Há pouco mais de década e meia atrás, por volta de Janeiro de 2010, Jane McGonigal convidou mais de 20 mil pessoas a participar nos ensaios de um jogo que estava a desenvolver. Sim, Jane é designer de jogos e o tema do seu novo “menino” era um mundo sitiado por uma pandemia global.

As perguntas que fazia aos betatesters eram do género: “como evitar o contágio”, “como trabalhar a partir de casa”, “como viver sem interacção social”, etc..

Passados 10 anos, a caixa de email de Jane transbordou com perguntas do governo, de Silicon Valley, de associações, pesquisadores, cientistas, todos com uma simples questão:

“Jane, fez alguma simulação com uma pandemia respiratória?”

E em 2020, Jane também começou a saber de opiniões, experiências e soluções de algumas das pessoas que tinham sido “ratos de laboratório” do seu jogo de 2010. Todas estavam calmas porque já “tinham passado por uma catástrofe semelhante” e “sabiam como ultrapassar a ansiedade e pânico”.

Jane McGonigal imaginable
Jane McGonigal imaginable

Jane McGonigal tem um novo livro. O título é “inimaginável

Quem já sofreu de algum tipo de problema de saúde mental, entre eles o pânico, a ansiedade, para citar exemplos mais comuns, aprendeu técnicas para conseguir aliviar os sintomas e ultrapassar os picos. Nem todos, mas alguns.

No livro ”Imaginável”, Jane partilha técnicas baseadas em provas que podem ser utilizadas para ver o futuro a chegar.

E qual será ele, perguntamos.

Pois é ouvir o episódio completo do Podcast de Rufus Griscom ou ler a entrevista partilhada no site Next Big Idea Club.

Jane McGonigal

Acreditem, vale bem a pena. Querem exemplos?

Coisas a ter em conta: “o encerramento da Internet mandatado pelo governo é uma enorme força futura que se está a espalhar globalmente. Se não estiver consciente deste fenómeno e não estiver potencialmente preparado para viver semanas ou meses em que o governo desliga a Internet, vá-se preparando”.

Outro ponto complexo? Migração climática.

Vá! Vamos lá ver o que nos espera.

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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