A Philips Shaver 9000 SkinIQ é uma máquina de barbear. Podem agora questionar porque tive necessidade de trazer às análises do Xá das 5 esta maquineta e a resposta é fácil e óbvia: é uma máquina para fazer a barba que usa inteligência artificial! Quem não fica curioso com isto?

Eis a Philips Shaver 9000 SkinIQ
A série Philips 9000 tem algumas variantes, com mais ou menos acessórios. A versão em análise – Philips SS9975 – tem na caixa uma base de carregamento, um estojo de viagem e uma pequena escova para limpar os pelos das cabeças, para além do cabo. A diferença está na cabeça do corpo que tem um LED que varia de cor e é mais útil do que parece.
Mas o que a torna muito diferente em relação às muitas adversárias é um conjunto de sensores ultra sofisticados e a ligação ao telemóvel por Bluetooth. Leram bem, esta máquina de barbear tem Bluetooth! Mas não ficamos por aqui, pois existe um conjunto de tecnologias que prometem uma barba exemplar. Se a consegue fazer? Têm que ler até ao fim.

A inteligência por detrás do corte
A Philips Shaver 9000 SkinIQ tem um corpo grande, com peso suficiente para percebermos que é sólida e bem construída, o que ajuda a todo o desempenho no acto de barbear, pois ajusta-se perfeitamente à mão, o que é ideal para podermos seguir os contornos da cara, queixo e pescoço.

Para este processo ser rápido e cómodo, a Philips 9000 usa um sistema flexível a que chama 360-D e que é composto por três cabeças independentes e de ângulo variável, assim como todo o conjunto que as alberga e que também se move em qualquer direcção. Esta solução é perfeita e ajuda imenso ao desenrolar dos muitos movimentos que fazemos enquanto nos barbeamos.
Fiz inclusive a comparação com a Braun Série 7 que uso habitualmente e que também tem uma cabeça “3D” mas, por muito que se esforce, está longe, muito longe da engenharia desta Philips, o que me entristece, pois é a minha máquina.

Todo este processo “360-D” é reforçado pelo sensor Power Adapt, que através de uma tecnologia criada para detectar de forma, enfim, “inteligente” que lê a densidade dos pelos até 500 vezes por segundo, vai alterando a densidade do corte e a sua velocidade, para evitar muito esforço, poupar movimentos repetitivos e, por conseguinte, poupar a nossa pele.



Esta pressão, que se quer ideal durante todo o acto de barbear, tem também mais uma ajuda, através do sensor Pressure Guard, que vai percebendo a pressão que fazemos em determinadas áreas da cara e pescoço, e avisa-nos que estamos a fazer bem, assim-assim, ou mal. Passo a explicar: o tal LED que mencionei acima, é a legenda visível deste sensor, pois vai mudando de cor de acordo com a pressão bem ou mal feita que vamos fazendo. E, acreditem, durante estes dias em que fiz a barba com a Philips 9000, percebi que alterei um pouco a minha forma de rapar pelos, fazendo menos força e, obviamente, menos pressão, em determinadas áreas.
As cabeças de corte, aka, lâminas
Se tudo acima reflecte a tecnologia empregue no corpo da Philips 9000, os seus sensores e a adaptabilidade do conjunto, são as lâminas que puxam e cortam o pêlo. Confesso-vos que já tive muitas máquinas – entre elas duas ou três Philipshave – com que fiz a barba ao longo de décadas, mas que me obrigaram a fazer intervalos e usar lâmina tradicional para poupar o pescoço a tanta irritabilidade. É que o ardor e a borbulha resultante de um corte demasiado violento fazem-se sentir ao longo do dia, não é?

Pois bem, a Philips 9000 usa o sistema Lift & Cut proprietário (exclusivo) que quase faz magia, ao levantar o pêlo da própria raiz antes de cortá-lo. Este processo, diz a marca, é conseguido ao nível da pele (até 0.00 mm da dita) e, devido a isso, as lâminas não chegam a tocar na pele durante este milimétrico movimento. Bom, não sei se isto é real, mas do que sei é que a minha pele agradece.


