Tentar dizer em voz alta todo este nome é quase como falar com uma batata quente na boca, mas o que interessa é que este ROG Flow Z13-ACRNM RMT02 (doravante ROG Flow Z13 ou ROG Z13), é capaz de ter sido o computador mais impressionante que já utilizei. E é claro que vou tentar explicar.

Abram alas para o ROG Flow Z13-ACRNM RMT02 aterrar
Digo tentar porque não é fácil transmitir por palavras ou vídeo e foto, o que se sente ao fazer o unboxing deste PC Windows. Nem tampouco entendo quem é o cliente tipo desta máquina brutal. E sim, a brutalidade está tanto no interior quanto no exterior.
Se quiserem ir verificar a lista de especificações técnicas, basta clicar aqui. Mas permitam-me adoçar-vos a boca com esta pequena lista: Intel Core i9-13900H, 32GB RAM, 1TB SSD 4.0 NVMe M.2 SSD 2230, uma gráfica NVIDIA GeForce RTX 4070 com Advanced Optimus e ROG Boost com 1670MHz a 65W (1620MHz Boost Clock+50MHz OC, 50W+15W Dynamic Boost) de 8GB GDDR6 dedicadas, para além de um ecrã ROG Nebula Display 16:10 (2560×1600) QHD de 13,4” com taxa de refrescamento a 165Hz, sem perder brilho ou luminosidade (500 nits), HDR, validado pela Pantone e com suporte para Stylus.

Se já recuperaram o fôlego, é importante salientar que este portátil tem arrefecimento por câmara de Vapor, usa Metal Líquido em vez de massa térmica, conta com TRÊS ventoinhas num design muito específico com tecnologia 0dB, muitas entradas e saídas de ar, tudo montado dentro de uma caixa que mais parece uma armadura, tanto pelo material empregue (alumínio), quanto pelo design robusto e apliques que reforçam o ROG Flow Z13, com cantos e borrachas, que quase nos convidam a atirar o conjunto para o chão para ver se aguenta o choque. E só não o fiz porque tive medo que o chão ficasse todo partido.
A bateria é um conjunto de quatro células Li-ion com 56WHrs / 4S1P.

Capa/teclado
Com teclas chiclet, é retroiluminado, e tem teclas de diferentes cores e arranjos gráficos para os gamers que querem ter os atalhos “ao dedo”. Eleva-se quando preso pelos ímanes para garantir maior conforto na utilização, num ângulo pequeno mas que é o típico destas soluções.
O touchpad é minimamente funcional, mas é a caneta stylus Asus Pen com grafismo dedicado que nos convida a desenhar, construir, editar e finalizar trabalhos gráficos ou edições audiovisuais.

Câmaras
A frontal é de 5MP com infravermelhos para autenticação mesmo com pouca luz, a principal tem 13MP e, como em todas as soluções com este tipo de formato, não sei bem para quê ou quem serve.
Áudio
Confesso que não esperava grande dinâmica e volume, mesmo que a caixa seja maior que o habitual, mas o que é certo é que encontramos algumas tecnologias interessantes e que ajudam a que o som debitado tenha qualidade e que sirva a maior parte das utilizações.
A ver, temos tecnologia Smart Amp, certificação Hi-Res, Dolby Atmos, Smart Amplifier em ambas as colunas, cancelamento de ruído com ajuda IA e três microfones.




Conectividade
Um computador com toda esta dinâmica está apontado para um utilizador muito exigente, a quem chamamos hardcore, e que vai usar este ROG Flow Z13 em trabalho “pesado”. Daí ser uma óptima notícia perceber que a Asus ROG conseguiu enfiar neste “tablet” as seguintes ligações:
1x 3.5mm Combo Audio Jack
1x USB 3.2 Gen 1 Type-A
1x USB 3.2 Gen 2 Type-C support DisplayPort™ / power delivery / G-SYNC
1x Thunderbolt™ 4 support DisplayPort™ / power delivery
1x ROG XG Mobile Interface and USB Type-C combo port (with USB 3.2 Gen2, support DisplayPort™ 1.4)
1x card reader (microSD) (UHS-II)
A “pega”
Naturalmente que não se compra uma destas unidades a pensar no peso, mas fiquei agradavelmente surpreendido pelos 1.32 kg, o que é notável com toda a carapaça. Já as medidas não enganam, e será difícil esconder este ROG Flow Z13 numa mochila pequena: 30.2 x 21.4 x 1.56 ~ 2.00 cm.


Felizmente, a carapaça abriga também um stand, muito forte e adaptável tanto em modo horizontal como em modo tablet, como os Surface da Microsoft, para ficarem com a ideia, mas neste caso reforçado também nos cantos.



Por falar em pega, esta versão muito equipada e com imensos extras que me chegou, tem a Stylus, um saco, e correias para podermos transportá-lo de variadas maneiras (como podem observar nas fotos acima), e que até nos ajudam a perceber para quem, afinal, este “monstro” foi pensado.
Em utilização
Ter na mão um computador com este aparato visual, não me deixou indiferente. Mas, como é lógico, submeti-o aos programas que uso profissionalmente na minha vida de festivais de cinema, e um deles é o processo de criar DCPs (digital cinema package), bastante puxado e demorado.
Não estava à espera de nenhum soluço neste aspecto e, como tal, toda a produção de um DCP de 90 minutos fez apenas com que a ventoinha disparasse para níveis muito moderados. Para terem uma noção, produzo DCPs numa torre bem ventilada e com os mesmos 32GB de RAM, com um M.2 rápido, e este ROG Flow Z13 conseguiu ter um comportamento similar, o que é uma excelente notícia.


Não é todos os dias que se tem à frente uma unidade como um tablet que possa fazer isto sem qualquer tipo de problema. Claro que a gráfica é também garante de sucesso, e a conclusão é que quase poderia trocar a minha torre por este ROG sem qualquer dúvida. Sim, é o quanto gostei dele.
Passei depois para a edição de um pequeno vídeo com o Da Vinci Resolve, um programa que necessita de muita “stamina”, principalmente na correcção de cor quando a fazemos a FF. Também aqui, o ROG Z13 esteve à altura, demorando o mesmo tempo que a torre no que respeita a renderização.
Tudo isto demonstra que este tablet é um computador “leve” e transportável que pode realizar funções muito pesadas em qualquer lado, o que é realmente notável, pois pesa menos de 1,5 Kg e não ocupa muito espaço numa mala.
No meu dia-a-dia, tenho que carregar um laptop Gaming de 15” que deve pesar sensivelmente o dobro mas que é imprescindível porque tem uma RTX montada e conectividade q.b..

E agora… o preço
O nome ACRNM (Acronym) é de uma marca de roupa (espectacular, diga-se) e acessórios que fez uma joint venture com a Asus para lançar um modelo específico para o jovem urbano neo-depressivo e nómada digital bem na vida. E sim, há que estar bem na vida para gastar cerca de QUATRO MIL EUROS (ou 3.999,99€ para ser purista) para comprar este modelo específico. Sim, leram bem, é puxadote, mas o style é everything num mundo de opinadores e influenciadores digitais.
Contudo, este valor inclui todo um grafismo próprio colocado em cima do Windows 11 Pro, sons de acção exclusivos e software dedicado, para além de toda uma carapaça original e bem sacada. O valor também se dilui quando trabalhamos a sério com esta unidade e percebemos que podemos fazer tudo e mais alguma coisa. Pode também ser uma excelente máquinas de jogos para o “jogador em movimento”.





