Já transporto o Huawei Mate 9 há um par de dias e começo a ter uma noção muito geral das qualidades e defeitos. Sem deixar de mencionar o Mate 9 Porsche Edition (pelo preço proibitivo e porque não deverá ser comercializado no nosso país), o Mate 9 tem um longo leque de características “orelhudas” e que irei descortinar nos próximos tempos. Contudo, já lhe encontrei aspectos técnicos que me enchem largamente as medidas (e necessidades), sendo que um nem sequer foi mencionado aquando a recente apresentação em Munique.
Tal como fez no P9 Plus, a Huawei dotou o Mate 9 com uma espécie de estereofonia: a coluna de base (onde está o microfone) reproduz as baixas frequências enquanto os sons médios e agudos são reproduzidos pela coluna de topo (auricular). O resultado é muito bom, pois existe uma clara e audível mudança de tratamento acústico, com mais presença e pujança. E como funciona? De forma automática: basta reproduzir um vídeo ou música para o efeito disparar.
Quando Richard Wu, o todo poderoso Device CEO da marca, falou “ao de leve” sobre o emissor de infra-vermelhos, franzi o sobreolho: essa foi outra característica inaugurada no P9Plus e que mimetiza uma das grandes vantagens e originalidades dos LG, o Controlo Inteligente dos equipamentos lá de casa. E funciona de forma perfeita? imaculada! Mais um Plus neste Mate 9.
Estou também a gostar da experiência de utilização com o novo sistema operativo Android 7.0 Nougat. Mesmo que “abafado” pelo EMUI 5.0, dá para perceber algumas das vantagens e mudanças, como a apresentação das notificações que surgem agora muito mais dinâmicas e preenchidas, possibilitando abrir em leque o seu conteúdo e ainda clicar directamente na escolhida para lhe chegar sem mais demoras. O EMUI 5.0 apreende os hábitos de utilização do consumidor de forma inteligente e promete uma estabilidade e qualidade de desempenho “ao longo de 18 meses” de utilização. Se isto acontecer, é uma das maiores vantagens deste Mate 9, mesmo que seja difícil antecipar esta mais valia.
A bateria de 4000 mAh possibilita dois dias de utilização média (muitos dados e wifi, facebook, fotografia, alguns vídeos e telefonemas). Também não tive tempo para mais, mas sugere ser outra aposta ganha (e uma das forças de venda).
E quanto à câmara com duas objectivas, agora que a monocromática ganhou mais qualidade (20MP)? Já disparei umas quantas fotos e a assinatura Leica não está só a fazer figura. A estabilização óptica OIS, Laser e Flash de tom duplo, auto focus em profundidade, Zom híbrido x2 e gravação 4K, adivinham grandes feitos. Os filtros criativos já típicos na marca estão lá, assim como comandos em Modo Pro muito intuitivos.
A pouco e pouco vou descobrido as vantagens deste novo Mate 9, um smartphone tipo phablet que impõe respeito e que associa as novidades de um processador poderoso a uma imensidão de características técnicas que brilham no papel.
Pontos menos fortes até agora: apenas a enorme potencialidade de queda que o tratamento em metal pode provocar. Se bem que a tampa plástica que acompanha o pack minimiza o mau grip (é difícil agarrar num Phablet), será necessário encontrar outra solução para evitar um mal maior.
(continua)
O Huawei Mate 9 4G+ 64 GB estará disponível em Portugal já no final de novembro a um preço recomendado de venda ao público de 699€.









