A Índia fez história nesta segunda-feira (22) ao pousar com sucesso sua sonda Chandrayaan-3 na Lua. O feito torna a Índia o quarto país a pousar na Lua, depois dos Estados Unidos, da União Soviética e da China.
Sonda Chandrayaan-3 pousa com sucesso na região do pólo sul da Lua
A sonda pousou na região do pólo sul da Lua, uma área que é pouco explorada. A Índia planeia usar a sonda para estudar a geologia da região e a presença de água no solo lunar.
O pouso da sonda Chandrayaan-3 é um grande avanço para o programa espacial indiano. O país tem planos de enviar astronautas à Lua num futuro próximo.

Desenvolvimento
A nave, que entrou em órbita lunar no sábado (5 de agosto), revelou imagens que mostram crateras na superfície lunar a ficarem maiores à medida que a nave se aproximava.
A Índia foi o primeiro país a realizar uma “aterragem suave” controlada perto do pólo sul lunar.
É também o quarto país a conseguir uma aterragem suave na Lua, depois dos EUA, da antiga União Soviética e da China.
A nave espacial orbitou a Terra durante 10 dias e depois foi enviada para a órbita translunar na última terça-feira.
Este feito marca a terceira vez consecutiva que a ISRO conseguiu inserir com sucesso uma nave espacial em órbita lunar.

O chefe da Isro, Sreedhara Panicker Somanath, disse que a agência estudou cuidadosamente os dados do acidente do Chandrayaan-2 e realizou exercícios de simulação para corrigir os problemas no Chandrayaan-3 – que pesa 3.900 kg e custou 6,1 mil milhões de rupias (75 milhões de dólares; 58 milhões de libras).
O módulo de aterragem (chamado Vikram, em homenagem ao fundador da Isro) pesa cerca de 1.500 kg e transporta dentro de si o rover de 26 kg chamado Pragyaan, a palavra em sânscrito para sabedoria.
Depois de aterrar, o rover de seis rodas será ejectado e percorrerá as rochas e crateras da superfície da Lua, recolhendo dados e imagens cruciais a serem enviados de volta à Terra para análise. O pólo sul da lua é em grande parte inexplorado. A área na sombra é muito maior do que no pólo norte, e os cientistas dizem que isso significa a possibilidade de existência de água.
“O rover transporta cinco instrumentos que se concentrarão em descobrir as características físicas da superfície da Lua, a atmosfera próxima da superfície e a actividade tectónica para estudar o que acontece abaixo da superfície. Espero encontrar algo novo”, disse o Somanath.





