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Geração Z exige transparência no recrutamento, alerta Magma Studio

João Gata por João Gata
Setembro 3, 2025
Geração Z em processo de recrutamento com equilíbrio entre IA e contacto humano

A Magma Studio alerta que os jovens exigem mais do que algoritmos nos processos / © Arquivo XD5

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A Magma Studio veio lançar um alerta às empresas portuguesas: a Geração Z já não aceita processos de recrutamento baseados apenas em algoritmos e plataformas opacas. Num mercado onde a Inteligência Artificial (IA) é cada vez mais usada para filtrar CVs, conduzir entrevistas iniciais e até avaliar competências, os mais jovens exigem transparência, humanização e experiências digitais simples.

O lado negro da automação no recrutamento

Em Portugal, a triagem automática de candidatos já deixou de ser tendência distante. O problema é que, ao mesmo tempo que agiliza processos, a IA traz consigo dilemas éticos: decisões pouco claras, falta de diversidade e candidatos tratados como números em vez de pessoas. Para a Geração Z, que cresceu em plena era digital, este é um sinal vermelho.

Miguel Gonçalves, CEO da Magma Studio, resume:

“O futuro do recrutamento será definido pela forma como tratamos os mais jovens. A tecnologia pode impressionar, mas o que atrai e retém talento da Geração Z é transparência, inclusão e proximidade humana.”

Cinco recomendações da Magma Studio

  1. Transparência radical – dizer “usamos IA” não chega. É preciso explicar quando, como e porquê.
  2. Auditoria contínua dos algoritmos – rever critérios e corrigir distorções como exclusão por universidade ou código postal.
  3. Human-in-the-loop – a máquina filtra, mas a decisão final deve ser sempre humana.
  4. Experiência digital com empatia – processos simples, intuitivos e sem barreiras artificiais.
  5. RH como curadores da tecnologia – formação contínua para interpretar relatórios e questionar algoritmos.

O estudo que abre o debate

Em parceria com a Confederação Empresarial de Portugal (CIP), a Magma Studio lançou também o Estudo de IA, que traça um retrato da adopção da inteligência artificial nas empresas nacionais. O objectivo é claro: debater o impacto real da tecnologia nos Recursos Humanos e evitar que a obsessão pela eficiência comprometa a ética, a inclusão e a relação humana.

Concluindo

Se a tecnologia é inevitável, a forma como é usada fará toda a diferença. Para a Geração Z, não basta ter um chatbot a dar feedback ou uma plataforma de candidaturas bonita. O que conta é a clareza, a inclusão e a presença humana em fases decisivas.

A mensagem da Magma Studio é clara: algoritmos ajudam, mas não contratam. E quem não entender esta diferença arrisca-se a perder o talento mais exigente e qualificado das próximas décadas.

SURVEY: clicar neste link para preencher o inquérito da responsabilidade da Magma Link

FAQ da Geração Z sobre recrutamento

Geração Z em processo de recrutamento com equilíbrio entre IA e contacto humano
A Magma Studio alerta que os jovens exigem mais do que algoritmos nos processos / © Arquivo XD5

O meu CV é mesmo lido por humanos?
Nem sempre. Muitas empresas usam algoritmos para a triagem inicial. A diferença está em quem toma a decisão final: nas melhores práticas, a IA filtra, mas um humano decide.

Os algoritmos podem excluir-me injustamente?
Sim. Se não forem auditados, podem discriminar por universidade, localização ou até por formato de CV. É por isso que a Magma Studio defende auditorias contínuas.

Porque é que não me dão feedback?
Muitos processos são automáticos e não têm espaço para feedback personalizado. Mas a Geração Z exige transparência — e empresas que não a oferecem perdem candidatos.

Um chatbot pode substituir uma entrevista real?
Pode facilitar a triagem, mas não deve substituir a parte humana. A empatia e a compreensão de competências únicas ainda não são pontos fortes da IA.

Como posso saber se a empresa usa IA no recrutamento?
Pergunta directamente. Empresas que se querem diferenciar devem comunicar de forma clara quando e como usam tecnologia. A opacidade mina a confiança.

Tags: Geração Z
João Gata

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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