Antigamente, na minha meninice, um carro (mesmo novo) não tinha um equipamento sonoro que fizesse jus ao nosso gosto e expectativa. Lembro-me bem do meu primeiro carro, um Polo Coupé que o meu pai avançou porque o meu primeiro emprego foi na Amadora e sem horário (produtora de vídeo) e que fui pagando como pude durante os sete anos que o guiei. Mas o carrito vinha sem equipamento sonoro. À altura, nem um extra era, pois a única coluna montada de raiz ficava ao centro do tablier. Foram os pais da namorada da altura, uns príncipes (sim, de verdade), que me ofereceram no Natal um brutal auto rádio com cassete da Pioneer e mais quatro colunas que deram um trabalhão a montar.
Hoje, chega-se ao stand e questiona-se o “sistema” que perde pontos se não tiver bluetooth, USB, 3,5mm e GPS.
Mas tudo isso é pré-histórico se levarmos em conta o interface Android Auto. Não é uma questão de inteligência e capacidade técnica (isso já vimos nos fabuloso Sony ou Pioneer de última geração), mas sim de praticabilidade. O sistema reconhece e aceita comandos de voz para fazer chamadas, escolher música, marcar destinos no Google Maps, assim como recebe informações detalhadas sobre o trânsito e o melhor café mais próximo para podermos relaxar durante meia hora enquanto o caos de desvanece.





