A Motorola voltou a acertar no formato flip e o Motorola Razr 60 Ultra é, sem muitos rodeios (já me conhecem), o dobrável mais convincente da marca até à data. Da marca e não só…
Com Snapdragon 8 Elite, 16 GB de RAM, 512 GB de armazenamento e uma bateria de 4.700 mAh com carregamento rápido (45 W) e sem fios (30 W), o novo Razr 60 Ultra vem preparado para enfrentar muitos rivais “candybar” sem medos e de painel desdobrado.
Motorola Razr 60 Ultra: um pacote completíssimo
O que também contribui para esta certeza é o pacote completo: IA integrada para produtividade, dois ecrãs versáteis (incluindo um painel externo OLED de 4″ a 165 Hz), câmaras de 50 MP que aproveitam o ecrã exterior como visor para selfies, e acabamentos exclusivos Pantone em cores como Cabaret, Mountain Trail, Rio Red e Scarab.
Design e construção

O Razr 60 Ultra mantém a identidade da geração anterior mas acrescenta detalhes muito bem pensados: a dobradiça em titânio abre e fecha com mais confiança (e o fantástico “clack” que nos enche a alma, principalmente para a GenX), o vinco central está mais discreto e há agora resistência IP48, suficiente para chuva e salpicos. No flanco esquerdo, um botão dedicado dá acesso imediato à IA, o que no caso da Motorola é já um aspecto muito importante nos seus equipamentos.
Com apenas 199 g, mantém-se leve para um dobrável, mesmo pedindo algum cuidado extra contra poeiras.
Ecrãs
O painel principal AMOLED dobrável de 6,9″ (120 Hz) é um regalo: definição impecável, ângulos amplos e picos de brilho que chegam a ~1.835 cd/m² em HDR e ~1.112 cd/m² em SDR. Traduz-se em legibilidade exemplar ao sol, onde muitos rivais ainda patinam. O formato 22:9 é alto, pede adaptação em vídeo, mas oferece uma experiência mais interessante para jogos e multitasking.
É também aqui que o flip brilha para fotografia e vídeo, funcionando como visor principal das câmaras traseiras



A cobertura de cor ultrapassa folgadamente DCI-P3; se preferires menos saturação, o modo Natural resolve.
No exterior, o OLED de 4″ a 165 Hz é o verdadeiro trunfo: mostra notificações, muitos e variados widgets, atalhos rápidos e até permite correr apps completas sem abrir o telefone, como jogos simples que são um regalo para quem está à espera da chamada numa qualquer urgência portuguesa. Neste campo, é imbatível e a concorrência deveria perceber como é que a Motorola consegue oferecer o que, realmente, todo o utilizador deseja.






Câmaras

A Motorola aposta em 50 MP principal e 50 MP ultra grande-angular. À luz do dia, o Razr 60 Ultra entrega muito detalhe e cores naturais, mais contidas do que no Razr 50 Ultra. Sem teleobjectiva dedicada, o zoom digital 2x e 4x surpreende pela limpeza, e até os 30x podem safar uma foto de ocasião. O modo macro é daqueles que apetece usar, útil para natureza e pequenos objectos.
À noite, o foco é menos consistente e nota-se alguma perda de detalhe. Felizmente, o ecrã exterior como visor transforma selfies e vlogs em resultados muito superiores ao sensor frontal.

Em vídeo, podemos gravar ficheiros até 4K60 ou mesmo uns impressionantes (e também pouco úteis) 8K30: de qualquer forma, é óptimo para captar em ultra-alta resolução e recortar depois para 4K, com estabilização competente e campo de visão generoso. Para vloggers de bolso, é um companheiro sério.
Desempenho e software

Com o Snapdragon 8 Elite e 16 GB de RAM, é um dos dobráveis mais rápidos do mercado. As animações a até 165 Hz ficam fluidas e muito vistosas e as apps/jogos correm à vontade, tanto no ecrã principal como no exterior.
A UI da Motorola sobre Android 15 continua sóbria e com truques que nos interessam pela utilidade: duas apps lado a lado no ecrã grande, qualquer app no ecrã exterior para uso de uma mão, e Smart Connect para ligar sem fios a outros dispositivos, partilhar recursos e até espelhar o telefone num portátil Windows 11.
Nos extras de IA, temos Catch Me Up (resumo de notificações), Pay Attention (grava, transcreve e sintetiza), Remember This (guarda recortes de ecrã, fotos e apontamentos), além de ferramentas visuais para gerar imagens a partir de texto ou esboços. Os famosos Gemini e Perplexity vêm pré-instalados, mas o acesso gratuito é limitado a três meses.
O ponto menos feliz é a política de actualizações: 3 anos de sistema é muito curto face ao que Google e Samsung prometem nesta gama que é mais do dobro.
Bateria e carregamento
Com 4.700 mAh, o Razr 60 Ultra dura um dia de uso misto com conforto, podendo esticar mais com perfis de poupança. O carregamento a 45 W dá 40% em 15 minutos e 72% em meia hora. O sem fios a 30 W é bem-vindo para quem prefere secretária arrumada.
Ficha técnica Motorola Razr 60 Ultra

- Processador: Qualcomm Snapdragon 8 Elite, CPU até 4,32 GHz, GPU Adreno 830, Hexagon NPU
- Memória/armazenamento: 16 GB RAM, 512 GB
- Ecrãs: interior AMOLED dobrável 6,9″ 120 Hz (1.224 × 2.992); exterior OLED 4″ 165 Hz (1.272 × 1.080)
- Câmaras: traseiras 50 MP + 50 MP (principal + ultra grande-angular); selfie 50 MP
- Bateria: 4.700 mAh; 45 W com fio; 30 W sem fios
- Conectividade: 5G, Wi-Fi 7, Bluetooth, USB-C
- Resistência: IP48
- Dimensões e peso: aberto 172 × 74 × 7,2 mm; fechado 88 × 74 × 15,7 mm; 199 g
- Software: Android 15, 3 anos de actualizações anunciadas
Concluindo

O Motorola Razr 60 Ultra prova que o flip já não é brinquedo: é poderoso, prático e compacto, com ecrãs de luxo, desempenho exemplar e bateria que aguenta o ritmo. Brilha na experiência de uso e na criatividade para quem cria conteúdos, mas continua a ceder pontos em fotografia nocturna e na duração do suporte de software.
O preço coloca-o frente a frente com gigantes candybar, mas se queres um dobrável de bolso sem comprometer a performance, este é o flip a bater.
Preço Motorola Razr 60 Ultra
Desde 899€

A ANÁLISE
Razr 60 Ultra
O Motorola Razr 60 Ultra prova que o flip já não é brinquedo: é poderoso, prático e compacto, com ecrãs de luxo, desempenho exemplar e bateria que aguenta o ritmo.
PRÓS
- Ecrãs notáveis, IU poderosa, Processador, memória, bateria
CONTRAS
- Formato 22:9 não é o dieal para ver vídeo




