A designação oficial é “purificador de ar”, ou seja, melhora a qualidade do dito que respiramos e promete um ambiente mais salutar. Vivi uns meses com o Philips Series 800, um modelo cilíndrico, de dimensões generosas, cujo preço não assusta e promete arrasar com 99% dos vírus, alergénicos e poluentes (confesso que não fiz essas medições).

O Philips Series 800
Existem modelos sob esta designação com esta ou aquela característica, mas todos se apresentam neste corpo não muito compacto, mas com linhas subtis e que podem ser enquadradas em qualquer tipo de decoração ou espaço, desde que haja uma tomada eléctrica vazia.
Está indicado para espaços com cerca de 20m2 mas, na verdade, trabalha bem noutros um pouco maiores, desde que seja bem colocado e que as janelas ou portas estejam fechadas. Aqui não se quer circulação de ar entre divisões mas procura-se a filtragem dos pólenes e derivados num espaço circunscrito.
Este purificador é minimalista: pesa dois quilogramas, tem quase 40cm de altura, 25 de diâmetro, gasta 20W (que passou a ser uma medida importante para o “novo” custo de vida), mas onde brilha é no triplo sistema de filtragem (Pré-filtro, Nanoprotect HEPA e Carbono activado) que tem uma duração de um ano antes de se proceder à substituição.
Instalação e funcionamento
Se bem que a unidade que me chegou para análise já tinha siso experimentada por colegas, sei de antemão que é melhor avisar os potenciais clientes antes da primeira utilização: há que tirar o plástico do filtro novo antes de carregar no “power”. Este passo faz-se virando o cone ao contrário. É pela base que se abre o 800 e por onde temos acesso aos filtros.



Para começar a trabalhar, basta carregar no único botão físico presente na unidade (on/off) situado acima da entrada para o cabo AC.
Convém afastar o 700 das paredes, não muito, mas cerca de 20 cm, para o sistema trabalhar sem obstáculos de maior.

A ventoinha fica colocada no topo do corpo, onde está também o botão táctil de função, que serve para alterar os modos de função como um indicador do status do filtro. Ou seja, e por ordem, temos os modos Sleep, Auto e Turbo. Na maior parte do tempo deixei-o em automático, o que também serviu para perceber como o Philips 800 tratava o ar.
Os sensores
O sensor está colocado na parte traseira do cilindro, ou seja, por cima da ligação AC, e serve para detectar as partículas PM2.5 em tempo real.

Como o sensor também mede a qualidade do ar, e mantendo o equipamento em modo automático, sabemos que está a trabalhar quando, num repente, altera o modo de funcionamento. E, bastas vezes em casa, fui brindado com o modo Turbo o que demonstrava que o ambiente não estava assim tão próprio para consumo humano, como o barulho deste modo Turbo era demonstrativo do esforço que a maquineta fazia para limpar o ar.
E sim, faz-se ouvir, o que, infelizmente, é a grande crítica que lhe faço. Quando começava a soar com mais veemência, quase que me convidada a espreitar a cor presente no botão táctil e, por isso, posso dizer que há quatro: azul, quando o ar está ok, um azulado arroxeado, o segundo passo mas que ainda demonstra que a qualidade do ar é suficientemente boa, mas depois surgem o vermelho arroxeado, o que já não é famoso, para culminar num vermelho vivo que nos diz para “sairmos dali”.

O modo Automático é, sem sombra de dúvida, o estado por qual devemos optar, isto porque trabalha… sozinho. E é simples, pois não precisamos de Apps nem de ecrãs informativos para sabermos como está o nosso ar. Basta olhar para a cor exposta e ouvir o barulho das ventoinhas.
A marca diz que o sistema avisa quando for necessário a troca do filtro, o que também é uma mais-valia de todo o sistema que é muito simples de compreender e exige uma interacção mínima.

Conclusão
Sabemos bem que, nas grandes cidades, a qualidade do ar é medíocre. Não sei se se apercebem, mas basta estar no carro atrás de uma fila parada para o nosso nariz acusar a diferença. E já nem falo dos idiotas que retiram filtros dos escapes ou dos amantes do diesel que teimam em fazer a revisão no “amigo”. O ar é mau, ponto final.
Transportando esta realidade para casa, onde há inúmeros elementos que diminuem a qualidade do dito e que respiramos desde acordados e a dormir, é de “bom tom” pensarmos em equipar a divisão onde estamos mais tempo com um destes equipamentos.

Pelo menos, sabemos que estamos a fazer algo pela nossa saúde. Este purificador de ar vem ajudar ao nosso conforto.
Preço
Não é caro, custa à volta de 130€, o que são quatro idas à farmácia quando se tem pessoas doentes em casa. É fazer as contas e perceber que este tipo de equipamentos ajuda à nossa segurança, neste caso, física.