As lâminas duplas Steel Precision, rotativas a 360 graus, estão pensadas para acompanhar o crescimento do pêlo, para cortá-lo de forma natural, independentemente da direcção para onde estejam voltados. É esta a grande vantagem de uma máquina rotativa em relação às demais (leia-se Philips VS Braun, para citar as marcas mais conhecidas) e que, posso confirmar, é para a minha cara, uma mais valia.
Uma área que achei muito diferente do que estava habituado, é a forma pouco agressiva com que as lâminas passam na cara. Percebi que só pode ter a ver com um revestimento protector que se designa Nano SkinGlide e que é composto por 250.000 microesferas por cm2. A Philips afirma que melhora o deslizar sobre a pele até 30%, e só me resta concordar, pois a minha pele não fica irritadiça no final do corte.
A App e o visor OLED
Durante esta complicação por culpa própria, descobri que existe mais que uma App da Philips e, ao invés da Philips Shaving que vem nas instruções, optei pela GroomTribe.





Logicamente que para uma máquina ser inteligente, nem que artificialmente, para além de todas as tecnologias acima descritas, tem que se ligar ao telemóvel para uma série de processos. E a Philips 9000 faz isso por Bluetooth. Confesso que não foi a experiência de emparelhamento mais fácil que vivi, pois é necessário manter a máquina ligada enquanto o telemóvel a procura, e eu teimosamente só pressionava o botão menu que me mostrava o ícone através do visor OLED.




Esta app mostra o estado da bateria, pede limpeza, monitoriza as recargas de líquido, faz o histórico da utilização (pressão, movimentos, duração), para além de dar conselhos em tempo real e demais informações. É realmente interessante e mais útil do que se possa pensar à priori. Se me perguntam se é necessária? Não, mas se a podemos ter, porque não usá-la e ir aprendendo a melhorar a utilização? Serve mesmo para isso e vai ajudar a poupar os elementos da máquina, o que é muito bom.
O visor OLED é útil, tem bom tamanho e as legendas animadas são fáceis de ler. Esta interface é controlado por um botão que, pressionado, escolhe a orientação do SkinIQ, o estado da bateria, a conexão por Bluetooth e conselhos de limpeza.
Portanto, e para resumir o que é afinal a inteligência artificial da Philips 9000, deixo os bulletpoints:
- Sensor Power Adapt
- Revestimento Nano SkinGlide
- Sensor Motion Control
- Sensor Pressure Guard
Demais características
A Philips 9000 pode ser usada em seco ou molhado, com ou sem espuma, é mesmo à vontade do freguês. Pela minha experiência de muitos anos, prefiro barbear a seco porque é mais rápido e mais perfeito. A utilização de cremes ou espumas pode parecer mais suave no acto, mas devido à sujidade que fica nas lâminas, vejo-me obrigado a gastar mais tempo para atingir o mesmo resultado. Mas posso ser apenas eu com esta ideia. Fica a vosso cargo escolher como usar.


Tem ainda um aparador de precisão integrado na pega, na parte traseira, que serve para as patilhas ou até, quem o tem, bigode. Também podemos ver se estamos a fazer bem a operação através da luz LED.
O carregamento, através do suporte incluído ou directamente pelo cabo, garante uma hora de autonomia com carga completa. Ora esta hora, como se vê pelo tempo gasto ao barbear, pode dar para bastantes operações, principalmente se gastarmos 7 minutos por dia.

A limpeza também é facilitada pela abertura rápida (clicando uma vez num botão) da cabeça o que dá acesso às lâminas e motores. Quero salientar aqui uma mais-valia da Philips para a Braun, pois este espaço recebe os pelos cortados quase na sua totalidade. A Braun tanto que os atira para fora como não, o que é notório pela quantidade de adn deixado no pullover.

Conclusão e preço
Vou ser muito rápido: é, simplesmente, a melhor máquina de barbear que alguma vez utilizei.
Há um incrível melhoramento técnico em relação à Philips de topo que usei há oito ou 10 anos e, comparando com a Braun Série 7, é um total Knockout.
Parabéns, Philips!
PVP: 309,99€ (Philips SS9975)





