É uma questão deveras complicada. De um lado a maior parte dos autores que não querem ver copiadas as suas obras (e muito menos modificadas), por outro uma menor percentagem de autores que não querem saber das suas obras depois de as concluirem, pois o que quiseram exprimir está feito. Ainda existe outro lado que são os autores que não conseguem perceber como se defender porque nos seus países as instituições que os defendem são de fachada, e tenho a certeza que ainda existem muitos mais lados para outros tantos autores, muitos individualistas, outros mais colectivos.
Uma coisa é certa, os egos ficam mais inflamados e as vozes fazem-se ouvir quando alguém defende o contrário do que é o direito autoral e que modificar parte da obra é também uma expressão criativa.
É uma luta acesa e que inflama plateias reais ou digitais a que convem, pelo menos, estar atento ou consciente. Daí que dar um pulo ao Warm Up do Festival In no dia 29 deste mês de torna obrigatório para quem está interessado neste assunto. Seja autor, co-autor ou modificador.

Mélanie Dulong de Rosnay
Leiam o comunicado de imprensa:
“Possibilidade de copiar, difundir e modificar obras é uma oportunidade para uma maior diversidade cultural e da expressão criativa”, é o que defende Mélanie Dulong de Rosnay
Mélanie Dulong de Rosnay, investigadora no CNRS e elemento fundador da Associação Internacional Communia sobre o domínio público e da Creative Commons France, em Lisboa a 29 de Maio na Conferência Internacional de Propriedade Intelectual
Mélanie Dulong de Rosnay, investigadora no CNRS e elemento fundador da Associação Internacional Communia sobre o domínio público e da Creative Commons France, estará em Lisboa, no próximo dia 29 de Maio na primeira Conferência Internacional de Propriedade Intelectual.
Alterações legislativas são necessárias para autorizar a partilha e a modificação criativa. Propostas fortes para criar sistemas de remuneração baseados no uso privado foram desenvolvidas para garantir o financiamento dos autores.
Elas podem ser acompanhadas pela implementação de modelos de negócio freemium, combinando algumas utilizações gratuitas e outras com uma taxa, tal como já existe na indústria musical ou nas publicações científicas. As licenças da Creative Commons permitem os autores libertarem os seus trabalhos com maior liberdade do que a atual lei de copyright permite. Mas apenas com uma verdadeira reforma do copyright será possível chegar a um entendimento entre todos os utilizadores.
Integrada no painel TRIÂNGULO DAS BERMUDAS – COMO SAIR DAQUI? Mélanie Dulong de Rosnay vai debater com André Fontes, Desembergador do Tribunal Regional Federal (Rio de Janeiro); Pedro Velasco Martins Chefe de unidade Adjunto da Direcção-Geral do Comércio Externo da Comissão Europeia; e Alexandre Franco de Sá, Professor de Filosofia na Universidade de Coimbra, as questões relacionadas com a partilha, cópia e difusão de documentos na internet.
O Festival IN decorre em dois momentos ao longo de 2013. O Warm Up decorre nos dias 29 e 30 de maio com a realização de duas conferências (Conferência Internacional de Propriedade Intelectual e Conferência Internacional de Economia Criativa de Lisboa). A segunda fase do Festival IN decorre entre os dias 14 e 17 de novembro e pretende ser um espaço de interação e partilha de conhecimento entre investidores, criadores, sonhadores e empreendedores.






