Há uma coisa que a indústria dos televisores tem feito muito bem nos últimos anos é anunciar revoluções: todos os anos e em todas as feiras, alguma marca sobe ao palco e declara que o ecrã mudou para sempre. A maioria das vezes, o que muda é o número no nome do modelo mas, de vez em quando, surge algo que, quando se percebe o que está realmente a ser badalado, justifica mesmo o entusiasmo. A Samsung Micro RGB é um desses casos e a razão nem está no marketing, está na física.
De LED a Mini LED a Micro RGB: como chegámos aqui

Para perceber o que a Samsung fez, convém perceber o enorme percurso. Durante anos, os televisores LCD iluminaram os seus painéis com LEDs brancos colocados nas bordas ou atrás do ecrã. A imagem funcionava, mas o controlo de luz era bastante grosseiro, ou seja, acender e apagar zonas inteiras do painel para simular pretos profundos e brancos brilhantes em simultâneo nunca foi uma tarefa fácil para um LED do tamanho de uma ervilha.
Depois chegou o Mini LED que representou um avanço real: LEDs mais pequenos, em maior quantidade, com zonas de controlo de luz muito mais finas. Ou seja, melhor contraste e evitou-se aquele efeito de auréola luminosa à volta dos objectos brilhantes num fundo escuro, o chamado blooming, mas continuava a ser luz branca filtrada por camadas coloridas.
E é precisamente aqui que está o ponto central de tudo!
A Samsung deu um passo que ninguém tinha dado antes: criou uma retroiluminação RGB – vermelho, verde e azul – em formato micro, com componentes de apenas 100 micrómetros. Para ter uma noção da escala, um micrómetro é um milésimo de milímetro.
E, em vez de um LED branco que deixa passar luz através de filtros coloridos, cada ponto de iluminação deste painel emite directamente a sua própria cor. É a diferença entre pintar com tinta pura e pintar com tinta misturada com água.
O chip que pensa em cor

Uma tecnologia desta complexidade precisa de um processador à altura, e a Samsung não se ficou pelo processador principal da televisão: o Processador AI Micro RGB é um chip adicional, dedicado exclusivamente a controlar cada LED RGB de forma individual, em tempo real, com recurso a inteligência artificial, ou seja, a capacidade do sistema aprender e adaptar-se ao conteúdo que está a ser apresentado.
Na prática, isto significa que em vez do televisor fazer uma leitura genérica da imagem e aplicar ajustes globais de cor, o sistema analisa cena a cena, zona a zona e ajusta a intensidade de cada componente – o tal vermelho, verde e azul (RGB) – de forma autónoma e contínua.
Sem esta capacidade de processamento dedicado, gerir individualmente milhares de pontos de luz em tempo real seria simplesmente impossível sem introduzir atrasos visíveis na imagem.
100% BT.2020: o que significa este número
O BT.2020, também conhecido como Rec. 2020, é o padrão internacional para a reprodução de cor em conteúdo de ultra alta definição, pois define uma gama de cores muito mais alargada do que o padrão BT.709 que dominou a televisão durante décadas e cobre uma fatia significativa de todas as cores que o olho humano consegue distinguir.
O problema é que, até agora, nenhum televisor LCD conseguia cobrir a totalidade deste espaço de cor.
E surge a Samsung que afirma que o Micro RGB é o primeiro televisor do mundo a atingir 100% de conformidade com o BT.2020. Se esta afirmação se confirmar em testes independentes, e há razões técnicas para acreditar que é plausível, dado que a emissão RGB directa elimina as perdas associadas à filtragem de cor, trata-se de um marco sem precedentes na história dos televisores de consumo.
E, ademais, a certificação PANTONE incluída reforça a credibilidade: a autoridade mundial em cor confirma que os tons de pele, as cores naturais e os detalhes cromáticos reproduzidos são autênticos e não corrigidos artificialmente pelo processador.
O que mais traz o Micro RGB

A tecnologia de imagem é o argumento central, mas o Micro RGB chegou ao mercado como um produto completo.
O Micro RGB Color Booster Pro usa inteligência artificial para valorizar conteúdo que não foi produzido originalmente para o novo padrão de cor, traduzindo filmes e séries mais antigos para tirar partido da gama disponível.
O Glare Free resolve um problema irritantemente prático que são aqueles reflexos de luz ambiente que transformam qualquer tarde de sol numa sessão de adivinhas sobre o que está a acontecer no ecrã.
O design Metal SuperSlim envolve tudo num chassis metálico fino que combina bem com a ambição do produto.
No campo do som, o suporte a Dolby Atmos, o formato de áudio imersivo que posiciona o som em várias dimensões, incluindo acima do ouvinte, com colunas de topo integradas, acompanhado pelo Object Tracking Sound+ que faz o som acompanhar o movimento dos objectos no ecrã e o Q-Symphony, que permite combinar a televisão com uma barra de som Samsung num sistema de áudio unificado, completam uma proposta que não sacrifica a experiência sonora em nome do design fino.
O Vision AI Companion combina o Click-to-Search com o assistente de voz Bixby, transformando o TV numa plataforma com que se pode interagir verbalmente sobre o que está a acontecer no ecrã, muito útil para quem quer saber mais sobre um actor, um lugar ou uma receita sem pegar no telemóvel.
Em suma

O Samsung Micro RGB não é mais um televisor com um número diferente no nome, é o resultado de uma aposta técnica genuína numa área onde havia pouco espaço para mudanças radicais: a retroiluminação.
Ao substituir LEDs brancos filtrados por emissores RGB directos em escala micro, com um processador de inteligência artificial dedicado a gerir cada ponto de cor em tempo real, a Samsung criou aquele que é, em termos técnicos, o televisor com maior fidelidade cromática já fabricado para o mercado de consumo.
O 100% do BT.2020, se confirmado de forma independente, vai fazer envelhecer rapidamente muito do que está nas prateleiras hoje. Para quem leva a sério a qualidade de imagem – cinéfilos, apreciadores de fotografia, profissionais criativos ou simplesmente quem quer o melhor ecrã possível na sala de estar – este é o produto a seguir de perto.
Para quem vê sobretudo notícias e futebol com as luzes todas acesas, a diferença pode não justificar o investimento, mas a tecnologia que a Samsung aqui introduziu vai, inevitavelmente, chegar aos modelos mais acessíveis nos próximos anos. E esse sim, é o verdadeiro impacto desta novidade.
Conteúdo desenvolvido em parceria com a Samsung Portugal.





