É afro-americano? Africano, Oriental? Indiano? Então saiba que pode enganar os sistemas de reconhecimento facial cada vez mais em voga (ler aqui). Estes problemas são complicados de ultrapassar, uma situação reconhecida por cientistas da Universidade da Carolina do Norte ao provarem que um grande número de sistemas de reconhecimento foi enganado por imagens 3D criadas em computador (modelos tridimensionais sacados e trabalhados a partir de fotografias do Facebook).
Esta equipa “roubou” 20 identidades sociais (com a facilidade com que os hackers conseguem), criou imagens 3D (a partir de um scanner e impressoras 3D, um investimento de 3 mil euros), juntaram uma pitada de animação gráfica principalmente nos olhos, sombras e textura. O resultado sugere fotografias tiradas com uma má câmara e qualidade esborratada mas que chega e sobeja para enganar os mais sofisticados equipamentos de reconhecimento presentes nas fronteiras, por exemplo. E, atenção, os melhores renders com uma ligeira animação e sombras enganaram quatro de cinco sistemas, o que é demasiado grave.
Solução? A mais imediata é acrescentar um novo elemento ao exame de reconhecimento que pode ser radiação infravermelha para mostrar o calor do rosto que está a ser sondado. Terá custos, mas é o caminho.




