficazes.

Em termos de vídeo, temos direito a tudo o que pagamos, inclusive filmar vídeo a 8K… para quem realmente se interessar nisso. O mais “tradicional” 4K a 30fps e 60fps, juntamente com estabilização de imagem de 3 eixos para filmagens mais claras e vídeos menos trémulos, garante excelentes resultados.

Asus Rog Phone 5, a análise Xá das 5

Em resumo

O Asus ROG Phone 5 é uma máquina brutal, entusiasmante a quase todos os níveis, com o melhor som que já ouvi num smartphone e com características dignas de um super topo de gama.

Visualmente, não faz o meu género, pois prefiro algo que não dê tanto nas vistas e que seja mais pequeno e leve, mas compreendo a euforia de um jovem quando o olha na montra e quando o recebe no sapatinho. E tem de ser um grande sapatinho, pois a brincadeira não sai barata.

Para quem procura um smartphone para outro tipo de utilização, mais fotográfica por exemplo, este não será a melhor opção, mas para todos os que gostam de jogar a sério e durante muto tempo, não tem quase concorrência à altura.

O preço é também um factor a ter em consideração pois faz tanto como os topos de grandes marcas e custa bem menos.

Preço: encontra-se entre os 800 e os 900 euros. É procurar.

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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