Se os excelssos gregos construiram o Parthenon com mármore, a artista Marta Minujín fez o seu usando milhares de livros proibidos. É obra!
O evento designa-se festival de arte da Documenta 14, o local escolhido foi a praça Friedrichsplatz em Kassel, Alemanha, que ficou marcado pela queima de mais de 2000 livros lançados à fogueira pelos militares nazis.
Corria o ano de 1933 quando essa tragédia contra o saber teve lugar. Mas o saber é liberdade e, escondidos, memorizados ou editados clandestinamente, haverá sempre alguém que lerá um livro, o contará a uma plateia, o passará debaixo da mesa a outra pessoa.
Minujín quis relembrar tudo isto e começou a pensar no seu novo Parthenon em Outubro de 2016. Sim, novo, pois ela já o tinha construido em Buenos Aires para exibição pública com 25000 livros “malditos” logo após a queda do regime militar, corria o ano de 1983. Chamou-lhe “o Parthenon dos Livros” e descreveu-o como uma tentativa de sinalizar uma nova era democrática e pensamento livre.
Agora voltou à carga, numa escala maior, pedindo ajuda a estudantes da Universidade de Kassel para identificar e solicitar mais de 170 livros – como Fahrenheit 451 de Ray Bradbury e 1984 de George Orwell – que foram sistematicamente censurados para o consumo público.
Depois fez um apelo público: “preciso destes livros!” Recebeu mais de 100.000 cópias em vários idiomas. Eles foram incluidos numa estrutura de aço que Minujín preencheu com os livros, encandeando-os no quadro e cobrindo, posteriormente, o munumento com folhas de plástico para tentar preservá-lo o máximo tempo possível.
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