Com o ensaio ao serviço da Gadgets on Demand (que podem ler aqui), tive acesso aos novos iPad e consegui, finalmente, fazer-lhes um ensaio. (um pequeno parentesis: a relação entre a Apple e a muitos jornalistas e bloggers é quase inexistente neste país, daí ser difícil o acesso a equipamentos para ensaio)
Mas e num repente, na mão e de uma só vez, os dois iPads Air e Mini 2. O que fazer e qual escolher?
Um tablet é um equipamento que tem de me facilitar alguns trabalhos, especialmente a escrita e o acesso rápido à internet, seja para ver emails como passar um tempo nas redes sociais. Pode também servir para, ocasionalmente, ver um vídeo, mas não é, de forma alguma, uma solução para tirar fotos (como tenho visto) ou para trabalhos mais exigentes, sejam eles quais forem. Que estão a melhorar, estão, e não me admirarei que, em cinco anos, toda a nossa realidade venha a evoluír de forma drástica. Agora confiar-lhes plenos poderes para substituirem o tradicional computador, só mesmo para quem não está dependente da informática no seu modus vivendi.
O iPad é visto como o tablet a ter, seja que modelo for e é, quase sempre (principalmente nas revistas britânicas e americanas) tido como o melhor do mundo. Não é bem assim: existem, cada vez mais, grandes vantagens nos tablets Android como também, se o apontarmos como tal, uma imensa mais valia profissional no Surface Pro 2. Todos são tablets, portanto, há que tê-los em consideração. No que o iPad vence, com clara vantagem, é nas aplicações próprias para servir tudo e mais alguma coisa, principalmente se olharmos para as necessidades de uma certa produção áudio e vídeo. Existem razões para tal, desde históricas à simples moda ou “obrigação” social, mas é uma questão muito importante para quem está disposto a gastar bom dinheiro num equipamento que será, na melhor das hipóteses, ultrapassado em 12 meses.
Sabendo isto, coloquei os dois iPad lado a lado e utilizei-os alternadamente. Sem surpresa, e mesmo sabendo que o iPad Air é melhor no papel que o iPad Mini 2, fui preferindo o mais pequeno. Mas atenção, e repito, a minha utilização de um tablet limita-se ao que já mencionei: escrever muito, ter acesso à net, poder editar fotos e documentos para além de uma ou outra aplicação mais específica. Ah, também gosto de rabiscar e desenhar, gravar Podcasts e tantas mais coisas. Mas tudo isso também faço, com mais ou menos dificuldade, com alguns dos outros tablets da concorrência.
Os dias foram passando e, confesso, a minha ligação ao Mini 2 ficando mais séria. Por uma ou outra vez, geralmente para comparar velocidade de processamento do que ia fazendo, ainda utilizei o Air, mas era o “pequenote” que teimava em entrar na minha mochila e, melhor, no bolso interior de um casaco. É um quase 8″ que cabe perfeitamente neste tipo de resguardos (o mesmo acontece com o LG G Pad 8,3″), o que evita gastos em capas protectoras que retiram brilho ao design e ao esforço dos engenheiros.
O ecrã de 7,9″ tem a medida certa. A moldura lateral do Mini 2 (que já tinha sido a mais valia do original) é muito estreita o que garante mais ecrã em menos espaço físico e o peso decresceu para umas transportáveis e não cansativas 341 g.
O ecrã é o grande salto qualitativo, apostando num ecrã Retina com 2048×1536 com 326 ppi. A capacidade de processamento catapulta o Mini 2 para grandes vôos, com o novo A7 de 64bits (a grande aposta da Apple) e co-processador M7. Os jogos mais complexos, assim como aplicações próprias, como o iMovie, correm muito bem neste tablet que, embora aquecendo a mão que o segura, aguenta bem o esforço gráfico durante horas. A qualidade de som é outro ponto a favor. Não estava à espera de tanto detalhe e até alguma ambiência estereofónica.
