Kevin Ho lançou pistas sobre o futuro, como um ecrã dobrável e sensores escondidos, mas é o crescimento que mais o faz sorrir
A Huawei levou toda a direcção e responsáveis pelos vários segmentos ao ExCel londrino onde aconteceu no dia 16 o lançamento dos Mate 20 e GT.
Conversei com Kevin Ho (Product & Wearable) entre alguns jornalistas seleccionados.
No meio de muito ruído externo à sala, tirei algumas notas. Aqui estão:
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Qual é a razão do sucesso que a Huawei tem conquistado ano após ano?
Estamos apostados na inovação, na continuidade de uma política de total empenho nos produtos para responder aos desejos e expectativas do consumidor
Estamos focados na melhoria da performance dos equipamentos e reinvestimos anualmente 10% dos lucros só para desenvolvimento.
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Ainda topo de gama muito desejável, porque é que a gama P20 só permite um cartão SIM e não tem cartão memória?
É uma questão de opção e gestão.
A bateria ocupa espaço e oferecemos 128 GB de capacidade o que é suficiente para a maior parte dos utilizadores.
Temos na restante gama de smartphones, equipamentos com essas opções para quem realmente precisa de reforço de capacidade e dois cartões num só device.
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De onde vem o nome Mate? Diz-se que você é o autor e tem algo a ver com a Austrália.
Pode dizer-se que sim, todas as designações têm a sua origem e experiências que as provocam.
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O notch tem criado polémica, não agrada a toda a gente e no Mate 20 surge ainda mais pronunciado.
Quando podemos esperar todos os sensores sob o ecrã?
Talvez no P30 Pro possamos apresentar ainda mais inovação e avanço (Kevin Ho não escondeu um sorriso em tom de brincadeira).
Quem sabe? Mas não é o momento para falar de produtos futuros, pois acabámos de lançar um topo de gama sem paralelo na indústria.

Temos vindo a assistir a um grande desenvolvimento de uma sub-marca.
Não teme que, devido aos preços mais baixos, a marca-mãe possa ser ultrapassada?
A Huawei e a Honor investem em campos com targets muito diferentes. E não se vão sobrepor.
Uma é mais avançada e apontada para um consumidor maduro que sabe a tecnologia que quer utilizar diariamente, outra bem mais jovem e irreverente.
Aliás, os canais de venda demonstram bem este nosso posicionamento.
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Quais as expectativas de crescimento de vendas para o próximo ano?
No segmento de smartphones, estamos ansiosos para aumentar a receita de vendas em pelo menos 20% em 2019 em comparação com este ano.
O esforço e desenvolvimento que levou ao lançamento deste novo Mate 20 vai ser um facilitador para esse objectivo.
No ano passado, a Huawei vendeu quase 153 milhões de aparelhos em todo o mundo. Até o final deste ano, está a caminho de entregar 200 milhões de unidades, um aumento de quase 30%, com o crescimento voltado principalmente para a Europa e a China.
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Numa altura em que a aposta é no reconhecimento facial, porquê um sensor ID sob o ecrã com tudo o que isso implica?
O consumidor está muito habituado ao sensor de impressão digital, e muito por nossa “culpa”.
É-lhe confortável e familiar. Recentemente, temos vindo a oferecer mais formas de reconhecimento, como o facial.
Mas achamos que um sensor ID sob o ecrã, totalmente desenvolvido pela Huawei, faz ainda todo o sentido e será uma opção a ter em conta.
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A LG vende a sua tecnologia de ecrãs a terceiros. A Huawei não está interessada neste negócio?
Vendemos a nossa tecnologia apenas a uma marca, que não vou mencionar. E pretendemos manter as coisas sob total controle. Não é o nosso core.
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Vão manter as opções Lite, Normal e Pro para o futuro? Não há risco do consumidor optar pela versão mais barata apenas pela imagem que transmite?
Tem alguma razão e percebo a questão.
Existe, realmente, alguma vaidade em utilizar um equipamento de topo, para além das mais valias técnicas.
Sabemos que nem todo o consumidor pode ou quer optar pelo topo de gama, mas gosta do seu design e da imagem social que transmite.
Sabemos o poder que um modelo tem no desejo desse consumidor e não somos inocentes.
Juntamos assim dois factores que, no final do dia, têm resultado em temos comerciais ao mesmo tempo que disponibilizamos versões para todas as necessidades.
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E o que virá a seguir?
Já temos tudo preparado para um smartphone 5G.
No próximo ano, espera-se que muitas operadoras construam redes 5G e estaremos na fila da frente para fornecer modelos de teste.
Somando-se à especulação em torno de smartphones com ecrã dobrável, posso adiantar que a Huawei está a trabalhar com afinco.







