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BEN, o carro eléctrico português, já pode circular na Europa

redacção por redacção
Dezembro 20, 2025
BEN e-car português desenvolvido pelo CEiiA com homologação europeia

BEN é o primeiro carro eléctrico português homologado para circular em toda a Europa

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O BEN é oficialmente o primeiro carro eléctrico desenvolvido em Portugal a receber homologação europeia completa, o que lhe permite circular legalmente em toda a União Europeia.

  • Em 2016, o eléctrico português chamava-se apenas BE….

A certificação foi atribuída após um processo longo e exigente realizado no centro de testes IDIADA, em Espanha, uma das entidades de referência mundial na validação de veículos.

Com este passo, Portugal passa, pela primeira vez, de país consumidor a construtor europeu de automóveis eléctricos, ainda que num segmento muito específico e estratégico.

De onde vem o BEN e quem está por detrás do projecto

O BEN nasce no CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento, com sede em Matosinhos, uma entidade portuguesa que há vários anos trabalha no cruzamento entre engenharia, mobilidade, aeronáutica, espaço e transição digital. Não é uma start-up improvisada nem um exercício académico. É um projecto industrial integrado numa estratégia nacional e europeia de inovação. Mas, e aqui muita atenção, tentem descobrir este projecto BEN lá no site….

O desenvolvimento do BEN enquadra-se na Agenda Be.Neutral, uma Agenda Mobilizadora Verde integrada no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), gerida pelo IAPMEI e liderada pela NOS. Envolve cerca de 40 parceiros empresariais, tecnológicos e institucionais, incluindo oito municípios do Norte de Portugal, com destaque para Guimarães, futura Capital Verde Europeia em 2026. Estamos, portanto, perante um carro que nasce de uma lógica de política industrial europeia e não de um projecto isolado.

Para que serve o BEN e para quem foi pensado

O BEN não foi pensado como um carro tradicional para compra individual e uso familiar. A sua razão de existir é outra. Trata-se de um e-car pequeno, acessível e sustentável, desenhado para ser usado como serviço. Isto inclui aplicações como carsharing, frotas municipais, mobilidade urbana de curta distância, serviços de proximidade, logística ligeira ou transporte de passageiros em contextos controlados.

É um veículo claramente orientado para cidades, para operadores e para modelos de mobilidade partilhada, e não para substituir o automóvel pessoal clássico. A ideia central é reduzir custos, emissões e complexidade, oferecendo apenas o essencial para mobilidade urbana eficiente.

O que torna o BEN diferente de outros carros eléctricos

O BEN distingue-se desde logo por assumir um conceito modular e digital de raiz. Não é apenas um carro eléctrico pequeno. É uma plataforma de mobilidade.

Do ponto de vista ambiental, o BEN é o primeiro e-car com contador de emissões de CO2 evitadas, capaz de compensar as emissões geradas na sua própria produção ao longo do tempo de utilização. Isto é possível graças à tecnologia AYR, vencedora do Prémio Europeu Bauhaus em 2021, que monitoriza e quantifica emissões evitadas em tempo real.

SPIRIT e BODY explicam o ADN do BEN

O projecto BEN assenta em duas plataformas complementares.

A plataforma digital SPIRIT funciona fora do veículo e é o cérebro do sistema. Permite identificação do utilizador por sistemas biométricos, acesso por chave digital partilhada, configuração do veículo conforme o serviço, análise de dados, gestão inteligente de frotas e um Digital Twin do veículo em tempo real. É também aqui que são monitorizadas as emissões de carbono evitadas, integrando utilizadores, veículos e infraestruturas numa lógica de ecossistema.

A plataforma física BODY é a estrutura do veículo propriamente dita. Baseia-se numa arquitectura tipo skate, com dimensões compactas, interior flexível e um espaço configurável que pode variar entre transporte de passageiros ou carga ligeira. Pode ter até três lugares e uma capacidade entre 100 e 400 litros, estando preparada para diferentes aplicações e até para condução autónoma no futuro.

Onde é construído e como será produzido

A primeira fase do BEN culmina agora com a homologação europeia, permitindo a produção de uma primeira série na BEN Garagem do CEiiA, em Matosinhos. Segue-se uma fase de edições limitadas, adaptadas a diferentes usos e serviços, acompanhada da evolução do produto e de uma unidade piloto com capacidade para cerca de 200 unidades por ano.

A ambição é clara. A produção em larga escala deverá arrancar em 2026, com vários locais de fabrico em Portugal e noutros países europeus. O objectivo apontado para 2030 passa por uma produção descentralizada de 20.000 unidades por ano, com um preço de entrada estimado a partir dos 8.000 euros, um valor praticamente inexistente no mercado europeu actual de eléctricos.

Há mercado para o BEN e quem são os concorrentes

Existe mercado, sim, mas não no sentido tradicional. O BEN não concorre directamente com um Tesla Model 3 ou um Renault Mégane E-Tech. Os seus concorrentes imediatos são veículos como o Citroën Ami, o Fiat Topolino, o Mobilize Duo da Renault ou pequenos quadriciclos eléctricos chineses que começam a entrar na Europa.

A diferença está no posicionamento. O BEN aposta num modelo europeu, sustentável, modular, com forte integração digital e pensado para operadores, municípios e serviços, onde muitos dos concorrentes actuais falham em robustez, integração ou visão de longo prazo.

Manutenção, peças e assistência

Sendo um projecto ainda em fase inicial de industrialização, a rede de manutenção e assistência será naturalmente construída em paralelo com a expansão da produção. A lógica modular do BEN e a sua arquitectura simples foram pensadas precisamente para facilitar manutenção, substituição de componentes e adaptação local, algo crucial para frotas e serviços.

A ambição de produção descentralizada na Europa implica também uma estratégia de peças e assistência distribuída, embora este seja um dos pontos que ainda dependerá do ritmo de adopção e dos parceiros envolvidos em cada país.

Em suma

O BEN não é apenas um carro eléctrico português. É um sinal de que Portugal quer ter palavra a dizer na mobilidade europeia do futuro. Pequeno, acessível, sustentável e pensado como serviço, o BEN não pretende competir com os grandes automóveis, mas sim ocupar um espaço que cresce todos os anos nas cidades europeias. Com homologação europeia, produção prevista em Portugal e um preço-alvo agressivo, o BEN é menos um carro de sonho e mais uma ferramenta prática para um novo modelo de mobilidade.

Tags: Be.NeutralBENcarro eléctrico portuguêscarros eléctricos EuropaCEiiAe-car acessívelmobilidade eléctricaPRR
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