Os novos Sony LinkBuds são uns inovadores auriculares sem fios com círculos abertos, que podemos chamar buracos, em vez das tradicionais pontas com esponjas que inserimos dentro do canal auditivo.
Esta evolução, que também é uma revolução, deixa entrar mais ruído ambiente, o que é óptimo para quem gosta de ouvir música enquanto faz o seu treino, quando caminha na cidade e quer ouvir o trânsito, e deveria ser obrigatória para todos os idiotas que andam de bicicleta ou trotineta com auscultadores fechados que, na minha óptica, deveria ser ilegal.

Enfim, voltando aos LinkBuds, estas “entradas” também têm outra grande vantagem imediata: ficam por cima do canal e não lá dentro, o que não é intrusivo e não magoa o nosso canal.
Mas há mais, ó se há!

A forma e o formato
Vou dizer já o que penso: gostei francamente desta ideia e, acima de tudo, do que ela proporciona.
A chave para o sucesso da LinksBuds é o seu formato dividido em duas partes distintas.
São auriculares minúsculos, redondos, com halos forrados em acabamento prata que se “deitam” sobre canal auditivo, suspensos nos ouvidos e que são ajustados através de confortáveis (e permutáveis) laços de silicone. Vem tudo e mais alguma coisa no pacote (sem plásticos).
Uma segunda secção arredondada é onde está a electrónica, bateria e todos os elementos técnicos. A junção de ambas é um pouco estranha, principalmente na mão. Mas basta agarrá-los para lhes perceber a beleza e o tamanho diminuto. Aliás, até tirei fotografias a mim próprio a usá-los e que de frente ninguém sabe que estou “equipado”.
Podemos escolhê-los em cinzento ou branco, com ligeiro polvilhar tipo gotas que lhes conferem um design moderno.


A tecnologia que tudo muda
Em vez de usar drivers de condução óssea ou microfones para mimetizar artificialmente o som que nos envolve volta – a famosa “transparência” – os drivers em forma circular deixam entrar os sons do mundo através do buraco no meio da pequena circunferência a que chamo “alargadores”.
Estes LinkBuds não têm cancelamento activo de ruído, muito pelo contrário, o que eles querem é mesmo deixar passar o ruído e, sendo passivos e tendo este design que fica totalmente dentro da orelha, fazem um trabalho notável e não ouvi ruídos parasitas como o vento enquanto caminhava.
Isto é muito bom, acreditem!
O problema é que temos de aumentar muito o nível do som do equipamento que emite a música para a conseguirmos ouvir bem, pois com níveis mais baixos, é mais um acompanhamento que um real mundo acústico.
Outro problema, para os mais tímidos, é que, como são abertos, em volume alto deixam escapar para fora o que ouvimos o que pode ser desconfortável para quem vai ao nosso lado no metro.



No dia a dia
Mais uma vez, a Sony tem na aplicação própria todo um mundo de ajustes, melhorias e personalização. Uma das boas surpresas é o ajuste automático do volume conforme o ruído do ambiente. E não é que funciona?
E depois os controlos tácteis que, desta vez, não são no próprio auricular mas na parte da têmpora logo à frente, ou seja, na pele!
Tocamos duas vezes nessa área para tocar ou pausar uma música, o que significa que quase nunca precisa de tocar nos próprios LinkBuds. Nem sempre funciona, mas só o facto de ser como é, faz-me sorrir. Isto é evolução!
A caixa é tão pequena que até nos esquecemos que a transportamos, mas vale mais cinco horas e meia de reprodução, uma vez recarregando os LinkBuds. A bateria não é famosa, portanto, nunca se esqueçam desta caixa que tem um botão ao lado da ficha USB-C para emparelhamento e uma luz verde frontal para nos avisar que estão carregados.
Como são IPX4, podemos suar ou até apanhar algumas gostas de chuva sem problema.



Concluindo
A experiência é, a todos os níveis, diferente. Não estamos habituados a este tipo de som e de controlo táctil, os buracos são novos, a transparência é real, o som nem é nada mau, faltando-lhe apenas graves para nos dar aquele “aconchego” e são tão pequenos que vai ser fácil perdê-los (muitas vezes fui tocá-los para ver se estavam no sítio certo).
Estou apaixonado pela ideia, pelo conceito e um destes dias poderei comprar uns porque são ideais para caminhadas, aventuras, estar ao ar livre e ouvir música e ouvir a rebentação das ondas e mesmo assim ouvir um ciclista que vem em cima do passeio alheado do mundo a ouvir a música a bombar num mundo que é só dele.
A Sony, sendo japonesa, sabe o que é o respeito pelo próprio e os LinkBuds são exactamente a resposta certa num mundo cada vez mais enlouquecido.

Preço
180€
E levam com o selo Xá das 5!







