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Dynabook Tecra X40 F-13Z, a análise a um novo laptop empresarial

João Gata por João Gata
Abril 6, 2020
Dynabook Tecra X40 F-13Z

Dynabook Tecra X40 F-13Z

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Os mais atentos perceberam que Tecra vem de tempos idos, os tempos gloriosos de uma marca que cedeu os seus trunfos e conhecimentos à Dynabook

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Dynabook Tecra X40 F-13Z

O Covid-19, comummente conhecido por (novo) Corona Vírus, veio transformar – e muito – o mercado de venda e distribuição de informática, para não falar de todos os outros sectores económicos. E se há segmentos que conhecem uma enorme quebra de vendas, outros há que não têm mãos a medir e os stocks começam até a ficar curtos.

São os bens que passaram a ser necessários para o vulgo teletrabalho, ou seja, fazer da casa um prolongamento do escritório. E de um mundo de reuniões por tudo e nada e encontros nas copas para um cafézinho, milhares de profissionais viram-se confinados à mesa da cozinha ou parte da sala para montar um espaço que dê para, simplesmente, trabalhar.

Não vou estar com rodeios. Esse espaço continua a ser familiar, com os perigos que ter crianças, adolescentes e animais de estimação implica. Ou se tropeça no cabo e atira-se ao chão o que lhe está agarrado, ou os papéis perdem-se no meio dos TPC ou aquele caixote cheio de ficheiros foi totalmente rasgado pelo gato Pompom. Não é, de todo, fácil.

Temos então de ser espertos, mais a mais porque não sabemos como será o dia de amanhã e todos falam de uma crise pior do que a que ainda estamos a tentar sair. Ou seja e para bom entendedor, o teletrabalho veio para ficar e, infelizmente, não pelas boas razões.

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Windows Hello

O novo mundo da teleconferência

O escritório ideal é como o meu: um grande monitor, um bom PC, uma excelente webcam e todo um arsenal de áudio profissional que passa por mesa de mistura, gravadores digitais e microfones profissionais.

Mas isso é para quem reservou meio andar da casa para uma espécie de escritório, com todo o caos que isso implica (principalmente quando falamos em receber caixas e caixotes com material para análise).

Mas para o comum dos mortais, nada disto é necessário e é até muito simples fazer a teleconferência através dos aplicativos clássicos ou da moda, gratuitos ou pagos, através de um simples computador portátil. Ou até mesmo, para ser lesto, de um tablet ou microfone.

Mas pensemos agora no famoso “profissional em movimento” que passou a ser o “profissional em confinamento”.

Habituado que tem estado aos Dell e aos Thinkpad empresariais, este profissional percebeu que chegou a hora de investir num laptop com as características de segurança e reputação que lhe ofereçam confiança.

Os preços dos laptops de gama profissionais não são simpáticos, mas quem os procura precisa mesmo que ele seja estanque a maus olhados e que proteja toda a informação nele inserida e guardada.

Agora das duas uma: ou se gasta sem pensar no topo de gama xpto com corpo em materiais usados pela NASA, leve como uma pena e que tem tudo o que é moderno, ou se pensa em gastar o mínimo mas que resulte numa escolha eficaz, racional e equilibrada. E é aqui que entra o novo Dynabook Tecra X40 F-13Z.

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ecrã 14″

Dynabook?

Os mais atentos sabem que a Dynabook comprou a divisão de portáteis de gama empresarial Toshiba, casa que passou por um mau bocado financeiro e político e que teve de abrir mão do seu portfólio que tantos anos levou a conquistar e manter.

O design e a gama Tecra não enganam ninguém. O ADN é o mesmo, mas muito mudou da primeira geração para esta que acaba de chegar às lojas.

Existem modelos com várias especificações técnicas e de maior ecrã e que facilmente superam os dois mil euros, e foi exactamente por isso que escolhi o mais pequeno, leve e barato de toda a esquadra num tempo de confinamento e que também nos apela ao bom senso

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Leitor ID no trackpad

A aposta na segurança

O Dynabook Tecra X40 tem tudo o que os mais caros oferecem: activação por reconhecimento facial (Windows Hello), um sensor de impressões digitais colocado no trackpad, a Trusted Platform Module (TPM 2.0) para protecção dos dados, protecção de palavra chave e, não menos importante e protecção de password da BIOS.

A única coisa que falta em relação aos modelos maiores é a tampa de protecção da webcam o que também… não se compreende.

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Existe, como é habitual num computador desta gama, um leitor “inteligente” de cartões, como o cartão de cidadão. E digo-vos já uma coisa: à conta deste Tecra, alterei dados no CC, habilitei a assinatura electrónica, pedi renovação do CC da cara metade, alterei a morada da mais velha e tudo isto em minutos. Vale muito a pena ter um leitor destes à mão e a boa notícia é se não está incorporado, vendem-se avulso. É procurar.

Ou seja, e resumindo a parte da segurança, pouco mais podemos pedir de um laptop. As actualizações acontecem a bom ritmo, podemos esconder rapidamente o teclado de olhares alheios e sabemos que temos tudo protegido.

