A Maxell decidiu fazer algo que, há poucos anos, pareceria improvável: trazer de volta o leitor de cassetes. Mas não estamos a falar de uma relíquia perdida no fundo de uma gaveta, este novo leitor de cassetes Maxell chega com Bluetooth, carregamento USB-C e, curiosamente, algo que muitos smartphones já abandonaram: entrada para auscultadores.
Sim, o passado está oficialmente de volta e, desta vez, com bateria em vez de pilhas alcalinas.
Um clássico com upgrades modernos
O novo leitor de cassetes Maxell mantém o essencial – colocar uma cassete, carregar no play e ouvir aquele som analógico com personalidade (mas cheio de ruído) – mas acrescenta-lhe funcionalidades que fazem sentido em 2026.
A presença de Bluetooth permite ligar auscultadores ou colunas sem fios, algo impensável na era original das cassetes. Já o carregamento via USB-C traz rapidez e conveniência, com uma carga completa em menos de duas horas.
A autonomia anunciada ronda as 11 horas em utilização Bluetooth, o que, para um dispositivo deste tipo, é mais do que suficiente para um dia inteiro de nostalgia.
E sim, há clip de cinto, porque há coisas que simplesmente não se discutem.
Porque é que as cassetes estão de volta
Pode parecer estranho, mas as cassetes estão novamente a ganhar terreno. As vendas têm vindo a crescer de forma consistente nos últimos anos, com um salto significativo desde 2015 e uma aceleração recente que mostra que isto não é apenas uma moda passageira.
Há aqui dois públicos claros: dizem que por um lado está a geração que cresceu com mixtapes, gravações de rádio e aquele ritual quase mecânico de rebobinar com uma caneta, ou seja, a minha. E garanto-vos que isso não é verdade! Tudo fizemos para abandonar a k7 devido ao péssimo som. Por outro, e aqui já acredito, uma nova geração que vê neste formato uma experiência diferente, mais física, mais lenta e, curiosamente, mais intencional.
Ouvir uma cassete não é clicar numa playlist, é escolher, esperar, avançar, voltar atrás. É quase um pequeno acto de resistência ao consumo instantâneo, coisa que a miudagem deve estar a achar um piadão.
Maxell leitor de cassetes: nostalgia com propósito
A Maxell percebeu bem o momento e em vez de deixar este renascimento entregue a marcas desconhecidas ou produtos de qualidade duvidosa, decidiu voltar ao jogo com um produto que respeita a herança mas não ignora o presente.
O preço, a rondar os 70€ (mais portes) num armazém espanhol que entrega em Portugal, coloca-o numa zona acessível para quem quer experimentar ou revisitar este formato sem grande compromisso.
E há um detalhe importante: isto não é apenas um gadget. Para muitos, é uma porta de acesso a memórias guardadas em caixas antigas: mixtapes, gravações pessoais, pequenos fragmentos de uma vida que nunca foram digitalizados.
O novo leitor de cassetes Maxell não é apenas um exercício de nostalgia, antes uma resposta inteligente a um interesse real por formatos físicos e experiências mais tangíveis. Para quem viveu a era das cassetes, é um regresso carregado de memória. Para quem nunca tocou numa, é uma descoberta. E para todos, é um lembrete simples: nem tudo precisa de ser instantâneo para ser relevante.