Existem muitos números e características que são do agrado dos geeks e que podem ser estudados detalhadamente no final deste ensaio (replicados da página oficial), mas há que realçar 1GB de RAM e memória interna que vai dos 16 aos 128GB (depende de quanto estivermos dipostos a gastar). Ah, também existem duas câmaras, a traseira com 5MP (e uma abertura de F2.4) e uma frontal e bem mais útil para conferências e chats com 1,2MP.
A questão da capacidade de memória interna é demasiado importante e, mesmo que tenhamos contas na Cloud para colocarmos os nossos ficheiros, a Apple continua com a política, quanto a mim errada, da não inclusão de uma entrada para um qualquer cartão. Se olharmos para o mais básico dos Android, podemos aumentar-lhe a capacidade de uma forma fácil e prática, até barata. Mas a marca da maçã continua a ter a mania que é elitista e, infelizmente, ainda não percebeu que os tempos mudaram.
Não fosse esta situação e a também exclusividade da ficha Lightning, que também é o único método para recarregamento, consideraria o Mini 2 para ser o meu primeiro tablet. Gosto francamente dele, mas como abomino tudo o que esteja relacionado com o iTunes e como também não tenho especial atracção por estar dependente de uma ficha, seja ela qual for, o meu lado prático coloca-me um ponto final no desejo. Não me levem a mal, é bonito, prático, tem aplicações fantásticas e exclusivas, um ecrã fora de série e uma suavidade de toque exemplar,
mas falta-lhe todo o lado prático que um tablet tem, forçosamente, que oferecer: e um dos mais importantes é a liberdade.
Se fico dependente de um carregador exclusivo e esquecido lá em casa e se não encontrar uma alma que me possa emprestar o seu (e tem de ser dos modernos, pois os anteriores são incompatíveis) para uma carga rápida, de que me serve o melhor tablet do mundo? Esta é a minha eterna questão com a Apple.
Se fico com pena por não poder ter um dos novos e dedicados microfones da Rode ou da Zoom, pequeníssimos e que se ligam somente com um click? Claro que fico. Mas, menos bons ou bonitos, existem alternativas para os outros tablets. Finalmente, a questão do preço. Numa altura de crise profunda, será que o fashion statement ainda salvará a Apple, ou o momento… dourado… já se foi?
De qualquer forma, e para concluir, se me oferecerem um ficarei todo contente. Desta forma, a questão racional não se coloca, não é?
Preços e características técnicas
Modelos | Wi‑Fi | Wi‑Fi + Cellular | |
|---|---|---|---|
Capacidade e preço5 |
|
| |
Tamanho e peso6 |
|
| |
Conteúdo da caixa |
| ||
Ecrã |
| ||
Processador | A7 com arquitetura de 64 bits e coprocessador M7 | ||
Sem fios e rede móvel |
|
| |
Câmaras, Fotografias e Gravação de vídeo | Câmara FaceTime HD
Gravação de vídeo
Câmara iSight
| ||
Botões e conectores externos | Botões e controlos externosConectores e entradas/saídas | ||
Bateria e alimentação2 |
|
| |
Entrada/Saída |
|
| |
Conector |
| ||
Sensores |
|
| |
Sistema operativo | iOS 7Novo design e funcionalidades no sistema operativo móvel mais avançado do mundo. Em melhor forma que nunca. O iOS 7 inclui
| ||
Localização |
|
| |
Videochamadas8 |
|
| |
Chamadas de áudio8 |
|
| |
Leitura de áudio |
| ||
TV e vídeo |
| ||
Compatibilidade com anexos de email | Tipos de documentos compatíveis.jpg, .tiff, .gif (imagens); .doc e .docx (Microsoft Word); .htm e .html (páginas da internet); .key (Keynote); .numbers (Numbers); .pages (Pages); .pdf (Preview e Adobe Acrobat); .ppt e .pptx (Microsoft PowerPoint); .txt (texto); .rtf (rich text format); .vcf (dados de contacto); .xls e .xlsx (Microsoft Excel); .zip; .ics | ||
Idiomas | Ver lista completa de idiomas compatíveis | ||
Acessibilidade |
| ||
Requisitos ambientais |
| ||
Requisitos do sistema |
| ||








