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Em Lisboa apanhe um Táxi Eléctrico

João Gata por João Gata
Agosto 14, 2013
fluence ze
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fluence-ze-taxi_1

 

É bem verdade, Olissipo passa a ter uma das maiores frotas de táxis eléctricos do mundo e temos de comemorar esta novidade com uma viagem de experimentação e em… total silêncio.

A edilidade escolheu 20 Renault Fluenze Z.E. que serão entregues brevemente a outros tantos profissionais da praça.

É só vantagens em relação ao fumo denso e preto dos escapes pretos dos Mercedes de 1980 e 90 que ainda se multiplicam na cidade. As vantagens ambientais são imensas!

As reacções são de grande optimismo e alegria, como poderão ler no comunicado de imprensa da marca gaulesa:

 

taxi_elec2

Miguel Oliveira, Director de vendas a frotas da Renault Portugal, afirmou que «é com justificado orgulho que a Renault está envolvida nesta operação. A primeira frota de táxis eléctricos do país vai assentar no modelo Fluence Z.E. e, simultaneamente, a cidade de Lisboa vai poder orgulhar-se de ter, ao seu dispor, uma das maiores frotas de táxis eléctricos do mundo. No fundo, um importante passo para uma cidade ainda mais sustentável do ponto de vista ambiental e uma das grandes referências mundiais em mobilidade eléctrica»

Ainda segundo Miguel Oliveira, «com esta parceria, a Renault demonstra que os automóveis eléctricos assumem-se como uma verdadeira solução de mobilidade. Recordo que, durante alguns meses, os Renault Fluence Z.E. foram sujeitos a testes reais por taxistas. E não houve dúvidas: os automóveis eléctricos servem os interesses até de uma actividade tão exigente e intensa como a de taxista. E é preciso ter em conta que os profissionais não fariam uma aposta destas, se não fosse fiável e economicamente viável».

Já o vereador do Pelouro da Mobilidade e Infra-estruturas Viárias da Câmara Municipal de Lisboa, Professor Fernando Nunes da Silva, salienta que «a celebração deste protocolo vem mostrar que, mesmo numa situação de crise aguda,  é possível encontrar soluções para os problemas de renovação da frota dos táxis, desde que se saiba o que se pretende e todos participem e sejam parte activa na definição dessas soluções. A mobilidade eléctrica tem, sem dúvida, ainda um longo caminho a percorrer até que ocupe um lugar dominante no sistema de transportes. Por isso mesmo é que as entidades públicas e os operadores de grandes frotas têm um papel ainda mais importante na consolidação desta tecnologia, ajudando a criar a massa crítica necessária à comercialização  de novos produtos e à continuação da inovação neste domínio».

Assinatura protocolo_ entidades envolvidas

Para Carlos Ramos, presidente da Federação Portuguesa do Táxi, «a cidade de Lisboa apresenta níveis de poluição atmosférica particularmente elevados, em grande parte resultantes da concentração de tráfego automóvel. O sector dos transportes públicos, pela sua dimensão, assume um peso relevante, em que avulta também o sector táxi, com as suas 3.500 viaturas, e os mais de 600.000 km percorridos diariamente, com um consumo provável de 50 toneladas de gasóleo. As intervenções neste sector tendentes a reduzir a sua contribuição poluente revestem-se, assim, de impacto significativo».

Ainda segundo o mesmo responsável, «com este protocolo asseguramos a introdução de 20 viaturas eléctricas, substituindo 20 viaturas térmicas das mais antigas, que serão objecto de abate. As políticas de incremento da mobilidade sustentável devem ser reforçadas para que o futuro seja ainda melhor. A Federação Portuguesa de Táxis tem bem a noção do peso da responsabilidade de defender um sector que precisa de ser mais rentável e, em simultâneo, mais amigo do ambiente. Mas aceitamos o desafio. Neste caso, agradecemos à Renault Portugal e à PRIO por serem nossos parceiros e esperamos que este exemplo se multiplique por todo o país».

Já o presidente da ANTRAL faz questão de sublinhar que «há vários anos que defendemos a introdução de automóveis eléctricos nas nossas frotas». Para Florêncio de Almeida, «a iniciativa do município de Lisboa deve ser louvada. Esperemos que, no futuro, as condições possam ainda ser melhores, de modo a que outros profissionais ponderem adquirir táxis eléctricos».

Tags: Renault Fluence Z.E. TAXITaxi Renault Fluence Z.E.
João Gata

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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