
Vivo diariamente um problema aqui na minha secretária: com os equipamentos usados no dia a dia para a lufa lufa (computadores, monitores, teclados, ratos, câmaras, canetas digitais e analógicas, cartões digitais e analógicos, etc), ainda tenho de arrumar os equipamentos em ensaio e isso porque, geralmente, todos eles precisam sempre de um cabo (ou dois) para se ligarem ao mundo. Ok, poderão dizer “mas então e as câmaras fotográficas novas já não têm NFC e Wifi assim como os smartphones e os tablets?” Têm. E por aqui me fico.
Num repente, falta espaço para duas ou três coisas que uma secretária tem de ter: lápis, papel e… um candeeiro. É precisamente a utilização deste último que complica aqui a parafernália de, enfim, objectos. É mais um volume com um cabo que geralmente ainda é mais curto que os outros e que parece que foi feito de propósito para ser topeçado.
Os candeeiros de mesa tendem também a ser muito leves e um ligeiro tropeção leva tudo à frente… inclusive o que lhe estava próximo na secretária. Portanto, é uma situação complicada. Ou… era?
Numa das consultas pelo que mostram essas revistas estrangeiras, descobri que o problema do cabo de ligação entre o candeeiro e a parede pode estar a desaparecer. E isto porque os engenheiros do Germany’s Fraunhofer Institute for Electronic Nano Systems and the University of Paderborn (imaginem em alemão) estão a desenvolver uma lâmpada (portanto, candeeiro) denominado SUPA (Smart Universal Power Anntena) que é um sistema wireless que trabalha por indução através de um cirtuito/painel impresso e colocado na base da mesa onde o candeeiro vai ser colocado.
Não é uma solução inovadora, pois quem tem um Nokia Lumia dos mais recentes pode comprar uma almofada que alimenta a bateria por indução… mas essa almofada tem de estar ligada à corrente eléctrica através de um cabo.
E é aqui que reside a diferença: o circuito integrado montado neste SUPA é feito por um conjunto de bobinas electromagnéticas que, uma vez próximo o candeeiro, converte toda esta energia magnética em electricidade. É mais ou menos isto.
Os germânicos apontam o final do próximo ano para comercializarem o sistema SUPA e esperam ter uma oferta de várias bases com múltiplos tamanhos, ou seja, desde uma mesa de cabeceira a uma mesa de refeição. Podemos montar estes painéis até nas nossas proprias mesas. E, logicamente, já estão a pensar em conseguir mais uma ligação para os equipamentos electrónicos.
Fonte: Fraunhofer






