É sempre “revoltante” ouvir uma nova coluna Sony SRS, principalmente se comprámos um modelo anterior. É que a marca nipónica sabe evoluir as suas “peças de resistência” como poucas outras e a vários níveis, estando o design e a qualidade de som à frente de muita concorrência.

O que nos oferece a Sony SRS-XG300
Ao pegar na caixa percebi imediatamente que a Sony XG300 poderia ser uma “bomba” sonora, pois o peso não me deixou indiferente.
Esta coluna ainda é portátil e tem uma pega muito bem engendrada (que se arruma no topo para ficar escondida, ou seja, retrátil).
Quando escrevo “ainda é” é porque precisamos de ter alguma força para transportar os três quilogramas, portanto, há que ter isto em consideração se a quisermos transportar para fazer barulho na praia, o que desde já preço que nunca o façam. A praia é de todos para todos.

O corpo
Em formato cilíndrico, com dois radiadores passivos em cada extremo voltados para fora e totalmente revestida por malha de tecido, esta Sony não é pequena mas, devido à neutralidade dos tons cinzento e preto, pode ficar num canto sem dar nas vistas.
Devido a este acabamento, é impossível perceber visualmente a colocação frontal de duas unidades centrais com diafragma não circular denominadas X Balanced que estão ladeadas por dois tweeters, o que nos oferece seis saídas de som no total.


Um pouco abaixo da pega retrátil estão colocados, à esquerda, os botões Power on/off, emparelhamento por Bluetooth e o “especialíssimo” Mega Bass que, vos garanto a e avanço, uma vez premido, oferece um boost nos graves tão profundo, dinâmico e vivo que julgo ser a primeira vez que a Sony consegue um equilíbrio total perfeito neste tipo de colunas, ao invés de preferir apontar para uma sobre exposição desta frequência.
No lado direito, mais três botões: play/pausa que duplica função para atender e desligar chamadas telefónicas e os botões de volume. Tudo muito simples com grandes legendas brancas que não permitem qualquer confusão.

As ligações
Uma pequena portinhola na traseira esconde as ligações: mini-jack / aux in, USB-C in e USB-A out que serve para, por exemplo, recarregar um smartphone ou um leitor MP3.
Cada carga de 10 minutos promete 70 de reprodução. E no total, a Sony aponta que são 25 as horas que a festa pode ter sem o som ir abaixo.

As razões para a qualidade de som
Com três modos de som (Clear Audio +, Mega Bass e Live Sound), uma equalização de raiz bem definida e compatibilidade com muitos codecs, inclusive suporte LDAC que tem a vantagem que sabemos sobre o SBC ou o aptXHD (velocidades de transmissão, etc.), esta coluna oferece ainda mais possibilidades de customização através da app própria da marca, o cada vez mais completo Sony Music Center. É que é mesmo à vontade do freguês.
- TIPO DE COLUNA
- Woofer (E/D)/Tweeter (E/D)
- TAMANHO DA COLUNA
- Unidade Tweeter: aprox. φ20 mm, Unidade Woofer: aprox. 61 mm x 68 mm
Tudo isto, e não esquecendo que os woofers estão fisicamente bem separados, coloca-nos em sentido. Se escolhermos um equipamento de reprodução de última geração, com Bluetooth 5.2 (os perfis compatíveis são A2DP, AVRCP, HFP e SSP), e carregando no preset Hi-Res Áudio, obtemos um som dinâmico, forte, pujante, muito bem detalhado e superiormente definido.
Parece que estou a exagerar, não é? Mas, confesso, esta é uma daquelas colunas portáteis que pode, para a maior parte das pessoas, fazer a vez de uma aparelhagem completa com amp, cd, rádio, k7, gira-discos e duas colunas mais móvel.
Sendo IP67, pode levar com água e poeiras, pois está preparada para lhes sobreviver o que, convenhamos, é excelente para levar para uma praia deserta, campo ou piscina de amigos com pais ricos que ainda podem pagar as contas de água e electricidade.
Mas nem tudo é fantástico: se o Mega Bass nos dá mais embalo e convida a bater o pé, já o Live Mode é, quanto a mim, uma aberração sonora. É um modo que deseja replicar as músicas como se estivéssemos a ouvi-las ao vivo… e acho que não funciona.

Perdoa-se o preço alto?
Chegamos ao ponto mais importante de uma decisão: será que esta Sony vale os 300€ que a Sony (no site oficial) pede? “Ora vamos lá ver” (citando um certo primeiro-ministro): sim, se usarmos os extras. Ou talvez não, pois podemos encontrar bem mais barato algumas soluções que oferecem bom som por metade do preço o que dá para comprar duas e criar um ambiente estereofónico.
Mas de repente…
Vamos então aos extras: um deles é a possibilidade (só de imaginar é fabuloso) de conectar esta Sony SRS-XG300 a mais… CEM! Leram bem, 100 unidades a bombar o mesmo som… acreditem que é daquelas experiências que gostava de ouvir para crer.
Mas bastavam-me duas para ter um som estéreo bem catita na sala (modo Stereo Pair), principalmente se emparelhadas com o televisor e demais equipamentos de reprodução (Playstation, leitor MP3, etc.).
Temos também os anéis dos woofers com LEDs coloridos que podemos escolher e programar através da App Music Center. Pulsação ao som da música e outros ambientes são possíveis e ficam bem cool se tivermos as tais 100 colunas emparelhadas.
O facto de ser IP67, ter a pega retrátil, gestão da carga da bateria (para protecção extra), e demais mimos, são o diferencial para a muita da concorrência e é tudo isto que também encarece esta coluna. portanto, o “Sim” volta a ter muita força depois de ler estes parágrafos.

Conclusão
Se vale os 300€ pedidos? Para mim, vale, mas precisaria de 600€ para as colocar em Stereo Mode, pois deve ser espectacular ter este tipo de solução na sala.
Como me confesso como um nerd nestas coisas do áudio e dos codecs, da alta resolução e essas coisinhas, esta Sony tem um índice de características que me preenche os requisitos.
Mas não comparo este tipo de colunas com as tradicionais, pois são dois mundos, duas fórmulas e dois caminhos diferentes. Cada som na sua caixa, certo?
Resumindo, se procuram uma solução transportável e de grande qualidade de construção e informação musical, podem apostar na Sony SRS-XG300 sem medo! Mas não façam barulho na praia ou esplanada, por favor.






