Xá das  5
  • NOTÍCIAS
  • AUDIO
  • RODAS
  • VÍDEO + FOTO
  • ANÁLISES
  • OPINIÃO
  • MOBILE
  • IDEIAS
Sem resultados
Ver todos os resultados
Xá das  5
  • NOTÍCIAS
  • AUDIO
  • RODAS
  • VÍDEO + FOTO
  • ANÁLISES
  • OPINIÃO
  • MOBILE
  • IDEIAS
Sem resultados
Ver todos os resultados
Xá das  5
Sem resultados
Ver todos os resultados

Cibercrime 5.0: Fortinet revela explosão de ataques com IA e automatismos em massa

João Gata por João Gata
Maio 28, 2025
Cibercrime 5.0: Fortinet revela explosão de ataques com IA e automatismos em massa
Share on FacebookShare on Twitter
Fortinet

Quando até os hackers deixam de ser humanos

O Relatório Global sobre o Panorama de Ameaças 2025 da Fortinet (via FortiGuard Labs) chega com a habitual frieza estatística, mas o que revela é tudo menos indiferente: o crime digital está mais rápido, mais barato, mais acessível — e alimentado por inteligência artificial.

Há uma nova fronteira a ser ultrapassada na guerra digital — e desta vez, os atacantes estão a ganhar terreno não por serem mais espertos, mas por serem… mais automáticos.

A Darknet profissionalizou-se — o crime é agora um serviço em pacote

Já não estamos a falar de adolescentes em caves mal iluminadas. A estrutura do crime digital de hoje lembra uma startup bem financiada: com modelos “Cybercrime-as-a-Service”, marketplaces onde se compram acessos prontos a usar, listas de credenciais testadas, exploits organizados por categoria e até apoio técnico.

Em 2024:

  • Mais de 1,7 mil milhões de credenciais roubadas circularam nesses mercados clandestinos.
  • A partilha de bases de dados comprometidas cresceu 42%, com destaque para grupos como BestCombo, BloddyMery e ValidMail.
  • E há uma nova tendência: infostealers — pequenos programas silenciosos que saqueiam credenciais sem levantar suspeitas — tornaram-se o motor invisível desta economia negra.

36 mil scans por segundo — os robots do cibercrime não dormem

A Fortinet identificou um novo recorde de análises automatizadas no ciberespaço global: mais de mil milhões por mês, ou, se preferirmos o susto por segundo: 36 mil scans automáticos contínuos.

Estes “robots” estão à caça de:

  • Serviços expostos como SIP, RDP, Modbus TCP
  • Protocolos ligados à IoT e OT, vulneráveis por natureza
  • Malas abertas na cloud, com permissões excessivas ou má configuração

A lógica é simples: se estiver aberto, alguém o vai encontrar. Rapidamente. A gestão da superfície de ataque deixou de ser opcional — tornou-se crítica.

Inteligência artificial do lado negro — sem ética, sem limites

Enquanto o ChatGPT pede desculpa por não poder escrever spam, os atacantes usam clones malignos com nomes que parecem saídos de um jogo distópico:

  • FraudGPT — um generador de phishing hiperrealista
  • BlackmailerV3 — para extorsão automatizada
  • ElevenLabs — vozes clonadas com realismo arrepiante

Estas ferramentas não têm restrições morais ou filtros legais. E estão a ser usadas para criar campanhas que ultrapassam com facilidade os filtros de segurança convencionais. Resultado? Phishing mais credível. Fraude mais escalável. E alarmes de segurança que soam tarde demais.

Sectores críticos na mira — saúde, banca e indústria no topo da lista negra

Não são só os utilizadores domésticos que estão vulneráveis. Em 2024, os sectores mais visados por ciberataques direcionados foram:

  • Indústria transformadora (17%)
  • Serviços empresariais (11%)
  • Construção e retalho (9% cada)

Os atacantes sabem onde há mais a ganhar — e atacam com técnicas desenhadas para cada vertical. Tanto operadores de ransomware como grupos ligados a Estados-nação intensificaram esforços, com os EUA a liderarem o ranking das vítimas (61%), mas com Europa a sentir cada vez mais a pressão.

A nuvem e a IoT — o paraíso dos descuidados

A cloud, essa abstração tão confortável quanto invisível, continua a ser uma dor de cabeça mal gerida. O relatório mostra que 70% dos acessos indevidos a ambientes cloud resultaram de:

  • Logins a partir de geografias improváveis
  • Configurações erradas
  • Identidades com permissões a mais

A IoT não fica atrás. A conectividade desenfreada — frigoríficos, câmaras, sensores — abre portas que nem sempre os administradores sabem que existem. E os atacantes estão atentos.

Defesa tradicional já não chega — e a Fortinet traça novo plano de acção

A Fortinet não se limita a mostrar o abismo — também sugere o caminho para a travessia. No relatório, propõe um “CISO Playbook for Adversary Defense”, que é basicamente um manual de sobrevivência digital para empresas em 2025:

As novas regras do jogo incluem:

  • Gestão contínua da exposição em vez de deteção pontual de ameaças
  • Simulações de ataques reais, com equipas red e purple teaming, usando o framework MITRE ATT&CK
  • Monitorização activa da darknet, para antecipar tendências e ameaças emergentes
  • Priorização de vulnerabilidades com base em risco real, usando ferramentas como o EPSS e o CVSS
  • Automatização das respostas — porque humanos não conseguem competir com 36 mil scans por segundo

Conclusão: ou automatizamos a defesa, ou continuamos a jogar à apanhada

O Relatório Global sobre o Panorama de Ameaças 2025 da Fortinet não é um documento para ler ao pequeno-almoço. É denso, sim. Mas indispensável. Porque o crime digital está a mudar a uma velocidade que exige novas estratégias, novas mentalidades — e uma inteligência mais ágil do lado da defesa.

Quem continua a confiar em firewalls passivas e antivírus tradicionais está a lutar espadas contra drones. E não há analogia mais justa para o que está em jogo: privacidade, estabilidade económica e até soberania digital.

📥 Para quem quiser aprofundar:

  • Download oficial do Relatório Global 2025 da Fortinet (PDF)
  • Recursos técnicos adicionais e guias para equipas de cibersegurança disponíveis no site da Fortinet

Tags: Cibercrime 5.0darknetFortinet
João Gata

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

Próximo artigo
Trotinetes eléctricas NIU KǪi 100 chegam a Portugal e oferecem características de topo a preços acessíveis

Trotinetes eléctricas NIU KǪi 100 chegam a Portugal e oferecem características de topo a preços acessíveis

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Recomendados.

Proibição das lâmpadas de halogéneo em Portugal

Proibição das lâmpadas de halogéneo em Portugal entra em vigor a 1 de Setembro

Agosto 8, 2018
Toshiba Portégé Z30, muito leve e potente

Toshiba Portégé Z30, muito leve e potente

Dezembro 18, 2013

10º FESTIVAL MENTAL

MENTAL 2026

Parceiros

TecheNet
Logo-Xá-120

Gadgets, tecnologia, ensaios, opinião, ideias e futuros desvendados

  • Estatuto editorial
  • Política de privacidade , termos e condições
  • Publicidade
  • Ficha Técnica
  • Contacto

© 2026 Xá das 5 - Director: João Gata

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • NOTÍCIAS
  • AUDIO
  • RODAS
  • VÍDEO + FOTO
  • ANÁLISES
  • OPINIÃO
  • MOBILE
  • IDEIAS

© 2026 Xá das 5 - Director: João Gata