300 km/h, volta 18, curva 3, o mexicano Esteban Gutiérrez trava um pouco para a esquerda, o espanhol Fernando Alonso pensou o mesmo, que seria pelo buraco aberto que poderia tentar a sempre difícil ultrapassagem. O toque foi inevitável (fez lembrar o que vitimou Gilles Villeneuve quando galgou o pneu de Jochen Mass), o McLaren número 14 foi catapultado contra a parede, mas quando chegou à gravilha saltou e capotou duas vezes.
Pelas imagens, temeu-se o pior. Esteban correu para o destroço encostado à parede da escapatória, mas Fernando já tinha saído, pelo próprio pé, da amalgama que lhe safou a vida. Não tenhamos dúvidas, a forma como os Formula 1 estão concebidos são o garante de segurança e integridade do piloto.
A questão levanta-se agora em torno da mais recente aposta neste sector, o “famoso” Halo (podem ver aqui), que as equipas têm vindo a desenvolver: será que ajudaria ou prejudicaria o piloto acidentado? Esta é uma questão que vai fazer correr tinta.
Quanto a Alonso, encontra-se bem: “foi o mais violente acidente da minha vida e pensei na minha mãe”.



