Se há coisa que tenho receio, é de queimar a pele ao e pelo sol que a cada novo ano está mais agressivo e perigoso. Os alertas, em tempo balnear, para as maleitas que a exposição prolongada provoca, a poucos tira o sono. Vale tudo para se ficar bronzeado. Sim, confesso que é bonito ver um corpo bem torneado e com uma corzinha, mas o cancro espreita e o aumento de casos deveria ser, por si só, o alerta suficiente.
Como este é um problema global e urgente, há quem tente encontrar soluções para obrigar os banhistas a ficar… à sombra. É o caso do projecto Shadow Wi-Fi da empresa Happiness Brussells que está a ser experimentado em Playa Agua Doce, no Perú, antes de rumar para outros destinos, como EUA e Nova Zelândia.
O processo é simples: constrói-se uma parede e coloca-se uma antena direccional num determinado ângulo, apontada exclusivamente para a área coberta pela sombra. Um sensor capta o movimento do sol e roda a parede a acompanhá-lo, criando sempre um espaço com sombra. Desta forma, obriga-se a malta (até 250 utilizadores ao mesmo tempo) a ter que se mexer em vez de estar deitada a queimar a pele.
Uma ideia urgente para Portugal.







