Um artigo online da versão britânica da Wired levanta uma questão importante e que é comummente relegada para segundo plano.
Qual a importância das mulheres na tecnologia mobile, as suas escolhas, força, objectivos e entendimento? A surpresa pode ser grande para muitos… mas não para mim.
Talvez por deformação profissional, tenho a tendência para memorizar dados estranhos e experiências fora do comum para depois perder (ou ganhar) algum tempo na sua análise (que pode surgir anos depois). Uma delas é ter percebido, desde tenra idade, que aquando a compra de um automóvel novo, o macho pensava no modelo e no motor, poder, capacidade, amortecedores e nível de óleo aos 100, enquanto a fêmea olhava os interiores, padrão dos estofos, qualidade dos acabamentos e vida a bordo. Ah… e aqui é que está o busílis, era ela também que escolhia a cor do veículo.
Essa vossa memória funcionou? E que tal, concordam? Por muito que o pai quisesse o Opel Manta ou o Alfa 2000, a mulher queria o Opel 1604s ou um BMW 1602. Sim, esta experiência vem de 1970 e tal. Mas hoje, em conversa com a minha mulher, fiz esse teste: na rua estava aparcado um dos novos Lancia Ypsilon, todo cheio de estilo (quanto a mim feminino), cromados, curvas e contra curvas e modernismo q.b. Ao apontar-lho inquirindo uma conclusão, ela apenas respondeu “não gosto de carros brancos”. E a conversa ficou logo por aí, não houve mais diálogo, nem quando apontei o truque de esconder os manípulos de abertura das portas traseiras (inaugurados no fabuloso Alfa 147).
Então, o que se passa no mundo tecnológico e porque é que vejo tantos portáteis e smartphones cor de rosa nas montras e prateleiras comerciais e é raro encontrá-los a funcionar no dia a dia?
Simplesmente, e devido às conclusões do estudo da Strategy Analytics , isso não interessa nada. As mulheres até gostam do cor de rosa, mas também gostam do restante arco-iris. E sabem que mais? Até os homens gostam de poder optar por uma diferente cor para o equipamento que transportam todos os dias, embora a maioria só consiga passar do preto para o prata, do prata para o cinza azulado e depois para o branco iPhone (mais porque era difícil de comprar do que por gosto) ou recentemente na opção Galaxy SIII.
Os números não enganam e são como o algodão; Na Europa, 51% das mulheres desejam poder optar pela cor do equipamento. Essa percentagem sobe até 64 (China) e 71 (EUA). Melhor, são as mulheres entre os 25 e os 39 anos que estão mais tempo online via mobile e não os homens, e na faixa etária dos 18 aos 21, os miúdos são cilindrados neste tipo de comportamento. Esta população de cromossoma X conectada usa o online para melhorar a sua imagem para o exterior assim como para criar e fortalecer uma existência profissional. Os rapazes? Devem estar a jogar à bola…
O mesmo estudo continua a dividir os sexos> as mulheres querem é design e resolução da câmara, os homens gostam do sistema operativo, velocidade, capacidade 3 ou 4 G, etc. Concluindo, as mulheres têm no smartphone a projecção delas próprias, tanto emocional como social e profissional. Não estão interessadas nas entranhas, mas sim no visual, peso, cor, funcionalidade. Ou seja, e para finalizar, não parece que colorindo as capas de plástico (ou de outro material) com uma tonalidade rosa seja o suficiente para se conseguir um sucesso comercial.
Os pantone são muito importantes. Já os designers o afirmavam bem antes de surgirem os telemóveis tipo mala.






