A Canon assinala em 2026 três décadas da histórica linha PowerShot, uma das famílias de câmaras compactas mais influentes da era digital. Para marcar a data, chega em abril uma edição comemorativa da PowerShot G7 X Mark III, com nova cor grafite, logótipo de aniversário e embalagem especial, mantendo intactas as características técnicas que tornaram este modelo um favorito entre criadores de conteúdos, vloggers e fotógrafos que valorizam portabilidade sem abdicar de qualidade de imagem.
Trinta anos de fotografia compacta com impacto real

Desde a PowerShot 600 lançada em julho de 1996, a Canon construiu uma linhagem que acompanhou praticamente toda a evolução da fotografia digital de consumo. A série atravessou momentos decisivos da indústria, desde a democratização do RAW nas compactas da série G até à introdução de estabilização ótica de imagem com a Pro90 IS no início dos anos 2000.
Mais recentemente, a marca voltou a inovar com modelos orientados para vídeo e criação online, como a PowerShot V10, que trouxe ventoinha de arrefecimento integrada para gravações 4K prolongadas num corpo compacto. Ao longo destas três décadas, a PowerShot deixou de ser apenas uma alternativa simples às câmaras maiores para se tornar ferramenta legítima de produção de imagem híbrida, equilibrando facilidade de utilização com resultados credíveis em contexto profissional leve.
A Canon PowerShot G7 X Mark III continua a ser referência portátil

A edição de 30.º aniversário não altera a base técnica do modelo, e isso é deliberado. A G7 X Mark III mantém o sensor CMOS empilhado de uma polegada com cerca de 20,1 megapíxeis efectivos e uma objetiva luminosa com zoom óptico de 4,2x, combinação que continua a oferecer excelente desempenho em fotografia de rua, retrato informal e vídeo portátil. O modo dedicado a vídeo-blog simplifica a captação para criadores individuais, reforçando o posicionamento desta compacta como uma das poucas alternativas realmente viáveis ao smartphone para quem procura controlo de imagem, profundidade de campo real e melhor desempenho em baixa luz num formato de bolso.
Mais do que nostalgia, uma afirmação de relevância

Celebrar 30 anos de uma linha de compactas em pleno domínio dos smartphones não é apenas exercício de memória. É também uma declaração silenciosa de que ainda existe espaço para dispositivos dedicados quando estes oferecem algo diferente. A PowerShot G7 X Mark III continua a ser usada por criadores de YouTube, jornalistas móveis e fotógrafos que precisam de discrição, algo que os telemóveis topo de gama nem sempre conseguem substituir totalmente. Esta edição especial funciona assim como símbolo de continuidade numa era de transição tecnológica, lembrando que a fotografia digital portátil não começou nem termina no smartphone.
A evolução recente da família PowerShot

Hoje, a gama PowerShot divide-se em três grandes orientações: a série G, focada em qualidade de imagem num corpo compacto; a série V, pensada para vídeo e criação rápida de conteúdos; e a série SX, dedicada ao zoom de grande alcance. Esta segmentação mostra como a Canon adaptou uma marca histórica a novos hábitos de consumo visual, onde fotografia, vídeo e redes sociais coexistem sem fronteiras claras.
Em suma, a edição comemorativa da PowerShot G7 X Mark III não pretende reinventar nada. E talvez seja precisamente isso que a torna relevante. Num mercado obcecado com novidade constante, a Canon opta por celebrar consistência, maturidade tecnológica e uma herança que ajudou a definir a fotografia digital portátil. Trinta anos depois, a PowerShot continua viva – e isso, por si só, já diz muito.









