A Xiaomi Mi Band 7 tem uma extraordinária relação qualidade/preço, duração da bateria, forma, e funcionalidade.
Embora possa parecer, à primeira vista, que não mudou muito, a Mi Band sofreu algumas alterações muito ligeiras que a levam a tornar-se a parceira ideal para a monitorização diária do nosso estado físico, quer emparelhada com Android ou até mesmo iPhones.

Xiaomi Mi Band 7: o design
A Mi Band 7 tem um ecrã Full AMOLED com 1,62” e 326ppi.
É um ecrã mais generoso e utilizável do que esperava, o que é inesperado. Apesar de me faltar sempre um botão back ou qualquer outro físico, acabei por me adaptar à navegação por gestos com todas as informações bem legíveis ou até muito animadas e coloridas.
Apesar de, pelo tamanho, ficar saturado de informação, saltar faixas e notificações de leitura parece mais “analógico” do que através do visor do smartphone.
A primeira conexão, confesso, foi dramática. Não conseguia ler o código QR, quando tentava conexão e quando procurava a 7 só me aparecia até à 6, etc., drama que me foi acompanhando durante três dias e que, parceiros que a tinham recebido na mesma altura, não o passaram.
Ainda bem que tinha um smartphone de teste Xiaomi pronto para ser devolvido mas que recomecei a usar para perceber se havia algum problema relacionado com outras marcas, e foi assim que me dei conta da possibilidade de reconhecimento da 7. Mas os problemas continuaram e foram sendo ultrapassados à medida que ia sendo avisado com notificações na própria Band, visto que nunca a tirei do pulso.
E, lá está, após três dias, era todo um frenesim de activo de emparelhamento notificado.




Mostradores
Pois que a Band 7 vem com, salvo erro, meia dezena de opções, mas basta fazer a ligação com o smartphone para ter acesso a muitas outras o que, confesso, é obrigatório para quem não quer dar nas vistas ao bracejar.
Sim, a Mi Band 7 tem inúmeros parâmetros para se ligar, desde o always on, ao movimento do pulso, ao estar apenas com o ecrã de poupança de energia, mas teste que é teste é tudo ligado e “sempre a abrir”.
Logicamente, com mais funções ligadas, maior perda de vida útil da bateria, mas vale a pena porque se pode ver o relógio num relance sem ter de activar ou de qualquer outra forma se envolver fisicamente com a Mi Band 7.
Muitos dos mostradores permitem alguma personalização por sectores, o que é bastante útil. Por exemplo, prefiro saber a percentagem que tenho de Band ao batimento cardíaco.
A MIUI também acrescentou Super Wallpapers, que são interessantes mas nem sempre a melhor opção. E com a aplicação Zepp Life é possível seleccionar a partir de uma vasta escolha de desenhos, desde os mais informativos à arte abstracta.

Conforto
Com um peso de apenas 13,5g e um tamanho pequeno, nem sequer percebemos que estamos a usar uma coisa no pulso. Sim, é um sentimento real, mas o mesmo não se passa à noite. O desenho oval com com base rectilínea, pode incomodar ao longo da noite e a pulseira em silicone também pode criar alguma alergia. Aconteceu comigo.
Usar a Mi Band 7 enquanto tomo um duche ou mesmo um mergulho na piscina não é sequer um problema porque é à prova de água até 5ATM. Mas sequem-na depois (quem avisa, amigo é), pois a alergia ao silicone pode acontecer a muitas pessoas.
Rastreio de aptidão física e saúde
Para corridas ou caminhadas mapeadas, ainda precisamos de usar o smarphone, pois não há GPS a bordo. Isto pode ser um problema para quem corre km e quer ir levezinho. Mas para esses há Garmin’s e outras marcas que fazem esse papel.
Mas, num repente, e se estudarmos o menu, temos 120 modos de treino memorizados no software.



Em comparação com os 30 modos da anterior, é um aumento de quatro vezes. Juntamente com os pontos de dados de carga de treino, há também possibilidades de dados de rastreio do modo de recuperação.
Embora não possa falar muito bem da precisão, há várias possibilidades que anulam muitos smartwatches que são muito mais dispendiosos. Talvez seja melhor ter em mente que o rastreio de treino automático por vezes demora um pouco para começar a trabalhar. Não podemos querer tudo numa maquineta de meia centena de euros quando temos de pagar quase mil por um Garmin, certo?
Podemos seguir toda a informação de saúde e fitness ao Google Fit através da aplicação Zepp Life (anteriormente MiFit). Para que seja mais simples determinar quando é que realmente usámos a banda ou outro equipamento ligado à nossa conta Google, estes dados são marcados dentro da aplicação Fit.

Bateria e recarregamento
Aconselho a reduzir a monitorização contínua do ritmo cardíaco para uma vez a cada 30 minutos, no máximo, a fim de ajudar a garantir que conseguimos a maior duração da bateria.
A Mi Band 7 também tem as suas manhas e, passando a primeira fase problemática de emparelhamento e reconhecimento, consegui quatro dias na primeira carga com tudo ligado, cinco na segunda e estou em crer que a coisa poderá aumentar até aos famosos “14 dias” que são anunciados.
Mas estou-me “borrifando” para isso. A verdade é que uso um smartwatch topo de gama que me obriga a recarregar em cada dois dias, o que, é sempre chato. E uma das coisas que mais quero saber, são os meus registos de sono.
Pois com a Xiaomi Smart Band 7 percebo que a minha média são sete horas e meia. Mesmo com seguimento de oxigénio no sangue (Sp02) e tudo e mais alguma coisa ligada, à excepção das notificações que ficam a “dormir” das x às y de noite.
A Xiaomi de 50€ não me incomoda o sono como o xpto de 300€ de formato circular. E os dados pouco diferem (sim, cheguei ao ponto de usar uma em cada pulso e mudá-las de um para o outro pulso na noite seguinte).
Mas há que fazer qualquer coisa em relação ao cabo proprietário. É complicado juntar os grampos, mesmo com algum íman, e é sempre mais um cabo para transportar e perder.

Concluindo
Confesso que não estava à espera de tanta informação, medição, utilização e conforto de utilização de uma Band que não me assenta bem no pulso. Pior, nunca fui fã deste tipo de formato, pois sempre o achei estranho e pouco elegante.
Mas tenho de dar os parabéns à Xiaomi que consegue, por 50€, dar-me 80% da informação do Watch 4 que uso. Sim, sei que são coisas diferentes, mas para quem teína, não são. O que se quer são medições e é isso que a Mi Band 7 oferece.
Ainda podemos usar o player para passar as músicas para trás ou adiante, o que ajuda muito quem pratica desporto e quer ouvir a sua playlist.

Quando vou caminhar (nunca corro, pois isso faz mal aos joelhos), o que me interessa é alguma coisa que me ligue aos auriculares Bluetooth e me dê música.
A Mi Band 7 ainda obriga à proximidade de um smartphone que, quando estamos a falar de monstros de quase 7”, é chato de transportar, mesmo numa coisa plástica que se amarra ao braço.
E se este é o único ponto negativo que consigo encontrar, para além da falta de dois botões (o que querem, sou antigo) e do cabinho proprietário, o que se pode concluir em relação à Xiaomi Mi Band 7? É fabulosa e vale bem mais do que a marca pede por ela.
Preço
59€