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ecrã retroiluminado

A rapidez de operação

Este Dynabook Tecra X40 tem um processador i5 de 8ª geração, vem com 8GB DDR4-SDRAM (expansíveis a 32) e disco SSD M2 com 512GB.

À partida pode parecer “curto” para o preço, mas na prática tudo corre sobre rodas, o arranque com Windows Hello é ultra-sónico, todas as operações são feitas de forma muito fluída e o modelo nunca se queixou quando o provoquei com edições de vídeo através do Cyberlink PowerDirector.

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Leitor de cartões profissionais e pessoais

As vantagens

Equilibrado e bem construído como está, é pouco ruidoso enquanto se trabalha e a bateria aguenta bem um dia normal de trabalho. A marca diz até 12 horas de duração mas eu nunca fui tão bem agraciado, talvez porque o tenha usado para suites audiovisuais e não processadores de texto ou dados. Se for essa a utilização e com a o gasto de energia a ser controlado por eficiência energética, acredito que até as consiga superar.

O ecrã de 14” tem resolução 1920×1080 em formato 16:9 e é, no caso do modelo testado, é táctil. Confesso que dá jeito de vez em quando, mas é interessante como me esqueço que tenho essa mais valia num portátil, pois nunca tive um que me convidasse a esse tipo de interacção. Contudo, é sempre bom saber que lá está.

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Ecrã táctil

O teclado é retroiluminado mas tem áreas com mais iluminação que outras o que pode causar algum desconforto. Dei por mim muitas vezes a olhar a tecla M devido ao brilho que dela emana. Mas nem tudo são rosas: as operações secundárias através da combinação com a tecla FN são invisíveis à noite, mesmo com o teclado iluminado. Há que memorizar os processos, alguns tão simples como aumentar ou diminuir o volume de som.

As teclas são de boa dimensão, tipo chiclete, mas algo plásticas. Há qualquer coisa que as faz ficar atrás dos teclados da Lenovo e até dos mais profissionais da Logitech. Pode ser o curso mais curto e o som mais artificial, sendo certo que a colocação de certas operações secundárias também obrigam a um tempo de adaptação. Mas, na verdade, já estou a ser muito picuinhas.

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ligações e microSD

As ligações

Neste campo, o Dynabook Tecra, mesmo nesta versão mais pequena de 14”, tem tudo o que se pode desejar: para além do leitor de cartões tipo CC, tem também uma slot para cartões microSD, minijack combo microfone/auscultadores, HDMI de tamanho normal, uma USB tipo A (3.1) e duas tipo C (3.1) que também duplicam como porta de carregamento. E neste campo, está ganho!

Na frente encontramos dois leds que nos mostram a actividade do disco rídigo e se está ligado ou em standby, e não há nada mais a acrescentar.

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as ligações mais tradicionais

No dia a dia

O design é fluído, simples e tem o logo bem visível, o que pode ser contraproducente para o tipo de público que quer conquistar e que sabemos que dão muita importância a este tipo de sinais exteriores de riqueza.

Mas conquistou-me por diversos motivos, principalmente pelo peso pluma (1.2 kg) devido ao chassis em magnésio com padrão alveolar, para maior robustez do conjunto. A cor, denominada Azul Onyx, dá-lhe um toque de classe que é, afinal, necessário.

Se ele me permitiu fazer tudo o que quis, e bem? Sem dúvida. Mas acho curta a placa gráfica integrada ser a Intel UHD Graphics 620. Mas, se for a pensar no tipo de utilizador que procura uma máquina destas, é a escolha óbvia e mais que garantida.

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Uma assinatura importante

Existe um cursor de borracha a meio do teclado com os dois botões de acção esquerdo/direito para quem ainda vem do tempo dos IBM. Pode ser que sirva a alguém mas, para mim, poderiam não estar lá o que possibilitaria aumentar o tamanho do trackpad, talvez o maior “defeito” físico que lhe posso apontar.

Por último há que mencionar a qualidade de som debitada por duas colunas pessimamente colocadas e viradas para baixo quando até existe espaço nas laterais do teclado para montar as grelhas. O som tem tratamento Harman/Kardon o que enche logo o olho, mas na verdade, e mesmo sendo melhor que muitos laptops, estava à espera de mais punch, mais dinâmica e mais graves. Mas serve perfeitamente para uma tele-conferência o que, se formos a ver bem o target principal desta máquina, é a utilização que lhe vão dar em 80% das situações.

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Colunas mal colocadas

Resumindo

Podemos encontrar este Dynabook Tecra X40 a partir dos 1500€ já com IVA. Este modelo em análise deve ser um nadita mais caro devido ao ecrã táctil.

Pela qualidade de construção, suites de segurança reforçadas, Windows Hello, um belo ecrã táctil, um comportamento muito equilibrado e estável e, acima de tudo, pelo peso pluma, este é um daqueles laptops que servem bem mais público que o tradicional empresarial.

Pode até ser a escolha certa para muitos profissionais de variadíssimas áreas que agora precisam de um canto de uma mesa lá de casa para poder trabalhar.

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Dynabook Tecra X40 F-13Z
Tags: Dynabook Tecra X40 F-13ZDynabook Tecra X40 F-13Z análiseDynabook Tecra X40 F-13Z review
João Gata

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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