A Hisense começa a pouco e pouco a fazer-se notar em Portugal através de uma clara aposta comercial. Este novo smartphone poderá acrescentar notabilidade
A Hisense é mais conhecida pelos electrodomésticos e gama de televisores que propriamente os smartphones. Mas não é por acaso que, em todas as feiras tecnológicas, surge sempre com um modelo que nos faz coçar o queixo. Lembro, já com um par de anos, o Hisense A2 Pro com duplo ecrã, o frontal “normal” e um traseiro em e-ink.

A marca tem apostado forte na comunicação e está decidida a fazer de Portugal um mercado importante. Sendo assim, é natural que se comece a ver o logotipo no linear, produtos que começam a estar e a ser equipadados com modelos de outras marcas com mais experiência na matéria.
O Hisense Infinity H12 é, à primeira vista, semelhante (fisicamente) a muitos modelos que podemos encontrar com ecrã a que se chama “infinito” e um notch que preenche parte do topo frontal do ecrã.
Aliás, tanto passa por Huawei como por Asus como por iPhone, tal a é o design a mimetizar os cantos arredondados, a colocação da câmara e do sensor ID.

A máquina
Temos na mão um produto bem desenhado e que está equipado com um processador Snapdragon 450 reforçado com 4 GB de RAM, uma dupla que tem a sua eficácia garantida sendo rápido quanto baste a passar de quadros assim como nas funções diárias.
Uma nota menos boa para os muito curtos 32 GB de memória interna que, com o software e o sistema operativo a reservar muito espaço, obriga à compra e instalação de um cartão de memória.
A operação é fluída, perfeita para quem deseja um smartphone que faça e receba chamadas com qualidade, tenha “sumo” para alguns jogos e que convide à visualização de vídeos através do belo ecrã IPS HD de 6,2″ com 1500 x 720 pixels de resolução.

Este ecrã, com o brilho no máximo, oferece leitura mediana sob a luz do sol, enquanto que no interior serve muito bem todas as operações, inclusive o YouTube (mesmo que nos obrigue a preencher a totalidade do ecrã fazendo zoom manual com os dedos), pois é muito brilhante e apelativo.
Quanto à reprodução sonora, não há milagres: uma coluna mono colocada na base que pode ser facilmente tapada pela mão ou dedo. Mas o som é até alto e bem definido para o que se espera neste tipo de solução.

Características de topo
Não é normal encontrar num média gama certo tipo de funções, mesmo que o diferencial seja menos notório. Mas certas opções são bem vindas num equipamento desta gama. Por exemplo, o reconhecimento por face é tão bom quanto o da Samsung, ou seja, não é perfeito, mas “dá para o gasto”.

Tem até uma tecla de função especial, felizmente programável, mas que vem de fábrica para nos ligarmos directamente ao Google Assistant, o tal que tarda em português (a tecla tem até uma gota verde que só consegui ver com uma lente macro).
Acima de tudo, nota-se que há desenvolvimento em relação ao modelo que vem substituir, o H11 (ler análise ao H11 Lite aqui), o que demonstra também o caminho traçado pelo gigante chinês.

Captações fotográficas
Uma dupla câmara traseira é já a norma do mercado actual. Neste caso, encontramos uma objectiva com 11 MP e abertura f.1/8, o que é interessante, ladeada por uma 5 MP para obter alguma profundidade de campo. O vídeo fica-se pelos 1080p a 30fps, o normal, portanto.
Na frente temos direito a uma objectiva com uns imensos 16 MP com abertura f.2/0 e toda uma suite de filtros de embelezamento para ficarmos muito bem parecidos nas selfies. Aliás, a frontal tem modos até interessantes: intervalo de tempo, HFR (que também são opções na câmara principal, assim como a Panorâmica) e Beleza com vários níveis.

A aposta nas selfies e nas redes sociais é evidente e o intervalo de tempo de forma tão imediata vai, decerto, ocasionar muita gargalhada e boa disposição.
A qualidade não é nada má, principalmente com a objectiva frontal, que se comporta muito bem em lugares menos iluiminados e interiores. Mas nas principais, preciso de mais punch, de mais detalhe e vibração.

A Hisense mima quem a compra
Este H12 tem uma caixa cheia de coisas boas: para além do carregador e cabo, como é normal, junta uns auriculares e um cabo adaptador mini-jack/USB-C.
Mas o que mais dá nas vistas é a capa em silicone para a protecção extra que este Hisense (muito leve) necessita e, atenção, uma película de protecção para o vidro frontal que até tem a sua própria ferramenta de colocação mais um paninho para limpeza. Ora digam lá se não deveriam todos os smartphones oferecer tudo isto a quem os escolhe?

Concluindo
O Hisense Infinity H12 é uma evolução natural de um gama média, sendo influenciado pelos traços que marcam a maior parte dos modelos, com o que isso tem de positivo e menos bom.
Acima de tudo, a simplicidade dos traços e a extrema leveza fazem-se notar, principalmente nesta cor mais feminina e original que calhou em análise, um rosa dourado que é muito elegante e que pode cair no goto.

De salientar também a honestidade e o equilibrio do conjunto, embora considere que o espaço de armazenamento seja curto para os dias que correm, mas que um cartão de expansão resolve sem problemas.
Falta também um led que avise o estado das notificações.
O ecrã X-Infinity dá nas vistas, a bateria com 3500mAh chega para dois dias de utilização normal e alguns parâmetros de segurança fazem-se notar.
PVP: 269€




